Interface sintaxe-fonologia: desambiguação pela estrutura prosódica no português brasileiro

Autores

  • Aline Peixoto Gravina Unicamp -Universidade Estadual de Campinas/UFFS- Universidade Federal da Fronteira Sul
  • Flaviane Fernandes-Svartman USP - Universidade Estadual de São Paulo

Palavras-chave:

Português brasileiro, Interface sintaxe-fonologia, Prosódia, Choque de acentos,

Resumo

O objetivo deste artigo é a análise das estratégias prosódicas de desambiguação de sentenças em português brasileiro (PB), em contexto de ambiguidade sintática e choque acentual. Nossa hipótese é a de que a desambiguação dessas sentenças se dê através de diferentes estratégias prosódicas de desfazimento do choque acentual. Para testar essa hipótese, foram realizados experimentos de produção e de percepção com falantes do PB. Os resultados obtidos foram analisados à luz da Fonologia Prosódica (NESPOR; VOGEL, 1986) e, em termos entoacionais, à luz da Fonologia Entoacional (PIERREHUMBERT, 1980; LADD, 1996, 2008). Nossos resultados revelam que: (i) quando o desfazimento do choque de acentos se dá por retração acentual, há pistas da formação de um único sintagma fonológico e a interpretação é a de que a segunda palavra envolvida no choque se refere à imediatamente precedente; (ii) quando o desfazimento do choque se dá pela inserção de pausas e/ou pela atribuição de um acento tonal a cada palavra envolvida no choque, há pistas da formação de dois sintagmas fonológicos e a interpretação obtida é a de que a segunda palavra envolvida no choque se refere não à imediatamente precedente, mas à outra da sentença.

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Biografia do Autor

Aline Peixoto Gravina, Unicamp -Universidade Estadual de Campinas/UFFS- Universidade Federal da Fronteira Sul

Doutoranda em Linguística pelo departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas/ área de linguística histórica/sintaxe gerativa.

Professora assistente da Universidade Federal da Fronteira Sul/área de linguística.

Atuante na área de linguística história, interface sintaxe-fonologia, diferenças entre o português brasileiro e o português europeu, estudos de textos diacrônicos.

Flaviane Fernandes-Svartman, USP - Universidade Estadual de São Paulo

Atualmente é professora na área de Filologia e Língua Portuguesa, junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Teoria e Análise Lingüística. Suas investigações concernem ao estudo da fonologia e da fonética da língua portuguesa, com especial interesse na prosódia, na interface sintaxe-fonologia e na comparação entre as variedades brasileira e européia.

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Publicado

28/08/2013

Edição

Seção

Artigos Originais