Bancos de dados sociolinguísticos do português brasileiro e os estudos de terceira onda: potencialidades e limitações

Autores

  • Raquel Meister Ko. Freitag Universidade Federal de Sergipe
  • Marco Antonio Martins Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Maria Alice Tavares Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Palavras-chave:

Sociolinguística, Banco de dados, Variação e mudança linguística, Fatores sociais, Estilo,

Resumo

Bancos de dados linguísticos de fala – especialmente aqueles elaborados para a pesquisa de orientação sociolinguística variacionista – têm sido fonte privilegiada para a descrição do português brasileiro. Neste texto, discutimos procedimentos metodológicos que deveriam ser adotados para a organização de novos bancos de dados. Fazemos um breve retrospecto dos bancos de dados já constituídos e sugerimos a coleta e expansão de corpora de diferentes comunidades de fala – e de diferentes comunidades de prática. De acordo com proposta defendida por Eckert (2012), os estudos sociolinguísticos podem ser distinguidos em três ondas de análise que refletem modos distintos de abordagem à variação linguística. Sugerimos estratégias para padronizar os procedimentos de organização de bancos de dados sociolinguísticos que levem em conta as três diferentes ondas da pesquisa sociolinguística, e destacamos a terceira onda, ainda incipiente no Brasil. A padronização dos bancos de dados sociolinguísticos facilitaria a realização de investigações contrastivas de diferentes dialetos brasileiros, contribuindo, dessa forma, para o estabelecimento e refinamento de generalizações e princípios de variação e mudança universais.

Biografia do Autor

Raquel Meister Ko. Freitag, Universidade Federal de Sergipe

UFS/CNPq – Universidade Federal de Sergipe. Centro de Educação e Ciências Humanas, Departamento de Letras Vernáculas, Programa de Pós-Graduação em Letras. São Cristóvão/SE – Brasil 49100-000.

Marco Antonio Martins, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Humanas, Letras e Arte, Departamento de Letras, Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem. Natal/RN – Brasil. Coordenador do GT de Sociolinguística da ANPOLL – biênio 2010-2012.

Maria Alice Tavares, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

UFRN/CNPq – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Humanas, Letras e Arte, Departamento de Letras, Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem. Natal/RN – Brasil. Vice-coordenadora do GT de Sociolinguística da ANPOLL – biênio 2010-2012.

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Publicado

18/12/2012

Edição

Seção

Artigos Originais