Interdiscurso e memória

a metáfora e a metonímia em Pêcheux/Herbert

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e14408

Palavras-chave:

Metáfora, interdiscurso, metonímia, memória, discurso transverso

Resumo

Partindo da constatação de que, às vezes, os conceitos de interdiscurso e de memória são emaranhados tornando-se quase equivalentes e entendendo que recobrem funcionamentos discursivos distintos, pretendo refletir sobre a problemática, recorrendo aos conceitos de metáfora, de metonímia e de discurso transverso, como teorizados, sobretudo, por Michel Pêcheux (2011 [1984]), em Metáfora e Interdiscurso, e Thomas Herbert (PÊCHEUX, 1995a), em Observações para uma Teoria Geral das Ideologias. Tentarei sustentar a hipótese de que o interdiscurso se refere à metáfora, como deslocamento do pré-construído de uma região discursiva para outra, ao passo que a metonímia, como imposição de outro efeito a partir de uma “parte” do objeto discursivo, organiza, por meio do discurso transverso, outra rede de sentido e, por isso, outro eixo de memória. Para a construção do percurso, amparo-me nos casos de ‘toupeira’ e de ‘incêndio’ (retirados de Michel Pêcheux) e discuto o caso de ‘Deus’.

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Biografia do Autor

João Carlos Cattelan, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Cascavel - PR - Brasil.

Professor do Curso de Letras da Unioeste, campus de Marechal Cândido Rondon, e do mestrado/doutorado em Letras, campus de Cascavel, na área de Análise do Discurso.

Publicado

11/08/2022

Como Citar

CATTELAN, J. C. . Interdiscurso e memória: a metáfora e a metonímia em Pêcheux/Herbert. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 66, 2022. DOI: 10.1590/1981-5794-e14408. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/14408. Acesso em: 4 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais