A (insistente) problematização do estrutural versus contextual para o tratamento da significância: uma análise do ‘paradoxo semântico’ à luz da Teoria dos Blocos Semânticos

Autores

  • Julio Cesar Machado Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Faculdade de Educação, Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1807-2

Palavras-chave:

Paradoxo semântico, Argumentação estrutural, Argumentação contextual,

Resumo

O presente artigo elege a seguinte questão fulcral: como operar o confronto ou aliança entre estrutura da linguagem e seu funcionamento para refletir a significância nesta/desta relação? Para apreendermos esta problemática, mobilizaremos dois objetivos, que são questões que inquietam o semanticista de qualquer filiação: como estabilizar, em Linguística, aspectos teóricos diante de (a) estruturas fora do uso, ambiguamente semânticas, e também diante de (b) estruturas que permitem vários usos, e por isso apresentam/produzem vários sentidos? Para analisar tais objetivos, valer-nos-emos de uma definição de “paradoxo” enquanto corpus, que nos permitirá operar, de fato, nosso objeto de estudo: o paradoxo semântico, neonoção que observa contrários interdependentes, e que tomaremos enquanto noção técnica no interior da Teoria dos Blocos Semânticos, de Carel e Ducrot, filiação teórica basilar desta pesquisa. Nossa hipótese é confirmada pelos resultados obtidos: qualquer que seja o procedimento estratégico que se opere ou que se nomeie, a significação estrutural é ponto de passagem e de retorno em análise semântica, o que nos leva a concluir que, se não se pode entender o movimento sem a ideia de inércia, não se pode trabalhar o sentido enunciativo sem a significação estrutural. Tal condição parece ser imperativa em Semântica.

Publicado

08/08/2018

Edição

Seção

Artigos Originais