A pausa que refresca... Tempo e espaço nas propagandas da Coca-Cola

Autores

  • Ana Lúcia Furquim de Campos

Palavras-chave:

Análise do discurso, propaganda, dialogismo, cronótopo,

Resumo

Com base nas reflexões de Mikhail Bakhtin (1988) sobre cronótopo e nos estudos dos semióticos, principalmente no que tange ao percurso passional do sujeito, analisamos propagandas impressas e comerciais televisivos da Coca-Cola. O objetivo principal é traçar a trajetória discursiva da Coca-Cola desde sua entrada no Brasil, em 1941, até a campanha Gostoso é viver, lançada em 2001. O discurso da Coca-Cola apresenta valores positivos como a alegria, emoção e prazer. Entretanto, são eliminados valores negativos e ocultados interditos, como: Coca-Cola é um produto norte-americano e industrializado, portanto, não é natural, engorda e vicia. Constrói-se, assim, um discurso que privilegia aspectos temáticos voltados para os estados passionais eufóricos (paixão, emoção, alegria). A Coca-Cola também reforça a idéia de que está presente em todo tempo e lugar. Assim, as categorias espaço-temporais são elementos importantes para a construção de sentido de suas propagandas. Reafirmando os mesmos valores e mantendo as categorias cronotópicas para a construção de sentido de suas propagandas, a Coca-Cola consolida a idéia de onipotência, ou seja, ela tem o "poder" de refrescar, trazer alegria, provovar emoção e satisfazer prazeres. Cria-se, assim, um estilo, isto é, uma identidade calcada em categorias divinas, tais como onipresença e onipotência.

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Como Citar

CAMPOS, A. L. F. de. A pausa que refresca... Tempo e espaço nas propagandas da Coca-Cola. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 48, n. 1, 2004. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/4258. Acesso em: 18 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais