A extinção que não se acaba - "Nenhum, nenhuma"

Autores

  • Luiz Tatit

Palavras-chave:

Semiótica, Sentido, Tensividade

Resumo

Este artigo coteja duas visões de construção do sentido, uma formulada de maneira científi ca pela semiótica de Algirdas Julien Greimas e outra elaborada em termos literários pela pena de João Guimarães Rosa. A partir de uma análise do conto “Nenhum, nenhuma”, do escritor brasileiro, o autor desvenda as oscilações tensivas (de intensidade e extensidade) que regulam a trama narrativa da história, mostrando que os diferentes graus de tonicidade e/ou velocidade dos afetos revelados pelas personagens confi guram com maior precisão as causas de seus encontros ou separações. O próprio enunciador manifesta sua fi delidade a uma das personagens do conto por meio de ajustes tensivos (ambos cultivam a duração, a longevidade) que asseguram entre eles uma identidade profunda. Esse plano de interação difi cilmente seria reconhecido por um enfoque exclusivamente narrativo e discursivo.

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Publicado

02/12/2009

Como Citar

TATIT, L. A extinção que não se acaba - "Nenhum, nenhuma". ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 53, n. 2, 2009. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/2123. Acesso em: 4 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais