A performance narrativa de uma blogueira: "tornando-se preta em um segundo nascimento"

Autores

  • Glenda Cristina Valim de Melo UNIFRAN – Universidade de Franca. Franca – SP – Brasil
  • Luiz Paulo da Moita Lopes UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Letras. Rio de Janeiro – RJ – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1409-2

Palavras-chave:

Mulher negra, Teorias Queer, Blog, Narrativa como performance discursiva, Posicionamento interacional, Pistas indexicais,

Resumo

A web 2.0 propicia aos sujeitos sociais a possibilidade de contar suas histórias assim como de vê-las discutidas em novas formas de interação. Este artigo almeja apresentar os posicionamentos interacionais que constroem a performance narrativa de co-construção de raça de uma mulher negra no blog “Eu, Mulher Preta”. O estudo se ampara nos aportes teóricos dos novos letramentos digitais, na concepção de raça proposta pelas Teorias Queer e na teorização de narrativa como performance. Para analisar a narrativa da blogueira como performance, o quadro analítico se ancora no construto de posicionamento interacional e nas pistas que marcam tal posicionamento na encenação da performance. Os resultados indicam que a narradora se posiciona interacionalmente como mulher preta. Identificamos, porém, um posicionamento interacional anterior ao renascimento como negra: o de mulher “branc[a] meio suj[a]”. Observamos ainda que tais posicionamentos refletem duas performances discursivas conflitantes, uma que se aproxima e valoriza a negritude e outra que se distancia de sua origem. Esta investigação, baseando-se nas Teorias Queer, possibilita, também, tratar a questão racial como um traço performativo, colocando-a ao lado de gênero e sexualidade.

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Publicado

02/09/2014

Edição

Seção

Artigos Originais