Menino, guri ou piá? Um estudo diatópico nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul a partir dos dados do projeto Atlas Linguístico do Brasil

Autores

  • Valter Pereira Romano UEL – Universidade Estadual de Londrina. Centro de Letras e Ciências Humanas. Londrina – PR – Brasil
  • Rodrigo Duarte Seabra UNIFEI – Universidade Federal de Itajubá. Instituto de Matemática e Computação. Itajubá – MG – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1405-9

Palavras-chave:

Projeto ALiB, Dialetologia, Variantes lexicais,

Resumo

Este trabalho utiliza como corpus de análise os dados coletados pela equipe do Projeto Atlas Linguístico do Brasil em três regiões: Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Os dados referem-se às cidades do interior e às capitais de cada estado, coletados junto a informantes selecionados segundo o perfil estabelecido. Nesta oportunidade, objetiva-se discutir a distribuição diatópica das variantes lexicais para a questão 132 – “Criança pequenininha, a gente diz que é bebê. E quando ela tem de 5 a 10 anos, do sexo masculino?” – do Questionário Semântico-Lexical (COMITÊ NACIONAL DO PROJETO ALIB, 2001). A metodologia utilizada envolveu análises descritivas e inferenciais pertinentes ao estudo. Para tanto, oito hipóteses foram testadas no sentido de averiguar o comportamento e a distribuição diatópica das cinco variantes mais produtivas no conjunto de respostas. Os principais resultados observados indicam que as variantes apresentam comportamento distinto nas três regiões: (i) a variante “menino” apresenta distribuição homogênea nos dez estados; (ii) as formas lexicais “guri” e “piá” possuem distribuição heterogênea na região Sul; (iii) as variantes de etimologia indígena (“guri” e “piá”) são mais representativas nas regiões Sul e Centro-Oeste; (iv) há uma maior representatividade da variante “moleque” (étimo africano) na região Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais.

Biografia do Autor

Valter Pereira Romano, UEL – Universidade Estadual de Londrina. Centro de Letras e Ciências Humanas. Londrina – PR – Brasil

Doutorando e Mestre (2012) em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina. Pesquisador do Projeto Atlas Linguístico do Brasil. Desenvolve pesquisas na área de Dialetologia e Sociolinguística.

Rodrigo Duarte Seabra, UNIFEI – Universidade Federal de Itajubá. Instituto de Matemática e Computação. Itajubá – MG – Brasil

Doutor em Ciências pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (2009) e Bacharel em Ciência da Computação pelo Centro Universitário Eurípides de Marília (2003). Docente da Universidade Federal de Itajubá no Instituto de Matemática e Computação. Atua na área de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, com ênfase em Algoritmos e Lógica de Programação, Interação Humano-Computador e Análise Estatística em Pesquisas Experimentais.

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Publicado

20/05/2014

Edição

Seção

Artigos Originais