A gênese de vírgulas em histórias inventadas por alunas recém-alfabetizadas

identificação de atividades metalinguísticas a partir de inscrições gráficas e comentários espontâneos

Autores

  • Eduardo Calil Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Centro de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação e Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura. Maceió – AL – Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8696-3697
  • Cristina Felipeto Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura. Laboratório do Manuscrito Escolar (LAME). Maceió – AL – Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3729-0796
  • Kall Anne Amorim Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST). Serra Talhada – PE – Brasil. https://orcid.org/0000-0001-7753-6696
  • Catherine Boré Cergy Paris Université (UCP). Site de Gennevilliers (CY). EMA - École, Mutations, Apprentissages. Cergy-Pontoise – França.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e15203

Palavras-chave:

produção textual, escrita colaborativa, diálogo, aprendizagem, pontuação, conhecimento metalinguístico

Resumo

Este estudo analisa as ocorrências de vírgulas e as verbalizações espontâneas durante a produção textual de duas alunas francesas de 6 anos de idade. A partir da Genética Textual, dentro de uma abordagem linguístico-enunciativa, foram analisados seis manuscritos escolares e seus respectivos processos de escritura. O registro fílmico e multimodal desses processos preservou as condições ecológicas da sala de aula. Tomou-se como unidade de análise o diálogo entre as alunas, estabelecido durante a produção textual. As ocorrências de vírgula foram identificadas nos manuscritos escolares e relacionadas ao que essas alunas comentavam sobre essas marcas de pontuação. Os resultados mostram que a vírgula foi a pontuação mais usada, porém sua inscrição só ocorreu em três manuscritos. Quase todas as ocorrências foram “lembradas” após o término da história, acompanhadas por comentários indicando um entendimento “gráfico-espacial” para seu uso. Contudo, suas ocorrências no último manuscrito indicam o início de uma concepção “linguística”, quando a posição da vírgula concorreu com o ponto final, começando a delimitar unidades semânticas. Suas inscrições também passam a ser antecipadas pelas alunas. Essas duas concepções coabitam no mesmo manuscrito, sugerindo que a gênese da vírgula passa por um “uso híbrido” de suas funções.

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Publicado

07/11/2022

Como Citar

CALIL, E.; FELIPETO, C.; AMORIM, K. A.; BORÉ, C. A gênese de vírgulas em histórias inventadas por alunas recém-alfabetizadas: identificação de atividades metalinguísticas a partir de inscrições gráficas e comentários espontâneos. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 66, 2022. DOI: 10.1590/1981-5794-e15203. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/15203. Acesso em: 5 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais