Discurso jornalístico e a suposta imparcialidade: os modos de apropriação do discurso de outrem como indicativos de posicionamentos ideológicos

Autores

  • Andre Cordeiro dos Santos UFAL – Universidade Federal de Alagoas. Faculdade de Letras. Maceió – Alagoas – Brasil. http://orcid.org/0000-0002-8760-192X
  • Siane Gois Cavalcanti Rodrigues UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Arte e Comunicação. Recife – Pernambuco – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1711-3

Palavras-chave:

Discurso Jornalístico, Apropriação do discurso de outrem, Posicionamentos sócio-ideológicos,

Resumo

Tomando parte na discussão que há no campo da teoria do jornalismo sobre a objetividade e a subjetividade, e falando do lugar da linguagem, neste trabalho, propomos que os modos de apropriação do discurso de outrem podem ser um meio à resolução desse impasse, pois levantamos a hipótese de que eles evidenciam posicionamentos sócio-ideológicos do sujeito-jornalista em relação ao objeto de enunciação. Para tanto, partimos da concepção de linguagem do chamado Círculo de Bakhtin e tomamos notícias dos dois jornais mais lidos do estado de Pernambuco, Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio, respectivamente, sobre Eduardo Campos, candidato à presidência do Brasil em 2014. As análises feitas mostraram que os modos de apropriação do discurso de outrem podem servir a efeitos de sentidos diversos entre si e que, quando da apropriação do discurso de outrem, o sujeito-jornalista não cede lugar ao outro, mas, sim, fala junto com ele, evidenciando posicionamentos ideológicos por meio das notícias.

Biografia do Autor

Andre Cordeiro dos Santos, UFAL – Universidade Federal de Alagoas. Faculdade de Letras. Maceió – Alagoas – Brasil.

Doutorando em Letras-linguística pela Universidade Federal de Alagoas. Mestre em Linguística pela Universidade federal de Pernambuco. Possui Graduação em Letras Português-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, na Unidade Acadêmica de Garanhuns. Interessa-se por temáticas ligadas ao ensino de língua, ao uso das Novas Tecnologias de Informação e à interação na perspectiva da análise/teoria dialógica do discurso.

 

Siane Gois Cavalcanti Rodrigues, UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Arte e Comunicação. Recife – Pernambuco – Brasil.

Professora da Graduação e dos Programas de Pós-Graduação em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco

Publicado

19/12/2017

Edição

Seção

Artigos Originais