Padrões estatísticos do encaixamento da mudança de se-passivo a se-indefinido na história do português

Autores

  • Silvia Regina de Oliveira Cavalcante UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Letras. Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Palavras-chave:

Sintaxe histórica quantitativa, Mudança encaixada, Posição do sujeito, Passivas, Construções com SE,

Resumo

Este trabalho traz uma análise das construções tradicionalmente classificadas como passivas sintéticas, em comparação com construções passivas analíticas e outras construções com SE (inerente, reflexivo, recíproco, etc.) em textos de autores portugueses nascidos entre os séculos XVI e XIX. O objetivo principal é mostrar, através da comparação do padrão de ordem dos “sujeitos” dessas construções, a evolução da mudança linguística que afetou a posição do sujeito e pode ter afetado as construções passivas sintéticas. Segundo Galves e Paixão de Sousa (2005, 2010), o Português Clássico (séculos XVI e XVII) caracteriza-se por ser uma gramática em que a posição à esquerda do verbo é uma posição para onde se movem os constituintes topicalizados, incluindo aí os sujeitos; assim, a posição de base do sujeito é a pós-verbal. A partir do século XVIII, ocorre uma mudança em que a posição do sujeito passa a ser a pré-verbal e os elementos topicalizados ocupam a periferia à esquerda. Com base nesse quadro, este trabalho demonstra através da análise quantitativa da evolução dessas três construções ao longo do tempo que a mudança que ocorre nas construções com SE – de passivo a indefinido – pode ter sido desencadeada pela mudança na posição do sujeito.

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Artigos Originais