Adjetivos intensificadores no português brasileiro: propriedades, distribuição e reflexos morfológicos

Autores

  • Maria José Foltran Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (processo 306559/2013-7). UFPR – Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas Letras e Artes – Departamento de Linguística Letras Clássicas e Vernáculas. Curitiba – Paraná – Brasil
  • Vítor Augusto Nóbrega Bolsista CNPq (processo 160605/2014-8). USP– Universidade de São Paulo. São Paulo – São Paulo – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1608-4

Palavras-chave:

Sintagma nominal, Modificação, Adjetivos intensificadores,

Resumo

Neste artigo, analisamos as propriedades e a distribuição dos adjetivos intensificadores no português brasileiro, tendo em vista suas propriedades morfossintáticas, sintáticas e semânticas. Submetemos os dados a testes com o propósito de verificar seu comportamento em relação à ordem, definitude, e tipo de sentenças e sintagmas em que ocorrem. A partir disso, propomos algumas generalizações com relação à sua distribuição: (i) são exclusivamente prepostos, (ii) ocorrem em sintagmas definidos e indefinidos, (iii) ocorrem em sentenças exclamativas, e (iv) podem ser empregados em contextos de duplicação de determinante em sintagmas nominais indefinidos. No que concerne à categoria lexical que modificam, observamos a formação de dois subgrupos: aqueles que modificam apenas nomes (viz., baita, bruta, senhor(a), puta) e aqueles que modificam nomes e palavras de outra natureza categorial (viz., mega, hiper, super). Essas considerações nos fornecem um conjunto de informações sobre a controversa natureza morfológica de mega, hiper e super. Embora sejam tratados como prefixos, argumentamos que essa análise não é plausível. Em contrapartida, sugerimos que tais formas sejam consideradas adjetivos autônomos. Essa assunção, por sua vez, permite-nos explicar facilmente formações como supermercado, mega-feirão e hipercorreção, analisando-as como compostos de combinação categorial A-N, contrariamente ao que a literatura vem assumindo.

Biografia do Autor

Maria José Foltran, Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (processo 306559/2013-7). UFPR – Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas Letras e Artes – Departamento de Linguística Letras Clássicas e Vernáculas. Curitiba – Paraná – Brasil

Professora de Linguística do Departamento de Literatura e Linguística da UFPR

Vítor Augusto Nóbrega, Bolsista CNPq (processo 160605/2014-8). USP– Universidade de São Paulo. São Paulo – São Paulo – Brasil

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Linguística

Publicado

25/08/2016

Edição

Seção

Artigos Originais