"Só", "exclusivamente" e suas posições na sentença

Autores

  • Aquiles Tescari Neto UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Letras. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1509-7

Palavras-chave:

Advérbios, Advérbios focalizadores de exclusão, Advérbios quantificacionais, Hierarquia funcional, Cartografia, Sintaxe Gerativa,

Resumo

Neste artigo, são examinadas algumas propriedades de advérbios altos e baixos para mostrar que o focalizador pertence ao primeiro grupo. Conclui-se que o comportamento do advérbio de exclusão no Português do Brasil é mais bem explicado do ponto de vista da Sintaxe, isto é, em termos da sua posição na hierarquia universal. A pista para chegar a tal conclusão vem da distribuição do focalizador exclusivamente, que também é um advérbio de exclusão, mas se comporta de forma diferente em relação a só no que diz respeito a algumas propriedades sintáticas que põem de um lado os advérbios altos e de outro os baixos. Além disso, este texto revela que a previsão de Bever e Clark (2008) – de que a Semântica seria responsável pelas assimetrias entre os advérbios quantificacionais e o exclusivo só – não é correta, na medida em que o focalizador de exclusão exclusivamente, no Português do Brasil, compartilha propriedades sintáticas com advérbios quantificacionais.

Biografia do Autor

Aquiles Tescari Neto, UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Letras. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

Pós-doutorando em Linguística (área de Sintaxe Gerativa das Línguas naturais) no IEL/UNICAMP, com bolsa FAPESP. Recebeu o título de Doutor em Ciências da Linguagem pela Università Ca' Foscari de Veneza, Itália. Mestre em Linguística pela UNICAMP e graduado em Letras pela UNESP de São José do Rio Preto.

Publicado

23/09/2015

Edição

Seção

Artigos Originais