Nem tudo o que escandaliza é aberração: "error communis facit jus"

Autores

  • Francisco Platão Savioli

Palavras-chave:

Correção, incorreção, norma, língua, variantes lingüísticas, código, certo e errado,

Resumo

O tema do certo e do errado em língua, que para os lingüistas é considerado com menosprezo e como uma falsa questão, é o que, na verdade, mais ocupa a atenção dos usuários do idioma em geral. O fundamento desse paradoxo pode provir da duplicidade do ponto de vista com que se considera a língua. Se para a língua, encarada como código, g erro não tem importância, o mesmo não se pode dizer quando ela é abordada do ponto de vista de fato social. O erro é encarado pelo lingüista como uma das virtualidades do sistema; pelo usuário, como causador de vergonha e medo. O silêncio do lingüista abre espaço para vozes menos credenciadas que implantam o medo e estimulam o sentimento de vergonha. Uma abordagem da correção lingüística com método e rigor científico é, pois, um grande serviço para os usuários e um bom negócio para autores e editores.

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