A mídia como ator político: uma análise de textos da revista Veja sobre casos de corrupção política

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1904-4

Palavras-chave:

Mídia, Político, Corrupção, Avaliatividade, Agonismo, Antagonismo,

Resumo

Este trabalho analisa as relações entre mídia e política em textos de uma representante da grande mídia impressa brasileira, a revista Veja, referentes a casos de corrupção política nos governos Lula e Dilma. O objetivo é identificar recursos linguístico-discursivos mobilizados na produção de seus textos que reforcem a defesa de que seu uso da linguagem é informativo e imparcial ou de que representam a voz da população. Ao discutir a relação entre o campo midiático e campo político sob uma perspectiva antagônica do político, vimos que o caráter informativo de Veja só se realiza na medida em que seus jornalistas se posicionam e a constroem enquanto tal. Além disso, o fato de as representações discursivas que Veja faz em seus textos convergirem para a identidade dos atores políticos revela marcas de antagonismo que incidem diretamente na construção de novas identidades. O artigo também leva à ideia de que a mídia tem participação no embate político, seja como um adversário, ou não, mas sempre como um ator político. Para essa análise, adotaram-se como referenciais teórico-metodológicos o Sistema da avaliatividade, de Jim Martin e Peter White, e a teoria social de Chantal Mouffe sobre o político e democracia agonística.

Biografia do Autor

Emanoel Pedro Martins Gomes, Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus Prof. Barros Araújo, Picos - Piauí - Brasil.

Graduado em Letras/Licenciatura Plena/Português/Literatura, pela Universidade Estadual do Ceará.

Mestre em Linguística Aplicada, pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, da Universidade Estadual do Ceará.

Doutorando em Linguística Aplicada, pelo Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, da Universidade Estadual do Ceará.

Publicado

15/04/2019

Edição

Seção

Artigos Originais