Discurso, história e corpo feminino em antigos anúncios publicitários

Autores

  • Denise Gabriel Witzel Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste. Departamento de Letras. Guarapuava – PR – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1409-1

Palavras-chave:

Discurso, Publicidade, Corpo feminino, Poder-saber,

Resumo

Situado nas fronteiras que a Análise do Discurso estabeleceu a partir do caminho proposto por Michel Foucault, o presente trabalho pretende mostrar como os discursos publicitários, que circularam no Brasil na primeira metade do século XX, contribuíram para a instauração de uma biopolítica das relações entre os sexos, mais precisamente para uma “sexualização” do gênero. A ideia foucaultiana de que o biopoder é o que pode se infligir tanto a um corpo que se pretende disciplinar como a uma população que se pretende regulamentar é a base sobre a qual examinamos o funcionamento discursivo da linguagem publicitária que, ao falar diretamente às mulheres, remete-nos a discursos outros que se cruzam pelos fios da memória, no interdiscurso, fixando as mulheres a seus corpos frágeis e à sua função materna, de acordo com os saberes, os poderes e as verdades que tradicionalmente regularam os ideais de feminilidade e permitiram a emergência de certos dizeres (e não outros).

Biografia do Autor

Denise Gabriel Witzel, Unicentro – Universidade Estadual do Centro-Oeste. Departamento de Letras. Guarapuava – PR – Brasil

Professora do Departamento de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras (Mestrado) da Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO - Paraná. Doutorou-se em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista - FCL/UNESP-Araraquara-SP (2011). Em 2009, realizou estudos em programa de doutorado sanduíche na Universidade Louis Lumière de Lyon II, França.

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Publicado

02/09/2014

Edição

Seção

Artigos Originais