Orações concessivas independentes à luz da gramática discursivo-funcional

Autores

  • Talita Storti Garcia UNESP - Universidade Estadual Paulista, câmpus de São José do Rio Preto
  • Erotilde Goreti Pezatti UNESP – Universidade Estadual Paulista. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - Departamento de Estudos Linguísticos e Literários. São José do Rio Preto – SP – Brasil.

Palavras-chave:

Oração adverbial concessiva, Orações concessivas independentes, Teoria da Gramática Discursivo-Funcional, Movimento, Nível interpessoal,

Resumo

Este artigo investiga, à luz da Teoria da Gramática Discursivo-Funcional (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008), a oração concessiva que não é subordinada a outras orações, ou seja, não apresenta relações sintáticas nem semânticas com orações anteriores ou posteriores, a que denominamos Concessiva Independente. O objetivo deste estudo consiste em descrever as propriedades discursivas, semânticas, morfossintáticas e prosódicas desse tipo de estrutura, mostrando que sua relevância está na construção e organização do discurso. Os resultados apontam que a Concessiva Independente funciona, no discurso, como um parêntese, que interrompe o fio discursivo, sendo, então, destacado por um contorno prosódico especial, aliado à presença de Atos Interativos. Constitui, portanto, um Movimento, a camada mais alta do Nível Interpessoal, nível que se relaciona aos aspectos pragmáticos da gramática de uma língua. O universo de investigação utilizado é o córpus Iboruna, um banco de dados que registra a variedade do português do noroeste paulista.

Biografia do Autor

Talita Storti Garcia, UNESP - Universidade Estadual Paulista, câmpus de São José do Rio Preto

Talita Storti Garcia é professora Assistente da UNESP, câmpus de São José do Rio Preto, Departamento de Letras Modernas.  Atua na área de Descrição e Análise Linguística, Análise contrastiva Português/Espanhol e Descrição Funcional de Línguas (Português e Espanhol).

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Publicado

28/08/2013

Edição

Seção

Artigos Originais