Demonstrativos na România medieval: uma análise comparativa em uma perspectiva funcional

Autores

  • César Nardelli Cambraia UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Faculdade de Letras. Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil. 31270-901 http://orcid.org/0000-0002-2403-3021
  • Teresa Cristina Alves de Melo UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Faculdade de Letras. Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil. 31270-901
  • Cynthia Elias de Leles Vilaça UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Instituto de Letras. Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil. 20550-900
  • Thiago César Viana Lopes Saltarelli UFU - Universidade Federal de Uberlândia - Instituto de Letras e Linguística. Uberlândia - Minas Gerais - Brasil. 38408-100

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1604-2

Palavras-chave:

Linguística histórica, Linguística românica, Funcionalismo, Demonstrativos, Latim, Línguas românicas,

Resumo

Neste trabalho, apresentamos um estudo comparado de demonstrativos na tradução medieval em diferentes línguas (latim, italiano, francês, catalão, espanhol e português) de uma mesma obra (tratado ascético de Isaac de Nínive) em uma perspectiva funcional. Confirmou-se a hipótese de que os sistemas de demonstrativos se reestruturaram, no processo de mudanças linguísticas do latim às línguas românicas, não apenas em termos de formas, mas, sobretudo, em termos de funções: os demonstrativos passaram a exercer funções que, no latim, eram expressas por conjunção, locução explicativa, particípio presente, pronome relativo, pronome anafórico e de identidade, pronome intensivo e mesmo por ausência de recurso formal. Por fim, verificou-se que o contexto em que houve maior retenção do uso de demonstrativos foi o de expressão de contraste imediato.

Publicado

25/04/2016

Edição

Seção

Artigos Originais