Palavra mínima em português europeu: a oralização de abreviações

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1704-6

Palavras-chave:

Condição de Minimalidade, Peso silábico, Palavra, Restrições de Palavridade, Boa Formação,

Resumo

Entre as restrições fonológicas a que qualquer cadeia fonética está obrigatoriamente sujeita para poder ser aceite como uma palavra da língua conta-se a Condição de Minimalidade (CM), que impõe uma quantidade mínima de material fonológico que deve ser contido por qualquer palavra. A CM costuma ser medida em termos de peso silábico ou de extensão silábica. Sendo discutível se se trata de uma restrição verdadeiramente universal, estudos anteriores relativos ao português têm-se dividido quanto à sua operacionalidade na fonologia desta língua. Neste estudo, avaliaremos a funcionalidade da CM na constituição do léxico do português através da oralização de abreviações, assumida como um processo produtivo em português. A partir de um estudo empírico realizado com um grupo de falantes nativos do português europeu contemporâneo (PEC), propomos (i) que a CM seja uma condição fonológica operacional nesta língua e (ii) que o critério a que ela obedece em PEC seja um critério de ordem puramente linear e segmental. De acordo com a proposta aqui apresentada, respeitam a CM em PEC cadeias com três ou mais segmentos, independentemente do peso silábico ou da extensão silábica.

Biografia do Autor

João Veloso, FLUP/CLUP – Universidade do Porto. Faculdade de Letras – Centro de Linguística. Porto

Professor Auxiliar Agregado de Linguística Geral e Portuguesa. Departamento de Estudos Portugueses e de Estudos Românicos, Faculdade de Letras, Universidade do Port (Portugal)

Publicado

02/05/2017

Edição

Seção

Artigos Originais