As grafias não convencionais da coda silábica nasal: análise de dados de eja

Autores

  • Priscila Barbosa Borduqui Campos UNESP – Universidade Estadual Paulista. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto – SP – Brasil. 15054-000
  • Luciani Tenani UNESP – Universidade Estadual Paulista. Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas. São José do Rio Preto – SP – Brasil. 15054-000
  • Larissa Berti UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Filosofia e Ciências. Marília – SP – Brasil. 17525-900

Palavras-chave:

Fonética, Sílaba, Ortografia, Oralidade, Letramento, Educação de jovens e adultos,

Resumo

Este artigo trata das grafias não convencionais da sílaba com coda nasal encontradasem textos escritos por jovens e adultos. Para a descrição desses dados de escrita, sãoconsideradas duas complexidades: (i) a fonético-fonológica da sílaba, particularmente doelemento nasal em coda, e (ii) a da representação ortográfica da nasalidade em português.Sob o aspecto fonético, a coda corresponde a uma redução de energia, o que pode tornar ossegmentos que preenchem essa posição da sílaba menos audíveis. Sob o aspecto fonológico,a coda pode ser vista como um constituinte não imediato da sílaba cujo preenchimento sofrerestrições. Sob o aspecto ortográfico, são três as possibilidades de registro da nasalidade:<m, n, ~ >, como, respectivamente, em “campo”, “canto”, “maçã”. Argumenta-se que asgrafias não convencionais analisadas podem ser motivadas pelas características fonéticofonológicasdos enunciados falados (particularmente, da sílaba com coda nasal) e, também,pelas características das convenções ortográficas dos enunciados escritos (especificamente,as convenções para representação da nasalidade da coda). Defende-se que essas grafias nãosejam vistas como erros decorrentes da interferência da fala na escrita, mas como pistas darelação constitutiva dos enunciados falados e escritos.

Downloads

Edição

Seção

Artigos Originais