Uma proposta para o estudo da percepção: em torno da semiótica cognitiva

Autores

  • Fernando Moreno da Silva UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná. Centro de Letras, Comunicação e Artes. Jacarezinho – PR – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1509-2

Palavras-chave:

Semiótica sensível, Semiótica cognitiva, Percepção,

Resumo

Em cinco décadas de projeto científico, a semiótica francesa trilha o caminho vaticinado por Hjelmslev (1975, p.132-133), inscrito nas últimas palavras de Prolegômenos a uma teoria da linguagem: a passagem da imanência à transcendência, ambas governadas pela imanência. Dentro de sua pequena história, são três “abordagens” na elaboração de suas metodologias: inteligível, sensível e cognitivo. Na inteligível, impera o formalismo do percurso gerativo do sentido; na sensível, a incorporação de um corpo que sente; na cognitiva, por fim, há a necessidade de passar de um corpo-carne para um corpo cognitivo, introduzindo a atividade cognitiva do sujeito na apreensão do sentido. Com base no instrumental teórico da semiótica francesa e tomando a nomenclatura “semiótica cognitiva”, usada por alguns autores, como Klinkenberg (2000, 2001, 2010), a proposta deste artigo é tentar responder ao problema da percepção, dando continuidade às discussões da semiótica sensível para entender como o sentido se constrói pelo viés da abordagem cognitiva. Assim, integrando as abordagens inteligível, sensível e cognitiva, propõe-se o “esquema da semiose da percepção” para entender o processo de construção do sentido.

Biografia do Autor

Fernando Moreno da Silva, UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná. Centro de Letras, Comunicação e Artes. Jacarezinho – PR – Brasil.

Professor-adjunto do Colegiado de Letras da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP-CJ). Pós-doutor em Linguística e Língua Portuguesa (FCLAr-UNESP).

Publicado

23/09/2015

Edição

Seção

Artigos Originais