A multifuncionalidade do item "capaz" na fala gaúcha: uma abordagem baseada no uso

Autores

  • Alessandra Bassi UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Linguística. Florianópolis – SC – Brasil
  • Edair Maria Görski UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Linguística. Florianópolis – SC – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1409-4

Palavras-chave:

Capaz, Marcador discursivo, Contexto dialogal, Modalidade, Padrões de uso,

Resumo

Sob uma perspectiva teórica funcionalista que busca identificar padrões de uso linguístico que se originam e se estabelecem nas situações comunicativas, o presente estudo investiga a multifuncionalidade do item linguístico “capaz”, numa amostra sincrônica atual de fala de informantes gaúchos, captando uma trajetória de mudança semântico-pragmática (associada a valores de modalidade) e categorial (adjetivo > marcador discursivo) que pode ser interpretada como uma instância de gramaticalização. A partir da análise de contextos dialogais, foram identificados: i) valores no âmbito da modalidade epistêmica (possibilidade, probabilidade, dúvida e certeza), derivados de um significado-fonte (habilidade) associado à modalidade orientada para o agente; e ii) outras expressões de subjetividade como surpresa, ironia, alegria. O controle da frequência permitiu esboçar padrões de uso do item: “capaz” é mais recorrente em contextos de certeza (em respostas negativas e afirmativas) e de dúvida/ surpresa, aparecendo predominantemente como item sintaticamente autônomo, na função de marcador discursivo. Verificou-se que a natureza da informação dada pelo interlocutor (pergunta, opinião, fato/notícia), bem como aspectos prosódicos que envolvem o item são determinantes para a interpretação do significado de “capaz”.

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Biografia do Autor

Alessandra Bassi, UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Linguística. Florianópolis – SC – Brasil

Departamento de Língua e Literatura Vernáculas, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em linguística, Área de Sociolinguística e Dialetologia. Doutoranda em Linguística.

Edair Maria Görski, UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Linguística. Florianópolis – SC – Brasil

Departamento de Língua e Literatura Vernáculas, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em linguística, Áreas de Sociolinguística e Dialetologia; e Teoria e Análise Linguística. Professora Doutora do Programa de Pós-Graduação em Linguística.

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Publicado

02/09/2014

Edição

Seção

Artigos Originais