Ideologia, forças produtivas e processos de significação: a palavra selfie como signo ideológico

Autores

  • Luiz Rosalvo Costa USP – Universidade de São Paulo. Grupo de Pesquisa Diálogo e Grupo de Estudos do Discurso. São Paulo – SP

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1704-2

Palavras-chave:

Ideologia, Discurso, Círculo de Bakhtin, Signo ideológico, Infraestrutura, Superestrutura,

Resumo

Assumindo o pressuposto de que as bases da teoria linguística do Círculo de Bakhtin (resultante da conjugação dos trabalhos de Volóchinov, Medviédev e Bakhtin) constroem-se em diálogo com tradições teóricas entre as quais o marxismo ocupa papel importante, o presente artigo discute aspectos sobre o modo como a compreensão desse grupo acerca do estatuto das relações entre infraestrutura e superestruturas e articula com a concepção de signo ideológico. A partir daí, apoiado nas noções de reflexo e refração, focaliza a palavra selfie com o intuito de analisá-la na condição de signo em que se condensam ideias, sentidos e valores associados a processos de reorganização das forças produtivas na contemporaneidade e, nessa linha de raciocínio, propõe a conclusão de que esse vocábulo, ao ilustrar exemplarmente proposições do Círculo a respeito dos nexos entre a existência socioeconômica e a consciência social, pode ser visto como um território sígnico no qual se refletem e se refratam traços fundamentais da sociedade atual.

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Biografia do Autor

Luiz Rosalvo Costa, USP – Universidade de São Paulo. Grupo de Pesquisa Diálogo e Grupo de Estudos do Discurso. São Paulo – SP

Membro pesquisador do Grupo de Pesquisa Diálogo/CNPq. Participa também do Grupo de Estudos Discursivos da Universidade de São Paulo (linha de pesquisa Teoria Bakhtiniana).

Publicado

02/05/2017

Edição

Seção

Artigos Originais