Diferentes efeitos de exaustividade em clivadas: um estudo descritivo de casos

Autores

  • Mariana Teixeira UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Porto Alegre – RS – Brasil
  • Sérgio Menuzzi UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Porto Alegre – RS – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1502-3

Palavras-chave:

Sentenças clivadas, Efeitos de exaustividade, Identificação por exclusão, Conjunto contextual de alternativas, Inferências pragmáticas,

Resumo

O objetivo do presente artigo é mostrar que há “efeitos de exaustividade” no uso das clivadas que diferem da “identificação por exclusão” – o efeito mais conhecido pela literatura (ATLAS; LEVINSON, 1981; HORN, 1981; KISS, 1998; WEDGWOOD; PETHO; CANN; 2006; BÜRING; KRIZ, 2013). Para atingir esse objetivo, apresentamos um estudo descritivo detalhado de casos, por meio do qual verificamos os efeitos contextuais de exemplos encontrados em jornais e revistas da imprensa brasileira. Utilizamos, para isso, modificadores associados pela literatura aos efeitos das clivadas sobre o “conjunto contextual de alternativas” – como “somente” e “e ninguém mais” (ATLAS; LEVINSON, 1981; HORN, 1981), “exatamente” e “precisamente” (MENUZZI; ROISENBERG, 2010a). Nossa conclusão é a de que os “efeitos de exaustividade” envolvem vários tipos de inferências acerca da estrutura do domínio de referentes do discurso e podem modificar essa estrutura de diversos modos. Esse resultado coloca sob nova perspectiva algumas das questões acerca da semântica e da pragmática das clivadas; em particular, a de saber quanto dos “efeitos de exaustividade” tem algum caráter “convencional” (como as pressuposições e as implicaturas generalizadas), e quanto é derivado por inferência pragmática particularizada.

Biografia do Autor

Mariana Teixeira, UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Porto Alegre – RS – Brasil

Aluna do curso de Letras, bolsista de IC do programa PIBIC/UFRGS-CNPq.

Sérgio Menuzzi, UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Porto Alegre – RS – Brasil

Doutorado pela Universidade de Leiden, Holanda. Atuou na PUCRS, UNICAMP e, atualmente, é professor adjunto do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da UFRGS, Porto Alegre.

Publicado

23/02/2015

Edição

Seção

Artigos Originais