O desenvolvimento da expressão modalizadora "pode ser". Um caso de (inter)subjetivização no português

Autores

  • Cibele Naidhig de Souza UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras – Departamento de Linguística. Araraquara – SP – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1502-2

Palavras-chave:

Modalização, Pode ser, (Inter)subjetivização, Funcionalismo,

Resumo

Comprometido com um enfoque funcionalista, o trabalho analisa a expressão modalizadora pode ser como predicado encaixador de proposição (pode ser1) e como construção independente (pode ser2), em textos contemporâneos do português brasileiro, de fala e de escrita. Busca-se identificar graus de (inter)subjetividade reveladores de um processo de (inter)subjetivização, conforme proposta de Traugott (2010). Sustentam a análise parâmetros de (inter)subjetividade de elementos modalizadores indicados especialmente em Traugott e Dasher (2002) e a noção de modalidade como categoria multifuncional, que não apenas codifica atitude do falante em relação ao conteúdo modalizado, mas que também atua como estratégia pragmática, como reguladora da situação comunicativa. A pesquisa revela pode ser como uma fórmula de grande aproveitamento no jogo discursivo, um conjunto bastante solicitado, produtivo e útil nas relações interpessoais. O estudo de propriedades semânticas, discursivas e morfossintáticas indica deslizamento na operação da construção, da sintaxe (pode ser1) para o discurso (pode ser2), interpretado como próprio de (inter)subjetivização.

Biografia do Autor

Cibele Naidhig de Souza, UNESP – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Ciências e Letras – Departamento de Linguística. Araraquara – SP – Brasil.

Possui graduação em Letras pela UNESP, Faculdade de Ciências e Letras, Araraquara, mestrado e doutorado em Linguística e Língua Portuguesa pela mesma universidade.

Publicado

23/02/2015

Edição

Seção

Artigos Originais