RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 1
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS NA
IBERO-AMÉRICA: ANÁLISE TRANSMETÓDICA
1
FORMACIÓN DOCENTE Y POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCATIVAS EN
IBEROAMÉRICA: ANÁLISIS TRANSMETÓDICO
TEACHER EDUCATION AND EDUCATIONAL PUBLIC POLICIES IN IBERO-
AMERICA: TRANSMETHODIC ANALYSIS
Milagros Elena RODRIGUEZ2
e-mail: melenamate@hotmail.com
Ivan FORTUNATO3
e-mail: ivanfrt@yahoo.com.br
Osmar Hélio ARAÚJO4
e-mail: osmarhelio@hotmail.com
Como referenciar este artigo:
RODRIGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I.; ARAÚJO, O. H.
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-
América: Análise transmetódica. Revista Ibero-Americana de
Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-
ISSN: 1982-5587. DOI:
https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020
| Submetido em: 11/05/2023
| Revisões requeridas em: 20/07/2023
| Aprovado em: 17/09/2023
| Publicado em: 08/11/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Executivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
O presente trabalho foi realizado com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
- Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.
2
Universidade do Oriente (UDO), Cumaná Sucre Venezuela. Professora de Pesquisa Titular. Departamento
de Matemática. Pós-doutorado em Ciências da Educação (UNEFA).
3
Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Itapetininga SP Brasil. Coordenadoria de Formação Pedagógica.
Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias (UNESP).
4
Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa PB Brasil. Professor Adjunto. Doutorado em Educação
(UFPB).
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 2
RESUMO: Neste artigo, por meio da Análise Crítica do Discurso, discute-se a relação entre
Políticas Públicas e Formação Docente na região Ibero-Americana, a partir das vozes de
docentes entrevistados. Questionamos: como estes conceitos (decolonialidade, complexidade,
entre outros) são vistos nas políticas públicas educacionais de seu país?, como são convertidos
em ações efetivas nas instituições formadoras?, como se articulam as políticas públicas e como
são efetivamente desenvolvidas nas universidades?. Os resultados não são animadores e em
muitos países as contribuições das políticas educacionais estatais em prol da formação de
professores são graves. Há um pedido de socorro em meio às vozes dos entrevistados, por isso
continuamos a insistir e persistir rumo a uma educação libertadora.
PALAVRAS-CHAVE: Formação Docente. Políticas Públicas. Decolonialidade.
RESUMEN: En este artículo, por medio del transmétodo Análisis Crítico del Discurso se
discute la relación entre las Políticas Públicas y la Formación Docente en la región
Iberoamericana, a partir de las voces de docentes entrevistados. Se les ha consultado: ¿cómo
se ven estos conceptos (decolonialidad, complejidad, entre otros) en las políticas públicas
educativas de tu país?, ¿cómo se convierten en acciones efectivas dentro de las instituciones
educativas?, ¿cómo se articulan las políticas públicas y cómo se llevan a cabo efectivamente
en las universidades? Los resultados no son alentadores y en muchos países entra en gravedad
los aportes de las políticas educativas de estado en favor de la formación docente. Existe un
grito de auxilio en medio de las voces de los entrevistados, por eso seguimos insistiendo y
persistiendo hacia en una educación liberadora.
PALABRAS CLAVE: Formación Docente. Políticas Públicas. Decolonialidad.
ABSTRACT: In this article, through Critical Discourse Analysis, the relationship between
Public Policies and Teacher Education in the Ibero-American region is discussed, based on the
voices of interviewed professors. We question: how are these concepts (decoloniality,
complexity, among others) seen in your country’s educational public policies? How are they
converted into effective actions in educational institutions? How are public policies articulated
and how are they effectively developed in universities? The results are not encouraging and in
many countries the contributions of state educational policies in favor of teacher education
become serious. There is a cry for help amidst the voices of the interviewees, which is why we
continue to insist and persist towards a liberating education.
KEYWORDS: Teacher Education. Public Policy. Decoloniality.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 3
Rizoma introito. Um artigo rizomático, planetário, decolonial e complexo sobre formação
de professores e políticas públicas
Este artigo discute a relação entre as Políticas Públicas e a Formação Docente em partes
da Região Ibero-americana, a partir das vozes de docentes. Trata-se de indagar o que se sabe
sobre as políticas educativas em seus países e como as avaliam, a partir de suas observações
cotidianas como docentes. Trata-se também de fazer críticas junto a estes colegas de profissão,
articulando análises complexas sobre a conjuntura educação-política-sociedade.
A análise é feita a partir dos professores porque perguntamos a eles, por meio de um
questionário, o que eles sabem e como eles entendem as Políticas Públicas de seus respectivos
países. Logo, pela Análise Crítica do Discurso (ACD), dialogamos com o que nos foi
apresentado, coincidindo ou contradizendo, mas sempre respeitando as posições. Nessa análise,
as vozes dos autores são ativas, subjetivas, presentes e agentes de mudança. Os investigadores
não se comprometem com os estatutos estabelecidos; não buscam verdades rigorosas e acabadas
típicas dos sistemas coloniais; eles se aprofundam nos trabalhos destacados das políticas
públicas educacionais da Ibero-América e analisam sem distorcer as respostas às perguntas dos
professores colaboradores de pesquisa.
Se temos um objetivo com esta investigação, ele é compreender exatamente como as
Políticas Públicas de Educação são recebidas e percebidas pelos colegas docentes e, se possível,
como estão (des)orientadas no trabalho pedagógico.
Além disso, este artigo foi escrito através do entrelaçado rizomático. Com rizoma,
queremos dizer isso aqui a organização não responde a nenhum modelo estrutural ou
generativo (RODRÍGUEZ, 2019a, p. 4, nossa tradução). É uma poderosa metáfora da
construção do conhecimento que não segue a linearidade causa-efeito, mas sim a capilaridade
da vida. Mais do que uma linha de raciocínio, é uma trama complexa. Trata-se de
transformações decoloniais da velha e expirada forma colonial de investigar: aqui, podemos
quebrar o discurso aberto para incluir essências que emanarão do discurso.
A formação de professores está em pleno século das tecnologias, seguindo um tema a
ser explorado, que pretendemos descobrir na Ibero-América por meio de aberturas complexas
e transdisciplinares a partir das contribuições das políticas públicas educacionais. Por isso, em
pensamentos rizomáticos entrelaçados, libertos das conotações reducionistas das investigações
tradicionais, investigamos complexamente fora dos estatutos coloniais, como afirmado;
observando que no decolonial o complexo tem uma rica abertura de compreensão. A conotação
do rizoma é uma antigenealogia própria de dois transepistemes, que tradicionalmente não
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 4
conhecemos, que derivam de dois transmétodos. Vamos além da rigidez das classificações da
pesquisa em ramos não comunicados e bem diferenciados, modernistas, coloniais, e isso na
pós-modernidade ou, também conhecida, modernidade.
Seguimos um ramo desse rizoma, ou transmétodo. Dele emergem outras dobras, outros
ramos, flores, planalto.
Rizoma transmetódico. A análise crítica do discurso em posturas discursivas dos
colaboradores da Ibero-América
A análise crítica do discurso (ACD), como já notado (RODRIGUEZ, 2020a), é sintática
porque vai para as relações de concordância e hierarquia que as palavras guardam; é semântica
porque tenta explicar como o sentido das línguas se transfigura em transcendências
contextualizadas no discurso, e é pragmática porque é interessante ver um discurso de fora, não
no contexto, na situação, ou seja, em um evento de comunicação (MOLERO, 2003).
No que diz respeito ao transmétodo de investigação, a ACD situa a análise do discurso
tradicional numa perspectiva social, educativa, política e crítica, canalizando a forma como o
discurso é utilizado para legitimar a resistência (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021a), ou
crítico e político enquanto a religação é urgente (RODRÍGUEZ, 2019b); a ACD, “compreende
e define o discurso como uma prática social [...] e a partir dessa convicção ele inicia e justifica
suas análises discursivas como análises sociais. (SANTANDER, 2011, p. 209, nossa
tradução).
Desde então, na crítica da análise do discurso, emerge a comunicação transdisciplinar
da ACD, que na sua complexidade a faz transcomplexa; também de se colocar que a ACD
localiza as representações das estruturas discursivas que representam, confirmam, legitimam,
transcrevem ou contestam as relações de abuso de poder ou de dominação na vida de dois atores
do processo educativo que pouco consideram a condição humana nas políticas públicas
educacionais na Ibero-América, o que nos nossos métodos tradicionais não é possível. A ACD
pode ser vista como uma reação contra os paradigmas modernistas dominantes, caracterizados
como sociais ou acríticos (VAN DIJK, 2016).
O método de análise versa nesta investigação em duas fontes: as fontes dos textos
consultados e o que realizam nos colaboradores, especialistas em educação e políticas públicas
educacionais em geral, em países da região Ibero-Americana onde se consultam sobre Políticas
Públicas e democracia, decolonialidade, complexidade e educação democrática, completa e
pertinente; sobre ações efetivas dentro das instituições educativas; e sobre a formação docente
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 5
e a construção do pensamento complexo das pessoas para a vida na terra como pátria. Como os
docentes compreendem todas essas questões a partir de sua perspectiva na universidade?
A seguir, percorremos e interligamos complexamente os discursos em: Rizoma de
alerta. Realidades das contribuições político-públicas educacionais para a formação de
professores, categorias em estudo; Rizoma de análise crítica do discurso das vozes de
colaboradores ibero-americanos, e Rizoma conclusivo: Formação docente ideal a partir das
contribuições das políticas públicas educacionais? Análise final da abertura à crise.
Rizoma de alerta. Realidades das contribuições político-públicas educacionais para a
formação de professores, categorias em estudo
Estamos cheios de amor pela educação, por uma formação de acordo com as crises dos
vários países que estudamos, e onde certamente apesar do centenário de grandes educadores
como Paulo Freire, e intrusos da reforma ainda vivos, como Edgar Morín, ainda há muito a ser
feito na revitalização da humanidade. Na Ibero-América, Paulo Freire deixou um legado digno
de ser lembrado; "A urgência de reviver à luz do problema da educação hoje na Ibero-América
a necessidade de fazer a práxis libertada na utopia na caminhada" (RODRÍGUEZ;
FORTUNATO, 2021b, p. 3, nossa tradução). Nossa investigação faz sentido, pois nenhum
pedagogo mencionou que: o estudo de libertação freiriana é um exercício de estudo de
decolonialidade. Sem dúvida, na Análise Crítica do Discurso como transmétodo que
desenvolve a visão bancária da educação, no projeto transmoderno como planetário decolonial,
se desenvolveu que “o maestro dominador tem como fundamento de seu ethos uma profunda
credibilidade de seu discípulo” (DUSSEL, 1975, p. 161, nossa tradução). A educação na Ibero-
América ainda é feita dessa formação de professores que ignora?
Certamente buscamos respostas, mesmo que não as tenhamos todas. Sabemos que, por
causa da exclusão e minimização do ser humano na colonialidade ainda latente na região, ainda
impera a desconfiança no estudante, o não reconhecimento de suas potencialidades, a difamação
de sua condição humana. Isso continua a ser um mal da psique a que muitos professores ainda
se prestam, quase sempre sujeitos ao sistema e à pressão institucional. Toda educação é
controlada pela égide de exames externos.
Quando os sistemas educativos e as instituições cedem ao desejo de controlar os exames,
tudo o que temos são mestres oprimidos por esta força mental colonizadora. Professores
oprimidos oprimem os alunos. E os alunos oprimidos acreditam que assimilam a vida, sem
força para mudar o status quo. Toda essa situação é uma situação política, inusitada, real.
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 6
Assim, nos perguntamos: como são vistos conceitos como democracia e
decolonialidade nas políticas públicas educativas de seu país? E perguntamos: como se
articulam as políticas públicas e como se levam a cabo efetivamente nas universidades? As
respostas a estas perguntas são essenciais, pois não esqueçamos uma concepção antiga, mas
muito atual: “Política pública é aquela que o governo escolhe fazer ou não para seus cidadãos”
(MENY; THOEING, 1992, p. 27, nossa tradução). São tomadas de decisões para a conveniência
dos sistemas de Estado. Que formação docente está pactuada na Ibero-América nas políticas
do momento?
No decorrer do tempo, muitas mudanças ocorreram, mas pesa a elas os esforços da
modernidade-pós-modernidade-colonialidade como princípios de formação, que continuam
permanecendo “uma formação marcada pelo benefício, pela individualidade, pelo mercado,
pelas técnicas e tecnologias, etc. que parece permanecer (DI FRANCO; DI FRANCO;
SIDERAC, 2016, p. 20). Onde esses benefícios estão marcados pelos cinturões de miséria que
muitos países da Ibero-América representam e que continuam quando existem mudanças de
governos e com as políticas educacionais de turno. Convidamos os governos miseráveis
despercebidos e desprotegidos, que são a maioria, à possibilidade de libertação.
As competências estão presentes em todos os currículos de formação de professores
como políticas de Estado na Ibero-América, e abordam brevemente a complexidade do ser
humano e o desenvolvimento social e espiritual do ser como ecosofia, arte de habitar o planeta.
De outro lado, as condições complexas de felicidade, o desenvolvimento integral, o bem viver,
o respeito à natureza como complexidade viva que faz parte de si mesmo estão longe de serem
eixos da formação docente. Com variantes, não motivos de interesse para os projetos
políticos dos governos.
Tomemos o Peru como exemplo, onde o modelo de formação pedagógica propõe um
projeto curricular nacional assentado em competências que integram quatro domínios:
“preparação para a aprendizagem do aluno; ensino para a aprendizagem do aluno; Participação
na gestão da escola articulada à comunidade; e desenvolvimento pessoal e profissionalismo e
identidade docente” (VECCHION, 2020, p. 83, nossa tradução).
Em Espanha e Portugal, os resultados do PISA indicam que as desigualdades no acesso
à educação de qualidade e aos professores afetam também os países de tradição centralizadora,
sendo que estes, bem como os de tradição descentralizada, não se referem à seleção e
distribuição de professores. Além disso, essas desigualdades estão estreitamente relacionadas
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 7
com a desigualdade nos resultados de aprendizagem entre estudantes favorecidos e
desfavorecidos (OCDE, 2018).
Parece que esses países têm uma inclusão mais alta em níveis de educação, mas nunca
é assim. Dessa forma, em políticas de formação decoloniais e libertadoras do ser humano,
Espanha e Portugal também podem se beneficiar, por exemplo, da Educação Libertadora de
Paulo Freire. O autor pode trazer uma reinvenção de suas concepções de educação como
transformação, como sonho, como reconhecimento de si mesmos no mundo e em sua
coletividade... a sua condição humana? (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021b).
No caso da Venezuela, o país com a crise mais grave da região em todos os sentidos,
com processos de pobreza em marcha sob os mesmos profissionais, entre os professores, as
políticas estaduais de formação de professores estão em processo de colonização pelas mãos
dos próprios irmãos que ignoram e simplesmente transformam a formação em uma tigela
profundamente vazia de mendicância; desfavorecidos de libertadores que emanam diretamente
do sistema de governo, instrumentos indignos da história e riqueza de um país milionário em
recursos. O êxodo em geral, a destruição das famílias e a economia sem produção mudaram
radicalmente a direção do país, contrastando com o tempo não muito remoto quando se era um
dos países que mais dedicavam parte do orçamento à educação e aos docentes (RODRÍGUEZ;
PELETEIRO, 2020). Em plena pandemia de Covid-19 a realidade se agrava e nos apegamos a
Deus com nosso potencial e sabedoria provida por ELE (RODRÍGUEZ; LEMUS, 2020).
No México, as competências atraem a formação docente. Em geral, as políticas
educativas implantadas no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2018 tendem a responder
às mudanças nos âmbitos políticos, sociais, culturais e tecnológicos do país. Urge que se
desenhe uma política pública que proteja e verdadeiramente eduque os estudantes a aprender,
inove a aprendizagem docente para que tenham competência para o ensino aos estudantes, e
mude as práticas na aula para que os estudantes sejam mais colaborativos, cooperativos,
criativos e propositivos (GOMEZ COLLADO, 2017).
Podemos dizer que a desejada formação docente libertadora na Ibero-América está
presente na Venezuela, na Bolívia, no Chile, na Colômbia, no Brasil, no México e na Argentina,
pois esses países reconhecem o legado de Paulo Freire, embora apenas no discurso. Pois, na
realidade cotidiana de grande parte da população, existem desigualdades terríveis, “seus
cinturões de miséria ainda existem nestes tempos; ainda assim, a politicagem colonial
excludente fornece um terreno fértil que poderia ser exemplificado como as favelas e um
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 8
retorno de Paulo Freire à libertação de suas vidas ao mesmo tempo em que se alfabetizavam”
(RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021b, p. 19, nossa tradução).
Os colaboradores que responderam às pesquisas nos dão percepções particulares em
cada país que analisamos transmetodologicamente e que podemos perceber a partir do que
sabemos e vivenciamos em nossos países. No caso dos autores da investigação: Brasil e
Venezuela, percebemos que uma necessidade urgente de uma verdadeira formação de
professores de acordo com os momentos de abandono e cinturões de miséria que se fecham em
nossos países. Nós conhecemos a colonialidade da mão das próprias políticas educativas dos
Estados, com suas variantes. Mas enquanto não existe interesse pelos desprotegidos e mais,
existe também interesse por desproteger, no caso da Venezuela, em matéria de seguro social,
economia, salário dos docentes, não políticas públicas sinceras que, em matéria de educação,
possam colaborar para uma formação docente de qualidade, que tanto urge em nossas regiões.
O que há são políticas desumanas para lidar com a situação ínfima de crise e miséria em todo o
sentido, é um projeto em pleno desenvolvimento.
Seguimos com esperança, fé, voltando a Paulo Freire.
Rizoma de análise crítica do discurso das vozes de colaboradores ibero-americanos
Preguntamos, através do Google Forms, aos colegas professores de países ibero-
americanos sobre democracia, decolonialidade, complexidade e educação democrática,
completa e relevante, investigando: Como você esses conceitos nas políticas públicas
educacionais de seu país? Como se convertem em ações efetivas dentro das instituições
educativas? Como se articulam as políticas públicas e como se levam a cabo efetivamente nas
universidades?
Pensando na formação docente e na construção do pensamento crítico das pessoas para
a vida na terra pátria, desmitificamos as respostas da pergunta à luz do objetivo complexo de
investigação. Tivemos a honra de receber respostas de especialistas da Bolívia, Brasil,
Colômbia, México, Espanha e Venezuela, cujas respostas apontam a ACD, em ordem
alfabética.
Da Bolívia, temos uma resposta contundente que diz tudo em apenas vinte caracteres:
são palavras clichês”. Ou seja, não é como o Brasil ou a Venezuela, onde tentam usar termos
rebuscados na política e/ou belas ideias (como a formação do pensamento crítico) para
efetivamente não dizer nada em termos de políticas públicas voltadas para as pessoas. Diz-se
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 9
que se investe na educação para que haja a necessidade e desejo de transformar a pobreza e a
miséria em uma sociedade mais igualitária, mas se mantém uma educação bancária,
encaminhada para manter o status quo. Assim, desde a Bolívia se afirma: “Devemos replantar
amplamente a visão, que implique um compromisso ético político de todos e que ultrapasse os
intelectuais orgânicos ou os profetas do sistema (seja ele qual for)”.
No entanto, não é isso que se pode encontrar ao olhar mais criticamente a política do
país. Álvarez (2018), ao analisar as políticas educativas para a educação superior na Bolívia,
também termina explicando um pouco a história das políticas educativas em geral no país
latino-americano. Segundo a autora, desde meados da década de 1960, o país seguiu uma
política neoliberal, como demonstra a criação de universidades privadas em 1966. O
neoliberalismo foi aderido durante o período da ditadura militar entre 1971 e 1977, mas logo
recuperou seu rumo, com uma “débil” política educacional. Exatamente porque nosso colega
da Bolívia, ao responder o questionário, nos disse que, ao pensar em democracia, ou
decolonialidade, ou complexidade, infelizmente todo o conceito é manipulado pelos interesses
de pseudo-acadêmicos que mencionam fontes sem qualquer tipo de análise, além de ignorar o
cotidiano da América Latina”.
Do Brasil recebemos respostas vagas, como: nem todas as pessoas aplicam esses
conceitos”, afirmando que as cotas de acesso à universidade são a melhor prova de que há algo
de democrático nas políticas educacionais (existem leis que garantem vagas para alunos em
escolas públicas, pobres, negros, deficientes, famílias indígenas). Contudo, recebemos
respostas mais contundentes, afirmando que “tais conceitos não passam de mera retórica,
porque o que temos são normas de controle, ancoradas no currículo e em suas competências”.
Isso vai ao encontro das palavras escritas pelo professor Pedro Goergen (2019, p. 8),
traduzidas por nós: “essa nova terminologia representa uma estratégia velada, mas com um
poderoso efeito ideológico, de projetar sombras neoliberais sobre as conquistas sociais,
culturais e econômicas, como demonstrado pela resposta mais contundente às perguntas em
comparação com a afirmação do autor de que novos termos são usados para negar a ideologia
dominante. Com essa dissimulação, a educação adquire contornos diferentes e distantes de seu
ideal de formação integral, de cidadania, de transformação, caindo assim no modelo de
sociedade desigual que deve ajudar a combater. E cada vez mais a dissimulação toma conta do
cotidiano das escolas, pois é impossível ser contra. É como vimos em uma das respostas da
pesquisa: “esses temas são tratados nos cursos de formação de professores e espero que os
futuros professores os apliquem em suas aulas”.
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 10
O fato de que os conceitos de democracia, complexidade e decolonialidade estão
incluídos no currículo ou mencionados nas classes não garante nada. Como discutimos aqui,
tudo isso pode ser mera retórica encoberta (o questionário inconsciente ou até mesmo inocente)
que garante a ampla circulação de palavras clichês. Afinal, quem estaria discutindo a respeito
da democracia ou dos discursos decoloniais?
Na Colômbia, dizem-nos os nossos correspondentes que isto fica nas intenções, como
se quisessem dizer que estas ideias de democracia e de decolonização não circulam no discurso.
Nada muito diferente até agora do que a Bolívia e o Brasil nos disseram. Mas na Colômbia
temos que eles não são levados em conta, especialmente sob o domínio de governos de
ultradireita que dizimam qualquer possibilidade de diálogo e acordo social por meio da
repressão e da institucionalização/banalização da violência”.
Se toda a situação na América Latina é de pobreza, diante dela e da colonização que
ainda impera (sob o nome de neoliberalismo), registros de que a situação é ainda pior na
Colômbia (ROMERO; MINA; MELO, 2021). E todo tema de Política Pública como clichê,
fachada ou dissimulação também é retomado em escritos sobre a educação no país. Apesar das
semelhanças, também vimos que a educação colombiana consegue responder a exames
externos e internacionais. Isso é evidente na próxima citação:
Outra questão que agrava a situação da educação no país encontra-se na
análise e utilização de avaliações externas padronizadas, cujos resultados
servem para montar o ranking das melhores ou piores escolas, mais a favor de
um marketing de qualidade na educação, como parte de um processo de
trabalho conjunto para melhorar as práticas e ofertas educativas [...] A
obtenção dos melhores resultados em provas padronizadas torna-se, então, o
segredo mais bem guardado das instituições, pois lhes proporcionará
alunos/clientes (ROMERO; MINA; MELO, 2021, p. 33).
Apesar das declarações sobre o cenário educacional neoliberal retratado na Colômbia
que traz a citação, encontramos esperança nas palavras de dois entrevistados, reconhecendo que
a política pública é um complexo emergente de reconexão entre os vários elementos que
moldam a vida em uma sociedade democrática”. E que essas políticas, se efetivamente públicas,
devem desafiar o status quo, sendo subversivas e profundamente criticadas quanto ao modelo
vigente. No entanto, “estão estorvados pela dificuldade dos governos em gerar um diálogo
inclusivo que ouse criticar academicamente ou coletivamente o seu funcionamento
operacional”. Basicamente, o que se observa é que não uma política voluntária de buscar
argumentos contrários à lógica neoliberal para produzir outras políticas.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 11
Da América do Sul, vamos para a Península Ibérica, na Espanha. Havia uma suposição
de nossa parte professores pesquisadores aqui do Sul, de países colonizados, pobres,
oprimidos pela força da escravidão e do extrativismo de que o cenário no Norte seria diferente
e que as respostas às perguntas trariam informações positivas. Mas, com alguma surpresa,
nossos colegas espanhóis nos escreveram coisas como “As práticas educativas permanecem
historicamente as mesmas. indícios de mudança muito tímidos”, ou que os conceitos de
democracia, decolonialidade e/ou complexidade na educação estão “isolados”, “sem
compromisso” ou “relevantes a uma pequena parte”. Mesmo com mais de mil anos de docência
universitária, ainda vemos que os especialistas em educação lamentam a fragilidade do
pensamento complexo em suas instituições e políticas públicas.
Por outro lado, ao contrário do que lemos aqui no Sul, é possível encontrar na literatura
sobre políticas públicas educacionais na Espanha anúncios de avanços em matéria de
democracia, incluindo aquela suposta qualidade que sempre encontramos referenciada em
escritos sobre escolas. Monarca (2015, p. 16), por exemplo, afirma:
[...] as tentativas de democratização também o evidentes; embora
insuficientes, a formulação de políticas voltadas para a igualdade de
oportunidades e propostas para uma educação integral e inclusiva são uma
realidade mais de duas décadas na Espanha. As tendências democratizantes
avançaram na escola fragmentada e elitista.
Ainda que expressem as tendências democráticas da escola espanhola, nossos colegas
afirmam que a compreensão da democracia, da educação democrática e da decolonialidade
demandam mais diálogo nas universidades, promovendo o pensamento crítico e alimentando a
consciência de que o planeta é a casa da humanidade. Todavia, apesar da existência de
apontamentos na literatura que indiquem progressos para a democracia, os inquiridos disseram-
nos que “não se ensina a pensar e a criticar”.
Deve haver outras formas de trabalhar na universidade, outra formação de professores.
Sem mudanças de fundo, sem que isso esteja cristalizado na sociedade, nos resta um
refinamento do status quo. Às vezes, você até quer dar outros nomes, como educação
democrática, pensamento complexo ou transdisciplinaridade. Mas é tudo manutenção.
Da Espanha vamos para o México, onde poucas palavras nos foram escritas afirmando
que “esse tema é visto parcialmente nas políticas públicas”. Isto porque parece, segundo os
nossos inquiridos, que as políticas educativas do país estão a mudar este ano, “dando mais
ênfase a estes importantes eixos”. Gómez Collado (2017, p. 153), em seu artigo de panorama
do sistema educativo do México a partir das políticas públicas, trata de explicar a história das
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 12
reformas da política educacional no país, como se cada reforma proposta sempre mudasse para
melhorar a educação, porém, sem embargo, “se continua com níveis baixos de aprendizagem
na educação básica, apesar de ter várias reformas que supostamente nos garantem elevar a
qualidade”.
Bem, o autor, assim como o entrevistado, acredita que os resultados desejados não
aparecem de imediato porque tudo está agora em processo de mudança. Porém, uma
diferença substancial entre o que Gómez Collado (2017) acredita e o que corresponde ao
México, especialmente em termos de formação de professores: vamos ver. Por um lado,
observamos que a autora criou competências para desenvolver para as avaliações externas
padrão, como o PISA, e a formação do professor deve ser orientada para a promoção de ditas
competências no ex-aluno. De outro, o inquérito do xico nos diz que a formação de
professores não é suficiente para tratar os temas de democracia, complexidade e
decolonialidade; muito provavelmente porque estão ocupados sendo capacitados para
desenvolver as habilidades que esperam dos estudantes na escola.
O último país do qual recebemos respostas sobre políticas públicas de educação e
formação de professores foi a Venezuela. Onde ao perguntar: como esses conceitos são vistos
nas políticas públicas educacionais de seu país? Respondem que existe uma “democracia
decadente a favor de sistemas de evasão falhos no planeta. A decolonialidade é usada para
disfarçar a colonialidade interna. A complexidade se dilui no reducionismo da própria vida”.
Nas histórias de situações aberrantes que atentam contra o ser humano, vive-se uma crise em
todos os sentidos. As políticas educacionais estão alinhadas em favor de dois grupos de poder;
a criação de instituições educacionais, para transcender a ideologia do grupo dirigente ou país:
Neste momento o mar está caótico por falta de política de Estado para investir nele”.
Refere-se à destruição das instituições educativas tradicionais, das universidades em
crise, desde os seus recintos até à sua funcionalidade. O Estado, com suas políticas, não dedica
financiamento à educação, apenas sucintamente aos seus grupos de poder. Ações efetivas como
democracia, decolonialidade, complexidade e educação democrática, completa e pertinente
dentro das instituições de ensino, se manifestam na ação nêmesis e nas “universidades
destruídas, êxodo de mais de 50% dos professores, alunos e outros membros. A educação
universitária proliferou na doutrina e na promoção da ideologia. As instituições educativas não
responderam à sua própria destruição”; seus atores procuram sobreviver em meio a crises em
todos os sentidos; mas a colonialidade que impera perante o grupo insurgente que ocupa a
liderança do país não nos permite responder à nova colonialidade que se impõe, local,
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 13
disfarçada de decolonial, e assim disfarça as suas falsas políticas educativas, e nos meios de
comunicação a comunicam de outra forma, buscando manter o status disfarçado de libertador.
Por isso, os entrevistados na Venezuela foram sinceros quando perguntados: como se
articulam as políticas públicas e como se realizam efetivamente nas universidades? Eles
responderam que “em nenhum sentido, que as universidades tradicionais foram destruídas
para formar governos em favor da doutrinação e da ideologia; um sério ponto de falência
entre a democracia e a demagogia”. A educação é ideologia e jogo político no qual ser oprimido
é, em todos os sentidos, algo normal nesse sistema aberrante. Mas, o país se diz ao mundo que
é decolonial e convence os estudiosos da transmodernidade de que estamos vivendo um
processo de libertação: mentira vil.
Por fim, uma realidade que emite corajosos posicionamentos pelas políticas públicas de
educação do Estado na Venezuela: “um país se construiu com a educação a partir do
investimento em plantas físicas como recurso didático. O professor terá novos desafios na
formação e adaptação a cada realidade de um país, de um Estado ou de uma comunidade”. Com
isso, explicitamos com palavras de dor o ânimo na Venezuela, onde a formação de professores
é nula, a ideologia domina e a educação libertadora é escassa.
Assim, tendo concluído a análise das respostas dos colegas da Bolívia, Brasil, Colômbia,
Espanha, México e Venezuela, podemos notar várias similitudes. Praticamente ninguém nega
a existência dos termos democracia, decolonialidade, complexidade nas políticas públicas de
educação de seus países ou que estão presentes nos cursos de formação de professores. Por
outro lado, ninguém afirma que se trata de conceitos que se implementam na vida cotidiana das
universidades, das escolas e da sociedade em seu conjunto, em seu país. O que aparece são
adjetivos como “clichê” ou até “dissimulado” para explicar que as palavras são expressas em
textos oficiais com frequência.
O que procuramos, no diálogo por ACD, é encontrar convergências de resistência entre
nós, os educadores-investigadores da região ibero-americana. Esta resistência passa pela
compreensão desta hipocrisia, que apresenta conceitos circulares fundamentais para a vida
planetária, como a democracia, a decolonialidade e a complexidade, que buscamos identificar
nas políticas públicas e só encontramos rastros de seu uso viciado.
Por isso, buscamos fortalecer nossa resistência aos ataques à educação que, silenciosa
ou abertamente hipócrita, se anuncia como algo que não é. As políticas educacionais e o
trabalho de formação de professores não se preocupam com a vida planetária, com a
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 14
democracia, com a decolonialidade; o que conta é manter ativos os números de matriculados e
formados e que a preparação para os exames continue a gerir as escolas.
Continuamos contra, opomo-nos à opressão, aos indignos, que desmistificam a vida.
Rizoma conclusivo: Formação docente ideal a partir das contribuições das políticas
públicas educacionais? Análise final da abertura à crise.
Neste artigo, discutimos as relações entre Políticas Públicas e Formação Docente em
partes da região ibero-americana, ouvimos as vozes de dois professores e com eles temos um
amplo panorama dessa relação; mencionamos que os autores da investigação são formadores
de professores em universidades brasileiras e venezuelanas. As visões críticas que são dadas
são explícitas: muitos estão dormindo em meio à crise geral de seus países.
A Análise Crítica do Discurso foi posta em cena. Através de todas as entrevistas,
percebemos as breves políticas públicas educacionais que são utilizadas para formar professores
em democracia, complexidade, decolonialidade, entre outras excelências liberadas. Ou apenas
algumas intenções em alguns países, onde as políticas públicas educacionais estão sendo
convulsionadas e somos desencorajados a ser decoloniais.
Parece que ser decolonial na Ibero-América não é uma prioridade nas políticas públicas
a favor da docência. A formação de professores continua a ser confundida com a capacitação
instrumental. Fala-se em libertação, mas docentes são perseguidos, nos quais alguns dos
entrevistados concordam que as políticas públicas são utilizadas para manutenção do status
quo. Nunca são usadas para a libertação, o que evidencia que são opressoras.
Pensar na formação de professores sob essas condições políticas dos países da Ibero-
América é uma verdadeira audácia, ainda mais para os professores que sabem que a educação
é a melhor forma de recivilizar a humanidade, pela delicada situação de países indefesos, que
não temos medo de combater. Realizamos nossas ações com dignidade, movemos sentimentos
e estimulamos a resistência em meio à indolência e persistindo em nossas indagações. Que
sejamos exemplos e não apenas letra morta em nossos escritos.
Assim, terminamos este artigo com uma mensagem contundente e visceral do
correspondente boliviano, que nos conta:
Se parte de TIERRA PATRIA Y MATRIA (Dom Pedro Casaldáliga),
devemos pensar gente que questiona os sistemas políticos, que supere la
cultura de la mediocridad y la mendicidad questionando a los nuevos ricos de
manera coerente, no para ampliar a crítica, sino para assumir
corresponsabilidades.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 15
AGRADECIMENTOS: Todos os autores agradecem a CAPES - código de financiamento
001. A primeira autora da investigação, neste momento em meio ao processo educacional de
um planeta perigoso, sabe da urgência da transformação na educação; por isso afirma: Em teu
sangue me abrigo, Cristo, amado, em minha pátria, sofrida, colonizada, grande em tua criação,
que renascerá como águia, e com tua palavra me recupero, me nutro e me salvo por seu grande
favor na cruz. “Ele nos libertou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu
Filho amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (COLOSSENSES 1:13-14).
Muito obrigada pelo seu amor, amado Deus, me refúgio sob o seu manto de misericórdia.
REFERÊNCIAS
ALVAREZ, R. M. L. Epistemología de las políticas públicas de educación superior en
Bolivia. Edu. Sup. Rev. Cient. Cepies, La Paz, v. 5, n. 2, p. 9-22, 2018. Disponível em:
https://www.scielo.org.bo/scielo.php?pid=S2518-82832018000200004&script=sci_arttext.
Acesso em: 10 dez. 2022.
DI FRANCO, M. G.; DI FRANCO, N. B.; SIDERAC, S. La formación docente en las
políticas públicas: el campo de las prácticas como posibilidad. Praxis & Saber, v. 7, n. 15, p.
1740, 2016. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/4772/477250547002/html/.
Acesso em: 15 dez. 2022.
DUSSEL, E. Hacia una pedagógica de la cultura popular en cultura popular y filosofía
de la liberación. Buenos Aires: Fernando García Cambeiro, 1975.
GOERGEN, P. Educação & Sociedade e as politicas públicas em educação. Educ. Soc.,
Campinas, v. 40, e0215966, 2019. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/es/a/6LxHxWLNCrMY9BJ8FTZMmqq/?lang=pt. Acesso em: 17 dez.
2022.
GOMEZ COLLADO, M. Panorama del sistema educativo mexicano desde la perspectiva de
las políticas públicas. Innov. educ., México, v. 17, n. 74, p. 143-163, 2017. Disponível em:
https://www.scielo.org.mx/scielo.php?pid=S1665-26732017000200143&script=sci_abstract.
Acesso em: 13 dez. 2022.
MENY, I.; THOENIG, J. C. Las políticas públicas. Barcelona: Ariel, 1992.
MOLERO DE CABEZA, L. El enfoque semántico pragmático en el análisis del discurso:
visión teórica actual. Lengua Americana, v. 7, n. 12, p. 5-28, 2003. Disponível em:
https://www.produccioncientificaluz.org/index.php/lingua/article/view/17104. Acesso em: 10
dez. 2022.
MONARCA, H. Políticas, prácticas y trayectorias escolares: dilemas y tensiones en los
procesos de inclusión. Perfiles Educativos, Ciudad de México, v. 37, n. 147, p. 14-27, 2015.
Formação de professores e políticas públicas educacionais na Ibero-América: Análise transmetódica
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 16
Disponível em: https://www.scielo.org.mx/pdf/peredu/v37n147/v37n147a2.pdf. Acesso em:
17 dez. 2022.
OCDE. Políticas docentes efectivas: Conclusiones del informe PISA. Paris: OECD
Publishing, 2018.
RODRÍGUEZ, M. E. Re-ligar como práctica emergente del pensamiento filosófico
transmoderno. ORINOCO Pensamiento y Praxis, v. 7, n. 11, p. 3-13, 2019a. Disponível em:
https://orinocopensamientoypraxis.blogspot.com/2019/12/orinoco_28.html#more. Acesso em:
10 dez. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E. Deconstrucción: un transmétodo rizomático transcomplejo en la
transmodernidad. Sinergias educativas, Porto, v. 4, n. 2, p. 1-13, 2019b. Disponível em:
http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/382/3821582003/html/index.html. Acesso em: 10
dez. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E. El análisis crítico del discurso: un transmétodo rizomático
transcomplejo en la transmodernidad. Visión educativa IUNAES, v. 14, n. 31, p. 117-128,
2020a. Disponível em: https://zenodo.org/record/6940019. Acesso em: 10 nov. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I. Males de la psique en la educación: urgencia en el
re-ligar del pensamiento. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara,
v. 16, n. 3, p. 1754-1773, 2021a. Disponível em:
https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/15195. Acesso em: 17 dez. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I. Paulo Freire en la educación Iberoamericana hoy, a
la luz del análisis crítico del discurso de sus protagonistas. Revista HISTEDBR On-line,
Campinas, SP, v. 21, p. 1-21, 2021b. Disponível em:
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8664997. Acesso em: 19
dez. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; PELETEIRO, I. Antropolítica en Venezuela: un cuenco de mendigo,
más aún en tiempos de pandemia 2020. SUMMA - Revista Disciplinaria en Ciencias
Económicas y Sociales, v. 2, n. esp., p. 117-139, 2020. Disponível em:
https://aunarcali.edu.co/revistas/index.php/RDCES/article/view/159. Acesso em: 19 dez.
2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; LEMUS, J. La educación venezolana en tiempos de pandemia: ¡Yo
sólo sé que no sé nada! Revista Arjé, v. 14, n. 27, p. 705-726, 2020. Disponível em:
https://arje.bc.uc.edu.ve/arje26/art10.pdf. Acesso em: 10 dez. 2022.
ROMERO, J. G.; MINA, J. M.; MELO, M. S. Apuntes de políticas públicas en Colombia:
¡fatalismo o realidad?. In: MONART, L. E. L. (org.). Itinerarios Transdisciplinares:
prácticas artísticas y culturales en Iberoamérica. Cali: Editorial REDIPE, 2021.
SANTANDER, P. Por qué y cómo hacer Análisis de Discurso. Cinta Moebio, Santiago de
Chile, n. 41, p. 207-224, 2011. Disponível em:
https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717-
554X2011000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en. Acesso em: 19 dez. 2022.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO e Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 17
VAN DIJK, T. Análisis Crítico del Discurso. Revista Austral de Ciencias Sociales,
Valdivia, v. 30, p. 203-222, 2016. Disponível em:
http://revistas.uach.cl/pdf/racs/n30/art10.pdf. Acesso em: 13 dez. 2022.
VECCHIONE, C. D. M. Políticas públicas de formación inicial docente en el Perú. Formação
Docente. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, v. 12, n. 23, p.
83-98, 2020. Disponível em:
https://revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/282. Acesso em: 23 dez.
2022.
CRediT Author Statement
Reconhecimentos: Não se aplica.
Financiamento: O presente trabalho foi realizado com o apoio da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de
Financiamento 001.
Conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse.
Aprovação ética: Não se aplica.
Disponibilidade de dados e material: Não se aplica.
Contribuições dos autores: A primeira autora foi responsável por organizar o questionário
e coletar as respostas. Todos os autores tiveram participação igual na análise dos dados e
redação do artigo.
Processamento e editoração: Editora Ibero-Americana de Educação.
Revisão, formatação, normalização e tradução.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 1
FORMACIÓN DOCENTE Y POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCATIVAS EN
IBEROAMÉRICA: ANÁLISIS TRANSMETÓDICO
1
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS NA
IBERO-AMÉRICA: ANÁLISE TRANSMETÓDICA
TEACHER EDUCATION AND EDUCATIONAL PUBLIC POLICIES IN IBERO-
AMERICA: TRANSMETHODIC ANALYSIS
Milagros Elena RODRIGUEZ2
e-mail: melenamate@hotmail.com
Ivan FORTUNATO3
e-mail: ivanfrt@yahoo.com.br
Osmar Hélio ARAÚJO4
e-mail: osmarhelio@hotmail.com
Cómo hacer referencia a este artículo:
RODRIGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I.; ARAÚJO, O. H.
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica:
Análisis transmetódico. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020
| Presentado en: 11/05/2023
| Revisiones requeridas en: 20/07/2023
| Aprobado en: 17/09/2023
| Publicado en: 08/11/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Editor Adjunto Ejecutivo:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
El presente trabajo fue realizado con el apoyo de la Coordinación de Perfeccionamiento del Personal de
Educación Superior -Brasil (CAPES) - Código de Financiamiento 001.
2
Universidad de Oriente (UDO), Cumaná Sucre Venezuela. Professora de Pesquisa Titular. Departamento de
Matemática. Pós-doutorado em Ciências da Educação (UNEFA).
3
Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Itapetininga SP Brasil. Coordenadoria de Formação Pedagógica.
Doutorado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias (UNESP).
4
Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa PB Brasil. Professor Adjunto. Doutorado em Educação
(UFPB).
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 2
RESUMEN: En este artículo, por medio del transmétodo Análisis Crítico del Discurso se
discute la relación entre las Políticas Públicas y la Formación Docente en la región
Iberoamericana, a partir de las voces de docentes entrevistados. Se les ha consultado: ¿cómo se
ven estos conceptos (decolonialidad, complejidad, entre otros) en las políticas públicas
educativas de tu país?, ¿cómo se convierten en acciones efectivas dentro de las instituciones
educativas?, ¿cómo se articulan las políticas públicas y cómo se llevan a cabo efectivamente en
las universidades? Los resultados no son alentadores y en muchos países entra en gravedad los
aportes de las políticas educativas de estado en favor de la formación docente. Existe un grito
de auxilio en medio de las voces de los entrevistados, por eso seguimos insistiendo y
persistiendo hacia en una educación liberadora.
PALABRAS CLAVE: Formación Docente. Políticas Públicas. Decolonialidad.
RESUMO: Neste artigo, por meio da Análise Crítica do Discurso, discute-se a relação entre
Políticas Públicas e Formação Docente na região Ibero-Americana, a partir das vozes de
docentes entrevistados. Questionamos: como estes conceitos (decolonialidade, complexidade,
entre outros) são vistos nas políticas públicas educacionais de seu país?, como são convertidos
em ações efetivas nas instituições formadoras?, como se articulam as políticas públicas e como
são efetivamente desenvolvidas nas universidades?. Os resultados não são animadores e em
muitos países as contribuições das políticas educacionais estatais em prol da formação de
professores são graves. Há um pedido de socorro em meio às vozes dos entrevistados, por isso
continuamos a insistir e persistir rumo a uma educação libertadora.
PALAVRAS-CHAVE: Formação Docente. Políticas Públicas. Decolonialidade.
ABSTRACT: In this article, through Critical Discourse Analysis, the relationship between
Public Policies and Teacher Education in the Ibero-American region is discussed, based on the
voices of interviewed professors. We question: how are these concepts (decoloniality,
complexity, among others) seen in your country’s educational public policies? How are they
converted into effective actions in educational institutions? How are public policies articulated
and how are they effectively developed in universities? The results are not encouraging and in
many countries the contributions of state educational policies in favor of teacher education
become serious. There is a cry for help amidst the voices of the interviewees, which is why we
continue to insist and persist towards a liberating education.
KEYWORDS: Teacher Education. Public Policy. Decoloniality.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 3
Rizoma introito. Un artículo rizomático, decolonial, planetario y complejo sobre
formación de profesores y políticas públicas
Este artículo discute la relación entre las Políticas Públicas y la Formación Docente en
partes de la región Iberoamericana, a partir de las voces de docentes. Se trata de indagar qué se
sabe sobre las políticas educativas en sus países y cómo las evalúan, a partir de sus
observaciones cotidianas como docentes. Se trata también de hacer críticas junto a estos colegas
de profesión, articulando análisis complejos sobre la coyuntura educación-política-sociedad.
El análisis parte de los profesores porque les preguntamos, a través de un cuestionario,
qué saben y cómo entienden las Políticas Públicas de sus respectivos países. Luego, por el
transmétodo Análisis Crítico del Discurso (ACD), dialogamos con lo que se nos presentaron,
coincidiendo o contradiciendo, pero siempre respetando sus posiciones. En tal análisis, las
voces de los autores de la indagación son activas, subjetivas, presente y agentes de cambio. Los
investigadores no se comprometen con los estatutos establecidos; no buscan verdades acabadas
rigurosas propias de los sistemas coloniales; hurgan las obras resaltantes de las políticas
públicas educativas de Iberoamérica y analizan sin distorsionar las respuestas a las preguntas
de los profesores colaboradores de investigación.
Si tenemos un objetivo con esta investigación es de precisamente comprender cómo las
Políticas Públicas de Educación son recibidas y percibidas por los compañeros docentes y, si
posible, cómo estas (des)orientan su trabajo pedagógico.
Además, este artículo fue escrito a través del entramado rizomático. Con rizoma, se
quiere hacer ver que “acá la organización no responde a ningún modelo estructural o
generativo” (RODRÍGUEZ, 2019a, p. 4). Es una poderosa metáfora de la construcción del
conocimiento que no sigue la linealidad causa-efecto, sino la capilaridad de la vida. Más que
una línea de razonamiento, una trama compleja. Se trata de transformaciones decoloniales de
la vieja y caducada manera colonial de investigar; acá podemos rupturar el discurso abierto para
incluir esencias que van emanando en el discurso.
La formación docente n en pleno siglo de las tecnologías sigue siendo un tema por
explorar, que pretendemos bajo aperturas complejas y transdisciplinares averiguar en
Iberoamérica desde los aportes de las políticas públicas educativas. Por ello, en pensamientos
entramados rizomáticos, liberados de las connotaciones reduccionistas de las investigaciones
tradicionales, investigamos complejamente fuera de los estatutos coloniales, como ya se dijo;
advirtiendo que en lo decolonial lo complejo tiene apertura rica de comprensión. La
connotación de rizoma es una antigenealogía propia de los transepistemes, que son los
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 4
conocimientos tradicionales, que devienen de los transmétodos. Vamos más allá de la rigidez
de las clasificaciones de las investigaciones en ramas no comunicables y bien diferenciadas,
modernistas, coloniales y que en la postmodernidad como el cono de la modernidad.
Seguimos una rama de este rizoma, el transmétodo. De ella emergen otros pliegues,
otras ramas, flores, mesetas…
Rizoma transmetódico. El análisis crítico del discurso en posturas discursivas de los
colaboradores de Iberoamérica
El análisis crítico del discurso (ACD), como ya se ha señalado (RODRIGUEZ, 2020a)
es sintáctico pues va a relaciones de concordancia y jerarquía que guardan las palabras; es
semántico porque intenta explicar cómo el significado de las lenguas se transfigura en
transcendencias contextualizadas en el discurso, y es pragmático porque le interesa una visión
del discurso desde fuera, en el contexto, en la situación, es decir, en un evento de comunicación
(MOLERO, 2003).
En cuanto al transmétodo de investigación, el ACD sitúa al análisis del discurso
tradicional en una perspectiva social, educativa, política y crítica, encauzando la manera en el
discurso se usa y para legitimar la resistencia (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021a), lo critico
y político del mismo en tanto el re-ligaje es urgente (RODRÍGUEZ, 2019b); el ACD, “entiende
y define el discurso como una práctica social [...] y desde esa convicción inicia y justifica sus
análisis discursivos como análisis sociales” (SANTANDER, 2011, p. 209).
Desde luego, en la criticidad del análisis del discurso, emerge la comunicación
transdisciplinar de dicho ACD que en su complejidad lo hace transcomplejo; también es de
acotar que el ACD ubica en las representaciones de las estructuras discursivas que representan,
confirman, legitiman, transcriben o retan las relaciones de abuso de poder o dominación en la
vida de los actores de proceso educativo que permease de escasa consideración de la condición
humana en las política publicas educativas en Iberoamérica, cuestión que en los métodos
tradicionales no es posible. El ACD puede ser visto como una reacción contra los paradigmas
modernistas dominantes, caracterizados como asociales o acríticos (VAN DIJK, 2016).
El dicho método de análisis versa en esta investigación en dos fuentes: las fuentes de
los textos consultados y el que realizase en los colaboradores especialistas, expertos en
educación y políticas blicas educativas en general, en países de la región Iberoamericana
donde se les consultó sobre Políticas Públicas y democracia, decolonialidad, complejidad y
educación democrática, compleja y pertinente; sobre acciones efectivas dentro de las
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 5
instituciones educativas; y sobre la formación docente y la construcción del pensamiento
complejo de las personas para la vida en la tierra como patria. ¿Cómo los docentes comprenden
todas esas cuestiones desde su perspectiva en la universidad?
En lo que sigue, pasamos e interconectamos los discursos complejamente en: Rizoma
advertencia. Realidades de los aportes políticas públicas educativas en la formación docente,
categorías en estudio; Rizoma análisis crítico del discurso de las voces de los colaboradores de
Iberoamérica y Rizoma conclusivo. ¿Formación docente idónea desde los aportes de las
políticas públicas educativas? Análisis final en la apertura a la crisis.
Rizoma advertencia. Realidades de los aportes políticas públicas educativas en la
formación docente, categorías en estudio
Estamos henchidos de amor por la educación, por una formación acorde a las crisis de
los diversos países que confluyen en el estudio, y donde seguramente en el pasado centenario
de grandes pedagogos como Paulo Freire y convencidos de la reforma del pensamiento aún con
vida como Edgar Morín queda mucho por hacer en la recivilización de la humanidad. En
Iberoamérica, Paulo Freire ha dejado un legado digno de rememorar; “la urgencia por revivir a
la luz de la problemática de la educación hoy en Iberoamérica la necesidad de hacer praxis
liberadora en la utopía en el andar” (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021b, p. 3). Nuestra
investigación cobra sentido como en el pedagogo mencionado: el estudio de la liberación
freiriana es un ejercicio de estudio de la decolonialidad. Sin duda, en el Análisis Crítico del
Discurso como transmétodo que devela la visión bancaria de la educación, en el proyecto
transmoderno cono decolonial planetario, se ha develado que “el maestro dominador tiene como
fundamento de su ethos una profunda desconfianza de su discípulo” (DUSSEL, 1975, p. 161).
¿De esa formación docente que soslaya está hecha aún la educación en Iberoamérica?
Sin duda vamos por respuestas, aun cuando no las tendremos todas. Sabemos que en la
exclusión y minimización de los seres humanos en la colonialidad aún latente en Iberoamérica
reina la desconfianza en el estudiante, la falta de reconocimiento de sus potencialidades, la
denigración de su condición humana. Eso sigue siendo un mal de la psique que a la que muchos
docentes todavía se prestan en una soslayación casi siempre sometidos por el sistema y por la
presión institucional. Toda la educación está controlada por la égida de los exámenes externos.
Cuando los sistemas educativos y las instituciones ceden al deseo de controlar los
exámenes, todo lo que tenemos son maestros oprimidos por esta fuerza mental colonizadora.
Los profesores oprimidos oprimen a los estudiantes. Y los estudiantes oprimidos creen que así
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 6
es la vida, sin fuerza para cambiar el estatus quo. Toda esta situación es una situación política,
inhumana, real.
Así nos preguntamos: ¿cómo se ven conceptos como democracia y decolonialidad en
las políticas públicas educativas de tu país? Y preguntamos ¿cómo se articulan las políticas
públicas y cómo se llevan a cabo efectivamente en las universidades? Las respuestas a estas
preguntas son esenciales, pues no olvidemos una concepción de vieja data, pero muy vigente:
“la política pública es aquello que el gobierno escoge hacer o no hacer por sus ciudadanos”
(MENY; THOEING, 1992, p. 27). Son tomas de decisiones a conveniencia de los sistemas de
estado. ¿Cuál formación docente ha convenido en Iberoamérica en las políticas de turno?
En el tiempo muchos cambios han ocurrido, pero pese a ello, los ejercicios de la
modernidad-postmodernidad-colonialidad como principios de formación siguen estando “una
formación marcada por el beneficio, la individualidad, el mercado, las técnicas y tecnologías,
etc. aspectos que parecieran mantenerse” (DI FRANCO; DI FRANCO; SIDERAC, 2016, p.
20). Donde eses beneficios están marcados por los cinturones de miseria que muchos países de
Iberoamérica poseen y que continúan aun cuando existan cambios de gobiernos y con ellos
políticas educativas de turno. A los gobiernos soslayadores que son la mayoría les conviene los
miserables inadvertidos y desprotegidos de posibilidad de liberación.
Las competencias están presentes en todos los currículos de formación docente como
políticas de estado en Iberoamérica, escuetamente se toca con ello la complejidad del ser
humano y el desarrollo social y espiritual del ser como ecosofía, arte de habitar en el planeta.
De otro lado, las condiciones complejas de felicidad, desarrollo integral, buen vivir, respeto a
la naturaleza como complejidad viva parte de uno mismo están muy lejos de ser ejes de
formación docente. Con ligeras variantes, no son motivos de interés para los proyectos políticos
de los gobiernos.
Tomemos Perú como ejemplo, donde el modelo pedagógico de formación propone un
diseño curricular nacional basado en competencias que comprenden cuatro dominios:
“preparación para el aprendizaje de los estudiantes; Enseñanza para el aprendizaje de los
estudiantes; Participación en la gestión de la escuela articulada a la comunidad; y Desarrollo
personal y de la profesionalidad e identidad docente” (VECCHION, 2020, p. 83).
En España y Portugal los resultados de PISA indican que las desigualdades en el acceso
a una educación y docentes de calidad afectan tanto a los países de tradición centralizadora,
como son estos países, como a los de tradición descentralizadora en lo que se refiere a la
selección y distribución de docentes. Además, esas dichas desigualdades están estrechamente
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 7
relacionadas con la inequidad en los resultados de aprendizaje entre estudiantes favorecidos y
desfavorecidos (OCDE, 2018).
Pareciera que estos dos países tienen una inclusión más alta a niveles de educación, pero
no siempre es así. De esa forma, en políticas de formación decoloniales y liberadoras del ser
humano, España y Portugal también pueden beneficiarse, por ejemplo, de la Educación
Liberadora de Paulo Freire. El autor puede aportar a una reinvención de sus concepciones de la
educación como transformación, como sueño, como reconocimiento de sí mismos en el mundo
y su colectividad… ¿o sería la reinvención de habilidades que lleven a la liberación y ejercicio
del ser en el respeto a su condición humana? (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021b).
En el caso de Venezuela, el país con la crisis más grave de la región en todos los
sentidos, con procesos de pobreza en marcha en los mismos profesionales, entre ellos los
docentes, las políticas de formación docente del estado van en un proceso de colonización de
la mano de los propios hermanos que soslayan y convierten escuetamente la formación en un
cuenco de mendigo profundamente vacío; instrumentos disfrazados de liberadores que emanan
directo del sistema de gobierno indigno de la historicidad y riqueza de un país millonario en
recursos. El éxodo en general, la destrucción de las familias y la economía sin producción
dieron el viraje contrastado con tiempos atrás cuando se era uno de los países que más
presupuesto le dedicaba a la educación y con ello al beneficio de sus docentes (RODRÍGUEZ;
PELETEIRO, 2020). En plena pandemia de covid-19 la realidad se recrudece y nos aferramos
a Dios con nuestro potencial y sabiduría proveído por ÉL (RODRÍGUEZ; LEMUS, 2020).
En México, las competencias atrapan la formación docente. En general, las políticas
educativas planteadas en el Plan Nacional de Desarrollo 2013-2018 tendrían que responder a
los cambios en los ámbitos políticos, sociales, culturales y tecnológicos del país. Urge que se
diseñe una política pública que proteja y verdaderamente eduquen a los estudiantes a aprender,
innovar el aprendizaje docente para que tenga compendios para la enseñanza en los estudiantes,
cambiar las prácticas en el aula para que los estudiantes sean más colaborativos, cooperativos,
creativos y propositivos (GOMEZ COLLADO, 2017).
Podemos decir que en formación docente liberadora deseable en Iberoamérica tenemos
Venezuela, Bolivia, Chile, Colombia, Brasil, México, Argentina consienten, aunque sea de
palabra, con el legado de Paulo Freire. Pero, en la realidad cotidiana de gran parte de la
población sólo existen terribles desigualdades, “sus cinturones de miseria aún en estos tiempos;
politiquerías excluyentes aún coloniales dan un caldo de cultivo que bien pudiera ser
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 8
ejemplificado como las favelas y un volver de Paulo Freire a la liberación de sus vidas al mismo
tiempo que se alfabetizaban” (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021b, p. 19).
Los colaboradores que contestaran las encuestas nos dan luces particulares en cada país
que analizamos transmétodicamente y que podemos percibir de lo que conocemos y
vivenciamos en nuestros países. En el caso de los autores de la indagación: Brasil y Venezuela
que urgen verdadera formación docente acorde con los momentos de soslayación y cinturones
de miseria que están enclaustrado en nuestros países. Nos sabemos conocedores de la
colonialidad de la mano de las propias políticas educativas de los estados, con sus variantes.
Pero mientras no existan intereses por los desprotegidos y más existen aún interés por
desproteger, en caso de Venezuela, en materia de seguro social, economía, salario de los
docentes, no hay políticas públicas sinceras que en materia de educación puedan colaborar en
una formación docente de calidad que tanto urge en nuestras regiones. s bien son políticas
inhumanas para llevar a la ínfima situación de crisis y miseria en todo sentido, es un proyecto
en pleno desarrollo.
Seguimos con la esperanza, la fe, volviendo a Paulo Freire.
Rizoma. Análisis crítico del discurso de las voces de los colaboradores de Iberoamérica
Preguntamos, a través de Google Forms desde Venezuela, a compañeros profesores de
países Iberoamericanos sobre democracia, decolonialidad, complejidad y educación
democrática, compleja y pertinente, indagando: ¿cómo se ven estos conceptos en las políticas
públicas educativas de tu país? ¿Cómo se convierten en acciones efectivas dentro de las
instituciones educativas? ¿Cómo se articulan las políticas públicas y cómo se llevan a cabo
efectivamente en las universidades?
Pensando en la formación docente y la construcción del pensamiento crítico de las
personas para la vida en la tierra patria, desmitificamos las respuestas de la encuesta a la luz del
objetivo complejo de investigación. Tuvimos el honor de recibir respuestas de expertos de
Bolivia, Brasil, Colombia, México, España y Venezuela, cuyas respuestas apoyan la ACD, en
orden alfabético.
De Bolivia, tenemos una respuesta contundente que lo dice todo en solo veinte
caracteres: son palabras clichés”. Es decir, es como en Brasil o Venezuela, donde tratan de
usar términos rebuscados en las políticas y/o ideas bonitas (como la formación del pensamiento
crítico) para efectivamente no decir nada en términos de políticas públicas dirigida a las
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 9
personas. Dicen que se invierte en educación para que haya la necesaria y deseada
transformación de la pobreza y la miseria en una sociedad más igualitaria, pero se mantiene una
educación bancaria, encaminada a mantener el estatus quo. Así, desde Bolivia se afirma
“Debemos replantear de manera amplia la visión, eso implica un compromiso ético político de
todos y que supera a los intelectuales orgánicos o a los profetas del sistema (sea el que sea)”.
Sin embargo, esto no es lo que uno puede encontrar al mirar más críticamente la política
del país. Álvarez (2018), al analizar las políticas educativas para la educación superior en
Bolivia, también se termina explicando un poco la historia de las políticas educativas en general
en el país. Según la autora, desde mediados de la década de 1960, el país sigue una política
neoliberal, como lo demuestra la creación de universidades privadas en 1966. El neoliberalismo
estuvo adherido durante el período de la dictadura militar entre 1971 y 1977, pero pronto
recuperó su rumbo, con una “débil” política educativa. Exactamente porque nuestro colega de
Bolivia, al contestar la encuesta, nos dice que pensar en democracia o decolonialidad o
complejidad “lastimosamente todo el concepto es manipulado a intereses de seudo académicos
que sin manejar las fuentes se las atribuyen, además que olvidan el cotidiano de América
latina”.
Desde Brasil tuvimos respuestas vagas como “no son todas las personas que aplican
estos conceptos” afirmando que las cuotas de acceso a la universidad son la mejor prueba de
que hay algo democrático en las políticas educativas (hay leyes que garantizan vacantes para
estudiantes de escuelas públicas, de familias pobres, negras, discapacitadas, indígenas esas
son las llamadas “cuotas”). Pero tuvimos respuestas más incisivas, afirmando que “tales
conceptos no son más que mera retórica, porque lo que tenemos son normas de control, ancladas
en el currículo y sus competencias”. Esto está en línea con las palabras escritas por el profesor
Pedro Goergen (2019, p. 8), ya traducida por nosotros: “esta nueva terminología representa una
estrategia velada, pero con un poderoso efecto ideológico, de proyectar sombras neoliberales
sobre las conquistas sociales, culturales e incluso económicas”.
Como lo demuestra la respuesta más contundente en las encuestas en comparación con
la afirmación del autor de que se utilizan nuevos términos para disfrazar la ideología dominante.
Con este disimulo, la educación adquiere contornos distintos y distantes de su ideal de
formación plena, de ciudadanía, de transformación, quedando rehén del modelo de sociedad
desigual que debe ayudar a combatir. Y cada vez más el disimulo se apodera de la vida cotidiana
de las escuelas, por lo que es casi imposible estar en contra. Es como vimos en una de las
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 10
respuestas de encuesta: “estos temas se tratan en las asignaturas de formación del profesorado
y espero que los futuros profesores los apliquen en sus clases”.
Por supuesto, el hecho de que los conceptos de democracia, complejidad y
decolonialidad estén incluidos en el currículo o mencionados en las clases no garantiza nada.
Como discutimos aquí, todo esto puede ser mera retórica encubierta (o quizás inconsciente o
incluso inocente) que solo garantiza la amplia circulación de palabras cliché. Después de todo,
¿quién estaría dispuesto a ir en contra de la democracia o de los discursos decoloniales?
En Colombia, nuestros corresponsales nos dicen que eso “se quedan en intensiones”,
como si quisieran decir que estas ideas de democracia y decolonización rondan en el discurso.
Nada muy diferente hasta ahora de lo que nos han dicho Bolivia y Brasil. Pero en Colombia
tenemos que “no son tomados en cuenta sobre todo bajo el imperio de los gobiernos de
ultraderecha que diezman toda posibilidad de diálogo y concertación social a través de la
represión y a la institucionalización/banalización de la violencia”.
Si bien toda la situación en América Latina es de pobreza, frente a la pobreza y la
colonización que aún reina (bajo el nombre de neoliberalismo), hay registros de que la situación
es aún peor en Colombia (ROMERO; MINA; MELO, 2021). Y todo tema de Políticas Públicas
como cliché, fachada o disimulo también es sacado en escritos sobre la educación en el país. A
pesar de las similitudes, también hemos visto que la educación colombiana se maneja para
responder a exámenes externos e internacionales. Esto es evidente en la siguiente cita:
Otro asunto que agudiza la situación de la educación en el país se encuentra
en el análisis y uso de las evaluaciones externas estandarizadas, cuyos
resultados sirven para armar el ranking de los mejores o peores colegios, más
a favor del marketing de la calidad en la educación y no como parte de un
proceso de trabajo mancomunado para el mejoramiento de las prácticas y
ofertas educativas. […] El logro de los mejores resultados en las pruebas
estandarizadas se convierte, pues, en el secreto mejor guardado de las
instituciones, pues proveerá a las mismas, de estudiantes/clientes (ROMERO;
MINA; MELO, 2021, p. 33).
A pesar de las afirmaciones sobre el escenario educativo neoliberal retratado en
Colombia que trae la cita, encontramos esperanza en las palabras de uno de los encuestados,
reconociendo que “la política pública es un emergente complejo del religare entre los diversos
elementos que dan forma al convivir en una sociedad democrática”. Y que estas políticas, si
son efectivamente públicas, deben desafiar el statu quo, siendo subversivas y profundamente
críticas con el modelo vigente. Sin embargo, “se ven obstaculizadas por la dificultad de los
gobiernos por generar un diálogo incluyente que se atreva a criticar académica o colectivamente
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 11
su funcionamiento operativo”. Básicamente, lo que se observa es que no hay voluntad política
de escuchar argumentos contrarios a la lógica neoliberal para producir otras políticas.
De Sudamérica, vamos a la Península Ibérica, en España. Había una suposición de
nuestra parte profesores investigadores aquí en el Sur, de países colonizados, pobres,
oprimidos por la fuerza de la esclavitud y el extractivismo que el escenario en el Norte sería
diferente y que las respuestas a las encuestas traerían información positiva. Pero, con cierta
sorpresa, nuestros colegas españoles nos escribieron cosas como “Prácticas educativas siguen
siendo históricamente las mismas. Se ven atisbos de cambio muy tímidos”, o que los conceptos
de democracia, decolonialidad y/o complejidad en la educación son “aislados”, “sin
compromiso” o “relevantes para una mínima parte”. Aún con más de mil años de docencia
universitaria, aún vemos que los especialistas en educación lamentan la fragilidad del
pensamiento complejo en sus instituciones y políticas públicas.
Por otro lado, al contrario de lo que leemos aquí en el Sur, es posible encontrar en la
literatura sobre políticas públicas educativas en España anuncios de avances en materia de
democracia, inclusión y esa supuesta calidad a la que siempre encontramos referencia en
escritos sobre escuelas. Monarca (2015, p. 16), por ejemplo, afirmó:
[…] los intentos democratizadores son también evidentes; aunque
insuficientes, la formulación de políticas centradas en la igualdad de
oportunidades, y las propuestas de una educación comprensiva e inclusiva,
son una realidad de hace más de dos décadas en España. Las tendencias
democratizadoras avanzaron sobre la escuela fragmentada, elitista.
Aunque se expresan avances en las tendencias democráticas de la escuela española,
nuestros compañeros afirman en las encuestas que la comprensión de democracia, educación
democrática y decolonialidad exige más diálogo en las universidades, fomentando el
pensamiento crítico y alimentando la conciencia de que el planeta es el hogar de la humanidad.
Sin embargo, a pesar de que existen notas en la literatura que indican avances hacia la
democracia, los encuestados nos dicen que “no se enseña a pensar ni criticidad”.
Tiene que haber otras formas de trabajo en la universidad, otra formación del
profesorado. Sin cambios de fondo, en lo ya cristalizado en la sociedad, sólo nos queda un
refinamiento del estatus quo. A veces incluso se le quiere dar otros nombres, como educación
democrática, pensamiento complejo o transdisciplinariedad. Pero es todo mantenimiento.
De España vamos a México, donde pocas palabras nos fueran escritas afirmando que
“se ve parcialmente esa temática en las políticas públicas”. Eso es porque parece, según nuestros
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 12
encuestados, que las políticas educativas del país están cambiando este año, “dando más énfasis
en eses ejes importantes”. Gómez Collado (2017, p. 153), en su artículo de panorama de sistema
educativo de México desde las políticas públicas, trata de explicar la historia de las reformas de
la política educativa en el país, como si cada reforma propusiera siempre cambios para mejorar
la educación, pero, sin embargo, “se continúa con niveles bajos de aprendizaje en la educación
básica a pesar de tener varias reformas que supuestamente nos garantizarían elevar la calidad”.
Pues bien, la autora, al igual que el encuestado, cree que los resultados deseados no
aparecen inmediatamente porque todo está todavía en proceso de cambio. Sin embargo, hay
una diferencia sustancial entre lo que cree Gómez Collado (2017) y el correspondiente de
México, particularmente en términos de formación del profesorado; vamos a ver. Por un lado,
observamos que la autora cree en las competencias a desarrollar para las evaluaciones externas
estándar, como Pisa, y la formación del profesorado debe orientarse a la promoción de dichas
competencias en el alumnado. De otro, el encuestado de México nos dice que la formación de
los profesores no es suficiente para tratar los temas de democracia, complejidad y
decolonialidad; muy probablemente porque están ocupados siendo capacitados para desarrollar
las habilidades que se esperan de los estudiantes en la escuela.
Al final, el último país del que tuvimos el honor de recibir respuestas sobre políticas
públicas de educación y formación docente fue Venezuela. Donde se afirma al preguntar ¿cómo
se ven estos conceptos en las políticas públicas educativas de tu país? Responden los
entrevistados que existe una “democracia decadente a favor de sistemas de soslayación
fracasados en el planeta. Decolonialidad usada para disfrazar la colonialidad interna. La
complejidad se diluye en el reduccionismo de la vida misma”. En tales situaciones aberrantes
que atentan contra el ser humano se vive una crisis en todo sentido. Las políticas educativas son
alineadoras a favor de los grupos de poder; la creación de instituciones educativas para
transcender la ideología del grupo que dirige al país; “en estos momentos se encuentra caótica
bien sea por la falta de política del Estado en invertir en ello”.
Se refiere a la destrucción de las instituciones educativas tradicionales, las universidades
en una crisis desde sus recintos hasta su funcionalidad. El estado con sus políticas no dedica
financiamiento a la educación, sólo escuetamente a sus grupos de poder. En los que acciones
efectivas como democracia, decolonialidad, complejidad y educación democrática, compleja y
pertinente dentro de las instituciones educativas se manifiestan en ninguna acción y las
“universidades destruidas, éxodo de más del 50% de los docentes, estudiantes y demás
integrantes. Una educación universitaria proliferada en el adoctrinamiento y la promoción de la
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 13
ideología. Las instituciones educativas no respondieron ante su propia destrucción”; sus actores
buscamos sobrevivir en medio de la crisis en todo sentido; pero la colonialidad que imperaba
ante el grupo insurgente que ocupa la dirección del país no nos ha dejado responder ante la
nueva colonialidad que se impone, local, disfrazada de decolonial y así disfraza sus políticas
educativas falsas, y ante los medios lo comunica de otra manera para mantener el estatus
disfrazado de liberador.
Por eso los entrevistados en Venezuela han sido sinceros cuando se le pregunta ¿cómo
se articulan las políticas públicas y cómo se llevan a cabo efectivamente en las universidades?
Han respondido que “en ningún sentido, se han destruido las universidades tradicionales para
formar las gubernamentales a favor del adoctrinamiento y la ideología; existe un punto de
quiebra grave entre democracia y demagogia”. La educación es ideología o juego politiquero;
es más el perseguido en todo sentido es normal en este sistema aberrante; que le dice al mundo
que es decolonial y convence a estudiosos de la transmodernidad de que vivimos un proceso de
liberación; mentira vil.
Finalmente, una realidad que emite uno de los entrevistados respecto a las políticas
públicas de educación del estado en Venezuela fue que “un país se construye con educación
desde la inversión en plantas física como el recurso docente, desde esa premisa. El docente
tendrá nuevos desafíos en capacitarse y adaptarse a cada realidad de un país, Un Estado o una
comunidad”. Con ello explicitamos con palabras de dolor los entrevistados en Venezuela, en
los que la formación docente es nula, la ideología domina y la educación liberadora escasea.
Así, habiendo concluido el análisis de las respuestas de los colegas de Bolivia, Brasil,
Colombia, España, México y Venezuela, podemos notar varias similitudes. Prácticamente nadie
niega la existencia de los términos democracia, decolonialidad, complejidad en las políticas
públicas de educación de sus países o que están presentes en la formación de profesorado. Por
otro lado, nadie afirma que se tratan de conceptos que se implementan en la vida cotidiana de
las universidades, las escuelas y la sociedad en su conjunto en su país. Lo que aparece son
adjetivos como cliché” o incluso “disimulado” para explicar que las palabras se expresan en
textos oficiales o se hablan con frecuencia.
Lo que buscamos, en el diálogo por la ACD, es encontrar convergencias de resistencia
entre nosotros los educadores-investigadores de la región iberoamericana. Esta resistencia pasa
por la comprensión de esta hipocresía que hace circular conceptos fundamentales para la vida
planetaria, como la democracia, la decolonialidad y la complejidad que buscamos identificar en
las políticas públicas y solas encontramos rastros de su uso vaciado.
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 14
Por eso seguimos buscando fortalecer nuestra resistencia a los ataques a la educación
que, silenciosa o abiertamente hipócrita, se anuncia como algo que no es. Las políticas
educativas y el trabajo de formación docente no se preocupan por la vida planetaria, la
democracia, la decolonialidad; lo que cuenta es mantener activas las cifras de matriculados y
egresados y que la preparación para los exámenes siga gestionando las escuelas.
Seguimos opuestos, si nos oponemos a la opresión, a lo indigno que desmitifica la vida.
Rizoma conclusivo. ¿Formación docente idónea desde los aportes de las políticas públicas
educativas? Análisis final en la apertura a la crisis
Este artículo hemos discutido las relaciones entre las Políticas Públicas y la Formación
Docente en partes de la región Iberoamericana, hemos escuchado las voces de docentes y con
ello tenemos un panorama amplio de dicha relacionalidad; mencionando que los autores de la
indagación somos docentes formadores de docentes en universidades Brasileiras y
Venezolanas. Las miradas críticas que se han dado son explicitas; muchas están llenas de dolor
en medio de la crisis general de sus países.
El Análisis Crítico del Discurso ha sido puesto en escena. Por todas las entrevistas
hemos percibido las escuetas políticas públicas educativas que llevan a formar a docentes en
democracia, complejidad, decolonialidad entre otras excelencias liberadoras. O apenas pocas
intencionalidades en algunos países, donde se convulsionan las políticas públicas educativas y
se disfrazan de decoloniales.
Pareciera que ser decolonial en Iberoamérica no es prioridad en las políticas públicas de
estado a favor de la docencia, se sigue colocando en la esquina de la ineptitud. Se sigue
confundiendo la formación docente con capacitación con algunos instrumentos. Se habla de
liberación y se persiguen los ejercicios docentes, en los que algunos países entrevistados sólo
están de acuerdo que las políticas de estado se usen para mantener su estatus en los gobiernos.
Y nunca para la liberación, muestra que ellos son opresores.
Pensar en formación docente bajo estas atenciones de los Estados en Iberoamérica es
verdaderamente una osadía, aún más para los docentes que sabemos que la educación es el
medio idóneo para la recivilización de la humanidad, para la delicada situación en los países de
indefensión no dejamos de luchar. Nuestras acciones las llevamos a cabo con dignidad,
movemos sentires y avivamos a resistir en medio de la indolencia y seguir persistiendo en
nuestras indagaciones. Que demos ejemplos y que no seamos en nuestro ser letra muerta.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 15
Así, finalizamos este artículo con un mensaje mordaz y visceral del corresponsal
boliviano, quien nos dice:
Se parte de TIERRA PATRIA Y MATRIA (Dom Pedro Casaldáliga),
debemos pensar gente que cuestionen los sistemas políticos, que supere la
cultura de la mediocridad y la mendicidad cuestionando a los nuevos ricos de
manera coherente, no para ampliar crítica, sino para asumir
corresponsabilidades.
AGRADECIMIENTOS: Todos los autores agradecen a CAPES - código de financiación 001.
La primera autora de la indagación en este momento en pleno proceso educativo de un azaroso
planeta sabe de lo urgente del viraje en la educación; por ello afirma: en tu sangre me cobijo
Cristo amado en mi país sufrido colonizado grande en tu creación que renacerá como el águila,
y con tu palabra me repongo, alimento y salvo por tu gran favor en la cruz. “Él nos libró del
dominio de la oscuridad y nos trasladó al reino de su amado Hijo, en quien tenemos redención,
el perdón de pecados” (COLOSENSES 1:13-14). Muchas gracias por tu amor Dios amado, me
cobijo bajo tu manto de misericordia.
REFERENCIAS
ALVAREZ, R. M. L. Epistemología de las políticas públicas de educación superior en
Bolivia. Edu. Sup. Rev. Cient. Cepies, La Paz, v. 5, n. 2, p. 9-22, 2018. Disponible en:
https://www.scielo.org.bo/scielo.php?pid=S2518-82832018000200004&script=sci_arttext.
Acceso en: 10 dic. 2022.
DI FRANCO, M. G.; DI FRANCO, N. B.; SIDERAC, S. La formación docente en las
políticas públicas: el campo de las prácticas como posibilidad. Praxis & Saber, v. 7, n. 15, p.
1740, 2016. Disponible en: https://www.redalyc.org/journal/4772/477250547002/html/.
Acceso en: 15 dic. 2022.
DUSSEL, E. Hacia una pedagógica de la cultura popular en cultura popular y filosofía
de la liberación. Buenos Aires: Fernando García Cambeiro, 1975.
GOERGEN, P. Educação & Sociedade e as politicas públicas em educação. Educ. Soc.,
Campinas, v. 40, e0215966, 2019. Disponible en:
https://www.scielo.br/j/es/a/6LxHxWLNCrMY9BJ8FTZMmqq/?lang=pt. Acceso en: 17 dic.
2022.
GOMEZ COLLADO, M. Panorama del sistema educativo mexicano desde la perspectiva de
las políticas públicas. Innov. educ., México, v. 17, n. 74, p. 143-163, 2017. Disponible en:
https://www.scielo.org.mx/scielo.php?pid=S1665-26732017000200143&script=sci_abstract.
Acceso en: 13 dic. 2022.
Formación docente y políticas públicas educativas en Iberoamérica: Análisis transmetódico
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 16
MENY, I.; THOENIG, J. C. Las políticas públicas. Barcelona: Ariel, 1992.
MOLERO DE CABEZA, L. El enfoque semántico pragmático en el análisis del discurso:
visión teórica actual. Lengua Americana, v. 7, n. 12, p. 5-28, 2003. Disponible en:
https://www.produccioncientificaluz.org/index.php/lingua/article/view/17104. Acceso en: 10
dic. 2022.
MONARCA, H. Políticas, prácticas y trayectorias escolares: dilemas y tensiones en los
procesos de inclusión. Perfiles Educativos, Ciudad de México, v. 37, n. 147, p. 14-27, 2015.
Disponible en: https://www.scielo.org.mx/pdf/peredu/v37n147/v37n147a2.pdf. Acceso en: 17
dic. 2022.
OCDE. Políticas docentes efectivas: Conclusiones del informe PISA. Paris: OECD
Publishing, 2018.
RODRÍGUEZ, M. E. Re-ligar como práctica emergente del pensamiento filosófico
transmoderno. ORINOCO Pensamiento y Praxis, v. 7, n. 11, p. 3-13, 2019a. Disponible en:
https://orinocopensamientoypraxis.blogspot.com/2019/12/orinoco_28.html#more. Acceso en:
10 dic. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E. Deconstrucción: un transmétodo rizomático transcomplejo en la
transmodernidad. Sinergias educativas, Porto, v. 4, n. 2, p. 1-13, 2019b. Disponible en:
http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/382/3821582003/html/index.html. Acceso en: 10 dic.
2022.
RODRÍGUEZ, M. E. El análisis crítico del discurso: un transmétodo rizomático
transcomplejo en la transmodernidad. Visión educativa IUNAES, v. 14, n. 31, p. 117-128,
2020a. Disponible en: https://zenodo.org/record/6940019. Acceso en: 10 dic. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I. Males de la psique en la educación: urgencia en el
re-ligar del pensamiento. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara,
v. 16, n. 3, p. 1754-1773, 2021a. Disponible en:
https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/15195. Acceso en: 17 dic. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I. Paulo Freire en la educación Iberoamericana hoy, a
la luz del análisis crítico del discurso de sus protagonistas. Revista HISTEDBR On-line,
Campinas, SP, v. 21, p. 1-21, 2021b. Disponible en:
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8664997. Acceso en: 19
dic. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; PELETEIRO, I. Antropolítica en Venezuela: un cuenco de mendigo,
más aún en tiempos de pandemia 2020. SUMMA - Revista Disciplinaria en Ciencias
Económicas y Sociales, v. 2, n. esp., p. 117-139, 2020. Disponible en:
https://aunarcali.edu.co/revistas/index.php/RDCES/article/view/159. Acceso en: 19 dic. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; LEMUS, J. La educación venezolana en tiempos de pandemia: ¡Yo
sólo sé que no sé nada! Revista Arjé, v. 14, n. 27, p. 705-726, 2020. Disponible en:
https://arje.bc.uc.edu.ve/arje26/art10.pdf. Acceso en: 10 dic. 2022.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO y Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 17
ROMERO, J. G.; MINA, J. M.; MELO, M. S. Apuntes de políticas públicas en Colombia:
¡fatalismo o realidad?. In: MONART, L. E. L. (org.). Itinerarios Transdisciplinares:
prácticas artísticas y culturales en Iberoamérica. Cali: Editorial REDIPE, 2021.
SANTANDER, P. Por qué y cómo hacer Análisis de Discurso. Cinta Moebio, Santiago de
Chile, n. 41, p. 207-224, 2011. Disponible en:
https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717-
554X2011000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en. Acceso en: 19 dic. 2022.
VAN DIJK, T. Análisis Crítico del Discurso. Revista Austral de Ciencias Sociales,
Valdivia, v. 30, p. 203-222, 2016. Disponible en:
http://revistas.uach.cl/pdf/racs/n30/art10.pdf. Acceso en: 13 dic. 2022.
VECCHIONE, C. D. M. Políticas públicas de formación inicial docente en el Perú. Formação
Docente. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, v. 12, n. 23, p.
83-98, 2020. Disponible en:
https://revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/282. Acceso en: 23 dic.
2022.
CRediT Author Statement
Reconocimientos: No se aplica.
Financiación: Este trabajo fue realizado con el apoyo de la Coordinación de
Perfeccionamiento del Personal de Educación Superior - Brasil (CAPES) - Código de
Financiamiento 001
Conflictos de intereses: No hay conflictos de intereses.
Aprobación ética: No se aplica.
Disponibilidad de datos y material: No se aplica.
Contribuciones de los autores: La primera autora fue responsable de organizar el
cuestionario y recopilar las respuestas. Todos los autores tuvieron igual participación en el
análisis de datos y redacción del artículo.
Procesamiento y edición: Editora Iberoamericana de Educación - EIAE.
Corrección, formateo, normalización y traducción.
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 1
TEACHER EDUCATION AND EDUCATIONAL PUBLIC POLICIES IN IBERO-
AMERICA: TRANSMETHODIC ANALYSIS
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS NA
IBERO-AMÉRICA: ANÁLISE TRANSMETÓDICA
1
FORMACIÓN DOCENTE Y POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCATIVAS EN
IBEROAMÉRICA: ANÁLISIS TRANSMETÓDICO
Milagros Elena RODRIGUEZ2
e-mail: melenamate@hotmail.com
Ivan FORTUNATO3
e-mail: ivanfrt@yahoo.com.br
Osmar Hélio ARAÚJO4
e-mail: osmarhelio@hotmail.com
How to reference this paper:
RODRIGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I.; ARAÚJO, O. H. Teacher
education and educational public policies in Ibero-America:
Transmethodic analysis. Revista Ibero-Americana de Estudos em
Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-
5587. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020
| Submitted: 11/05/2023
| Revisions required: 20/07/2023
| Approved: 17/09/2023
| Published: 08/11/2023
Editor:
Prof. Dr. José Luís Bizelli
Deputy Executive Editor:
Prof. Dr. José Anderson Santos Cruz
1
This work was carried out with the support of the Coordination for the Improvement of Higher Education
Personnel - Brazil (CAPES) - Financing Code 001.
2
Oriente University (UDO), Cumaná - Sucre - Venezuela. Associate Research Professor. Mathematics
Department. Post-doctorate in Educational Sciences (UNEFA).
3
Federal Institute of São Paulo (IFSP), Itapetininga SP Brazil. Pedagogical Training Coordinator. PhD in
Human Development and Technologies (São Paulo State University - UNESP).
4
Federal University of Paraíba (UFPB), João Pessoa PB Brazil. Assistant teacher. Doctorate in Education
(UFPB).
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 2
ABSTRACT: In this article, through Critical Discourse Analysis, the relationship between
Public Policies and Teacher Education in the Ibero-American region is discussed, based on the
voices of interviewed professors. We question: how are these concepts (decoloniality,
complexity, among others) seen in your countrys educational public policies? How are they
converted into effective actions in educational institutions? How are public policies articulated
and how are they effectively developed in universities? The results are not encouraging and in
many countries the contributions of state educational policies in favor of teacher education
become serious. There is a cry for help amidst the voices of the interviewees, which is why we
continue to insist and persist towards a liberating education.
KEYWORDS: Teacher Education. Public Policy. Decoloniality.
RESUMO: Neste artigo, por meio da Análise Crítica do Discurso, discute-se a relação entre
Políticas Públicas e Formação Docente na região Ibero-Americana, a partir das vozes de
docentes entrevistados. Questionamos: como estes conceitos (decolonialidade, complexidade,
entre outros) são vistos nas políticas públicas educacionais de seu país? Como são convertidos
em ações efetivas nas instituições formadoras? Como se articulam as políticas públicas e como
são efetivamente desenvolvidas nas universidades? Os resultados não são animadores e em
muitos países as contribuições das políticas educacionais estatais em prol da formação de
professores são graves. Há um pedido de socorro em meio às vozes dos entrevistados, por isso
continuamos a insistir e persistir rumo a uma educação libertadora.
PALAVRAS-CHAVE: Formação Docente. Políticas Públicas. Decolonialidade.
RESUMEN: En este artículo, por medio del transmétodo Análisis Crítico del Discurso se
discute la relación entre las Políticas Públicas y la Formación Docente en la región
Iberoamericana, a partir de las voces de docentes entrevistados. Se les ha consultado: ¿cómo
se ven estos conceptos (decolonialidad, complejidad, entre otros) en las políticas públicas
educativas de tu país?, ¿cómo se convierten en acciones efectivas dentro de las instituciones
educativas?, ¿cómo se articulan las políticas públicas y cómo se llevan a cabo efectivamente
en las universidades? Los resultados no son alentadores y en muchos países entra en gravedad
los aportes de las políticas educativas de estado en favor de la formación docente. Existe un
grito de auxilio en medio de las voces de los entrevistados, por eso seguimos insistiendo y
persistiendo hacia en una educación liberadora.
PALABRAS CLAVE: Formación Docente. Políticas Públicas. Decolonialidad.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 3
Introit rhizome. A rhizomatic, planetary decolonial and complex article on teacher
education and public policies
This article discusses the relationship between Public Policies and Teacher education in
parts of the Ibero-American region, based on the voices of teachers. It is about asking what is
known about educational policies in their countries and how they evolve, based on their daily
observations as teachers. It is also a question of making criticisms with these colleagues in the
profession, articulating complex analyzes on the education-politics-society cojuncture.
The analysis comes from the professors because they ask, through a questionnaire, what
they know and how they understand the Public Policies of their respective countries. Instead,
through the Critical Discourse Analysis (ACD) transmethod, we dialogue with what has been
presented to us, coinciding or contradicting, but always respecting their positions. In such an
analysis, the voices of the authors of the inquiry are active, subjective, present and agents of
change. Investigators are not committed to established statutes; they are not looking for strict
finished truths, a typical behavior of colonial systems; they deepened in the outstanding works
of public educational policies in Ibero-America and analyzed without distorting the answers to
the questions of the professors collaborating in the research.
If we have an objective with this investigation, it is precisely to understand how Public
Education Policies are received and perceived by fellow teachers and, if possible, how these
(dis)orient their pedagogical work.
In addition, this article was written through the rhizomatic framework. With rhizome,
one wants to see that “here the organization does not respond to any structural or generative
model” (RODRÍGUEZ, 2019a, p. 4, our translation). It is a powerful metaphor for the
construction of knowledge that does not follow the cause-effect lineality, but the capillarity of
life. More than a reasoning line, a complex plot. It is about decolonial transformations of the
old and expired colonial way of investigating; here we can break the open discourse to include
essences that are emanating in the discourse.
Teacher education in the century of technologies remains a topic to be explored, which
we intend to investigate through complex and transdisciplinary openings in Ibero-America from
the contributions of educational public policies. For that reason, in rhizomatic entangled
thoughts, freed from the reductionist connotations of traditional investigations, we investigated
completely outside of the colonial statutes, as already said; observing that not decolonial or
complex has a rich opening of understanding. The connotation of the rhizome is an
antigenealogy of the transepistemes, which are the traditional knowledge, which derive from
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 4
the transmethods. Lets go further than the rigidity of the classifications of investigations into
branches that are not communicable and well differentiated, modernist, colonial and that in
postmodernity as the cono de la modernidad.
We follow a branch of this rhizome, the transmethod. From it emerge other folds, other
branches, flowers, plateaus...
Transmethod rhizome. Critical discourse analysis on discursive postures of collaborators
from Ibero-America
The critical discourse analysis (CDA), as it has already been signaled (RODRIGUEZ,
2020a) is syntactical because it relates to concordance and hierarchy that keep the words; it is
semantic because it tries to explain how the meaning of languages is transfigured into
contextualized transcendences in the discourse, and it is pragmatic because it interests a vision
of the discourse from the outside, in the context, in the situation, it is decir, in a communication
event (MOLERO, 2003).
As for the research transmethod, the ACD situates the analysis of traditional discourse
in a social, educational, political and critical perspective, channeling the way in which discourse
is used and to legitimize resistance (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021a), the critic and
political of the same in so much the relinking is urgent (RODRÍGUEZ, 2019b); the ACD,
“understands and defines the discourse as a social practice [...] and from that conviction begins
and justifies its discursive analysis as social analysis” (SANTANDER, 2011, p. 209, our
translation).
From there, in the criticality of discourse analysis, emerges the transdisciplinary
communication of said ACD that in its complexity it makes trans-complex; It must also be
stated that ACD locates the representations of the discursive structures that represent, confirm,
legitimize, transcribe or contest the relations of abuse of power or domination in the lives of
two actors in the educational process that hardly consider the human condition in public policies
education in Ibero-America, or that our traditional methods are not possible. The ACD can be
seen as a reaction against the dominant modernist paradigms, characterized as asocial or
uncritical (VAN DIJK, 2016).
The said method of analysis deals with this investigation in two sources: the sources of
the consulted texts and the one that is carried out in the specialist collaborators, experts in
education and educational public policies in general, in countries of the Ibero-American region
where they consulted on Policies Public and democracy, decoloniality, complexity and
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 5
democratic education, complex and relevant; about effective action within educational
institutions; and about teacher education and the construction of the complex thought of people
for life in the land as a homeland. How do professors understand all these questions from their
perspective at the university?
In what follows, we pass and interconnect the speeches completely in: Warning rhizome.
Realities of educational public policy contributions in teacher education, categories in study;
Rhizome. Critical analysis of the speech of the voices of collaborators from Ibero-America; and
Conclusive rhizome. Ideal teacher education based on contributions from educational public
policies? Final analysis in the opening to the crisis.
Warning rhizome. Realities of educational public policy contributions in teacher
education, categories in study
We are filled with love for education, for a training that is in line with the crisis of the
different countries that converge in the study, and where, safely, in the centenary past of great
pedagogues like Paulo Freire and convinced of the reform of thought even with life like Edgar
Morín has a lot to do in the recycling of humanity. In Ibero-America, Paulo Freire has left a
legacy worth remembering; “the urgency to revive in light of the problematic of education today
in Ibero-America the need to do liberating praxis in utopia on the floor” (RODRÍGUEZ;
FORTUNATO, 2021b, p. 3, our translation). Our investigation takes on the meaning of the
mentioned pedagogue: The study of Freirian freedom is an exercise in the study of
decoloniality. Without a doubt, in the Critical Analysis of the Discourse as a transmethod that
reveals the banking vision of education, in the transmodern project as a planetary decolonial, it
has been revealed that “the dominant maestro has as the foundation of his ethos a deep mistrust
of his disciple” (DUSSEL, 1975, p. 161, our translation). Is this teaching background in
education in Ibero-American context?
Without a doubt, were going for answers, even when we dont have them all. We know
that in the exclusion and minimization of human beings in the still latent coloniality in Ibero-
America distrust reigns in the student, the lack of recognition of their potentialities, the
defamation of their human condition. This continues to be a mental illness to which many
teachers still lend themselves in circumvention, almost always subjected to the system and
institutional pressure. All education is controlled by the aegis of external examinations.
When the educational systems and institutions give in to the desire to control exams, all
we have are teachers oppressed by this colonizing mental force. The oppressed professors
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 6
oppress the students. And the oppressed students believe that thats life, without the strength to
change the status quo. This whole situation is a political, inhuman, real situation.
So, we ask ourselves: how are concepts such as democracy and decoloniality conquered
in the educational public policies of your country? And we ask: how are public policies
articulated and how are they carried out effectively in universities? The answers to these
questions are essential, so that we do not forget a conception of old times, but very current:
“public policy is what the government chooses to do or not to do for its citizens” (MENY;
THOEING, 1992, p. 27, our translation). They are decision-making at the convenience of state
systems. What teacher education has agreed in Ibero-America in terms of shift policies?
Over time, many changes have taken place, but despite them, the exercises of modernity-
postmodernity-coloniality as principles of training continue, with “a training marked by benefit,
individuality, the market, techniques and technologies, etc. aspects that seem to be maintained”
(DI FRANCO; DI FRANCO; SIDERAC, 2016, p. 20, our translation). Hence these benefits are
marked by the belts of misery that many countries in Ibero-America pose and that continue to
exist when there are changes by governments and with shifting educational policies. The
inadvertent and unprotected governments benefit from the possibility of liberation.
The competences are present in all teacher education curricula as state policies in Ibero-
America, listening to the complexity of the human being and the social and spiritual
development of the being as ecosophy, the art of inhabiting the planet. On the other hand, the
complex conditions of happiness, integral development, respect for nature as a living
complexion part of one self are very close to being axes of teacher education. With slight
variants, they are not motives of interest for the political projects of the governments.
Lets take Peru as an example, where the pedagogical training model proposes a national
curriculum design based on competences that comprise four domains: “preparation for student
learning; Teaching for student learning; Participation in the management of the school
articulated to the community; y Personal and professional development and teaching identity”
(VECCHIONE, 2020, p. 83, our translation).
In Spain and Portugal, the PISA results indicate that inequalities in access to education
and quality teachers affect both countries with a centralized tradition, as these countries are,
and those with a decentralized tradition in terms of selection and distribution of teachers.
Furthermore, these said inequalities are closely related to the inequity in learning outcomes
between advantaged and disadvantaged students (OECD, 2018).
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 7
It seems that these two countries have a higher level of inclusion in terms of education,
but this is not always the case. In this way, in decolonial and liberating human being training
policies, Spain and Portugal can also benefit, for example, from Paulo Freires Liberating
Education. The author can contribute to a reinvention of his conceptions of education as a
transformation, as a dream, as a recognition of oneself in the world and its collectivity… would
it not be the reinvention of skills that lead to the liberation and exercise of being in the respect
your human condition? (RODRÍGUEZ; FORTUNATO, 2021b).
In the case of Venezuela, the country with the most serious crisis in the region in every
sense, with processes of poverty underway in the same professionals, among teachers, state
policies for teacher training are in the process of colonization by the hands of the brothers
themselves who ignore and simply turn the formation into a profoundly empty begging bowl;
underprivileged of liberators that emanate directly from the system of government, unworthy
instruments of history and wealth of a millionaire country in resources. The exodus in general,
the destruction of families and the economy without production radically changed the direction
of the country, contrasting with the not very distant time when it was one of the countries that
devoted most of the budget to education and teachers (RODRÍGUEZ; PELETEIRO, 2020). In
the middle of the Covid-19 pandemic, reality worsens and we cling to God with our potential
and wisdom provided by HIM (RODRÍGUEZ; LEMUS, 2020).
In Mexico, competences hinder teacher education. In general, the educational policies
planned in the National Development Plan 2013-2018 tend to respond to changes in the
political, social, cultural and technological areas of the country. It is urgent that a public policy
be designed that protects and truly educates students to learn, innovate teaching learning so that
they have textbooks for teaching in students, change practices in the classroom so that students
become more collaborative, cooperative, creative and propositional (GOMEZ COLLADO,
2017).
We can say that Venezuela, Bolivia, Chile, Colombia, Brazil, Mexico and Argentina
who agree with Paulo Freire’s legacy, even if it is only in discourse, about liberating teacher
education in Ibero-America. However, in the daily reality of a large part of the population, there
are only terrible inequalities, ““their misery belts even in these times; Still colonial excluding
politics provide a breeding ground that could be exemplified as the favelas and a return of Paulo
Freire to the liberation of their lives at the same time that they became literate” (RODRÍGUEZ;
FORTUNATO, 2021b, p. 19, our translation).
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 8
The collaborators who contested the surveys give us particular insights in each country
that we analyze transmethodically and that we can understand what we know and experience in
our countries. In the case of the authors of the inquiry: Brazil and Venezuela, which urgently
need true teacher education, agree with the moments of loneliness and belts of misery that are
cloistered in our countries. We know the coloniality of the hands of the two States' own
educational policies, with their variants. But while there is no interest in the unprotected and
more, there is also an interest in being unprotected, in the case of Venezuela, in terms of social
security, economy, salary of two teachers, there are no sincere public policies that in the matter
of education can collaborate for a teacher training of quality, which is so urgent in our regions.
But there are inhumane policies to deal with the minimal situation of crisis and misery in every
sense, it is a project in full development.
We continue with hope, faith, turning to Paulo Freire.
Rhizome. Critical analysis of the speech of the voices of collaborators from Ibero-America
We asked, through Google Forms from Venezuela, fellow teachers from Ibero-
American countries about democracy, decoloniality, complexity and democratic education,
complex and relevant, asking: how are these concepts seen in your countrys educational public
policies? How do they become effective actions within educational institutions? How are public
policies articulated and how are they effectively carried out in universities?
Thinking about teacher education and the construction of peoples critical thinking for
life in the homeland, we demystify the answers of the survey in light of the complex research
objective. We are honored to receive responses from experts from Bolivia, Brazil, Colombia,
Mexico, Spain and Venezuela, whose responses support the ACD, in alphabetical order.
From Bolivia, we have an answer that says it all in just twenty characters: son palabras
clichés”. It’s like in Brazil or Venezuela, where they try to use far-fetched terms in policies
and/or beautiful ideas (like the training of critical thinking) to effectively say nothing in terms
of public policies aimed at people. It says that investment should be made in education so that
there is the necessary and desired transformation of poverty and misery into a more egalitarian
society, but maintaining a banking education, aimed at maintaining the status quo. Thus, from
Bolivia it is affirmed “We must replant in a broad way the vision, and this implies an ethical
political commitment of all and that surpasses the organic intellectuals or the prophets of the
system (whatever it is)”.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 9
However, this is not what one can find when looking more critically at the countrys
politics. Álvarez (2018), while analyzing educational policies for higher education in Bolivia,
also ends by explaining a little the history of educational policies in general in the country.
According to the author, since the mid-1960s, the country has followed a neoliberal policy, as
shown by the creation of private universities in 1966. Neoliberalism was adhered to during the
period of the military dictatorship between 1971 and 1977, but soon recovered its course, with
a “weak” educational policy. Precisely because our colleague from Bolivia, when contesting
the survey, tells us that thinking about democracy or decoloniality or complexity unfortunately
the whole concept is manipulated by the interests of pseudo academics who mention sources
without any kind of analysis, in addition to ignoring the daily life of Latin America”.
From Brazil, we have seen vague responses such as “it is not all the people who apply
these concepts” stating that the fees for access to the university are the best proof that there is
something democratic in educational policies (there are laws that guarantee vacancies for
students of public schools, from poor, black, disabled, indigenous families these are the so-
called “cuotas”). But we had more incisive responses, stating that “such concepts are nothing
more than mere rhetoric, because what we have are control norms, anchored in the curriculum
and its competences”. This is online with the words written by professor Pedro Goergen (2019,
p. 8, our translation), already translated by us: “this new terminology represents a veiled
strategy, but with a powerful ideological effect, of casting neoliberal shadows over social
conquests, cultural and even economic”.
How does it demonstrate the most forceful answer in the surveys in comparison with
the authors assertion that new terms are used to disguise the dominant ideology? With this
dissimulation, education acquires contours that are distinct and distant from its ideal of full
formation, citizenship, transformation, falling victim to the model of unequal society that it
must help to combat. And each time more the dissimulation takes over the daily life of the
schools, for what it is almost impossible to be against. This is how we saw in one of the survey
responses: “these themes are dealt with in the assignments for teacher education and I hope that
future teachers will apply them in their classes”.
Of course, the fact that the concepts of democracy, complexity and decoloniality are
included in the curriculum or mentioned in the classes does not guarantee anything. As we
discussed here, all of this could be mere rhetoric (perhaps unconscious or even innocent) that
only guarantees the wide circulation of cliché words. After all, who would be willing to go
against democracy or decolonial discourses?
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 10
In Colombia, our correspondents tell us that that this "remains in the intentions", as if
they wanted to say that these ideas of democracy and decolonization were around in the
discourse. Nothing much different until now than what we say about Bolivia and Brazil. But in
Colombia, we have that “they are not taken into account over the whole under the empire of the
ultra-right governments that deny all the possibility of dialogue and social concertation through
the repression and the institutionalization/banalization of violence”.
If all the situation in Latin America is one of poverty, compared to the poverty and the
colonization that still reigns (under the name of neoliberalism), there are records that the
situation is even worse in Colombia (ROMERO; MINA; MELO, 2021). And every theme of
Public Policy as cliché or dissimulation is also drawn in writings about education in the country.
Despite the similarities, we have also seen that Colombian education manages to respond to
external and international exams. This is evident in the following quote:
Another subject that exacerbates the situation of education in the country is
found in the analysis and use of standardized external evaluations, whose
results serve to arm the ranking of the best or worst schools, more in favor of
quality marketing in education and not as part of a joint work process for the
improvement of educational practices and offers […] The achievement of the
best results in the standardized tests becomes, because, in the best kept secret
of the institutions, because of the students/clients (ROMERO; MINA; MELO,
2021, p. 33, our translation).
Despite the statements about the neoliberal educational scenario portrayed in Colombia
that brings the quote, we find hope in the words of one of those surveyed, recognizing that
“public policy is an emerging complex of reconnecting between the various elements that shape
coexistence in a democratic society”. And that these policies, if they are effectively public, must
challenge the status quo, being subversive and deeply critical of the current model. However,
“they are hindered by the difficulty of the governments to generate an inclusive dialogue that
dares to criticize academically or collectively their operational functioning”. Basically, what is
observed is that there is no political will to listen to arguments contrary to the neoliberal logic
to produce other policies.
From South America, we go to the Iberian Peninsula, in Spain. There was an assumption
on our part research professors here in the South, from colonized, poor countries, oppressed
by the force of slavery and extractivism that the scenario in the North would be different and
that the responses to the surveys would bring positive information. But suddenly, our Spanish
colleagues wrote us things like “Educational practices continue to be historically the same.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 11
There are very timid exchange rates”, which the concepts of democracy, decoloniality and/or
complexity in education are “isolated”, “without commitment” or “relevant to a minimal part”.
With more than a thousand years of university teaching, we also see that specialists in education
lament the fragility of complex thinking in its institutions and public policies.
On the other hand, contrary to what we read here in the South, it is possible to find in
the literature on educational public policies in Spain announcements of advances in matters of
democracy, inclusion and that supposed quality to which we always find reference in writings
about schools. Monarca (2015, p. 16, our translation), for example, stated:
[…] the democratizing attempts are also evident; although insufficient, the
formulation of policies centered on equal opportunities, and the proposals for
a comprehensive and inclusive education, have been a reality for more than
two decades in Spain. The democratizing tendencies advanced over the
fragmented, elitist school.
While advances in the democratic trends of the Spanish school are expressed, our
comrades affirm in the surveys that the understanding of democracy, democratic education and
decoloniality requires more dialogue in the universities, encouraging critical thinking and
feeding the awareness that the planet is the home of humanity. However, despite the fact that
there are notes in the literature that indicate progress towards democracy, those surveyed tell us
that “it is not taught to think critically”.
There has to be other ways of working at the university, another training for teachers.
Without changes of background, in what is already crystallized in society, only a refinement of
the status quo remains for us. Sometimes even if he wants to give other names, such as
democratic education, complex thinking or transdisciplinary. But its all maintenance.
From Spain we go to Mexico, where few words were written stating that “this theme is
partially seen in public policies”. This is why it seems, according to our surveys, that the
country’s educational policies are changing this year, “giving more emphasis on these important
topics”. Gómez Collado (2017, p. 153, our translation), in his article on an overview of the
educational system in Mexico from public policies, tries to explain the history of the reforms
of educational policy in the country, how each reform always proposed changes to improve the
education, however, “is continuing with low levels of learning in basic education despite having
several reforms that supposedly guarantee us to raise the quality”.
Well, the author, just like the person asked, believes that the desired results do not appear
immediately because everything is still in the process of being changed. However, there is a
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 12
substantial difference between what Gómez Collado (2017) and the correspondent from Mexico
believe, particularly in terms of teacher education; lets see. On the one hand, we observe that
the author believes in the competences to be developed for the standard external evaluations,
like Pisa, and the education of the teacher must be oriented towards the promotion of these
competences in the alumnus. On the other hand, the survey of Mexico tells us that the training
of teachers is not enough to deal with the themes of democracy, complexity and decoloniality;
very likely because they are busy being trained to develop the skills that are expected of students
at the school.
At the end, the last country from which we had the honor of receiving responses on
public policies on education and teacher education was Venezuela. Where do you say to ask
how these concepts are seen in the educational public policies of your country? Respondents
responded that there is a “decaying democracy in favor of failed land use systems on the planet.
Decoloniality used to disguise internal coloniality. The complexity is diluted in the
reductionism of life itself”. In such aberrant situations that threaten the human being, a crisis is
experienced in every sense. Educational policies are aligned in favor of power groups; the
creation of educational institutions to transcend the ideology of the group that runs the country;
“at these times it is chaotic bien sea due to the lack of State policy to invest in it”.
If it refers to the destruction of traditional educational institutions, universities are in a
crisis from their premises to their functionality. The state with its policies does not dedicate
funding to education, only listening to its power groups. In what effective actions such as
democracy, decoloniality, complexity and democratic education, complex and relevant within
educational institutions are manifested in no action and the “universities destroyed, exodus of
more than 50% of teachers, students and other members. A university education proliferated in
doctrine and the promotion of ideology. The educational institutions did not respond to their
own destruction”; its actors seek to survive in the midst of the crisis in every sense; but the
coloniality that prevailed before the insurgent group that occupies the leadership of the country
has not allowed us to respond to the new coloniality that imposes itself, local, disguised as
decolonial and thus disguises its false educational policies, and before the media it
communicates in another way to maintain the disguised status of liberator.
Why are those interviewed in Venezuela being sincere when they ask: how are public
policies articulated and how are they effectively carried out in universities? Han replied that “in
no sense, the traditional universities were destroyed to form the governments in favor of
indoctrination and ideology; there is a serious break point between democracy and
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 13
demagoguery”. Education is an ideology or a political game; to be persecuted in every way is
normal in this aberrant system; that tells the world that it is decolonial and convinces
transmodernity scholars that we live in a process of liberation; vile lie.
Finally, a reality that one of the interviewees emits with regard to public education
policies of the state in Venezuela was that “a country was built with education from the
investment in physical plants as a teaching resource, from that premise. The teacher will have
new challenges in training and adapting to each reality of a country, a state or a community”.
With it, we explain with words of pain those interviewed in Venezuela, where teacher education
is none, ideology dominates and liberating education is scarce.
So, having concluded the analysis of the responses of colleagues from Bolivia, Brazil,
Colombia, Spain, Mexico and Venezuela, we can note several similarities. Practically no one
denies the existence of the terms democracy, decoloniality, complexity in the public education
policies of their countries, which are present in teacher education. On the other hand, no one
states that these are concepts that are implemented in the daily life of universities, schools and
society as a whole in his country. What appears are adjectives like “cliché” or even
dissimulation to explain that words are expressed in official texts or are spoken with
frequency.
What we seek, in the dialogue for the ACD, is to find convergences of resistance among
us educators-researchers of the Ibero-American region. This resistance goes through the
understanding of this hypocrisy that circulates fundamental concepts for planetary life, such as
democracy, decoloniality and the complexity that we seek to identify in public policies and we
only find traces of their empty use.
That is why we continue to seek to strengthen our resistance to attacks on education,
which, silently or openly hypocritical, announces itself as something that it is not. Educational
policies and teacher education work are not concerned with planetary life, democracy,
decoloniality; what counts is keeping active the numbers of enrollments and graduates and that
the preparation for the exams continues managing the schools.
We remain against, we oppose oppression, the unworthy, who demystify life.
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 14
Conclusive rhizome. Ideal teacher education based on contributions from educational
public policies? Final analysis in the opening to the crisis
In this article we have discussed the relationships between Public Policies and Teacher
education in parts of the Ibero-American region, we have listened to the voices of teachers and
with it we have a broad overview of relationality; mentioning that the authors of the inquiry are
professors who train professors in Brazilian and Venezuelan universities. The critical glances
that have been given are explicit; many are filled with pain in the midst of the general crisis in
their countries.
The Critical Analysis of the Discourse has been put on stage. Through all the interviews,
we have perceived the listening to educational public policies that lead to training teachers in
democracy, complexity, decoloniality, among other liberating excellences. Or just a few
intentions in some countries, from which educational public policies are convulsed and
disguised as decolonial.
It seems that being decolonial in Ibero-America is not a priority in public policies in
favor of teaching. Teacher training continues to be confused with instrumental training. There
is talk of liberation, but professors are persecuted, in which some of the interviewees agree that
public policies are used to maintain their status. They are never used for liberation, which is
evidence that they are oppressive.
Thinking about teacher education under these attentions from the States in Ibero-
America is truly a challenge, even more so for teachers who know that education is the ideal
medium for the recycling of humanity, for the delicate situation in defenseless countries, we
fight. Our actions we carry out with dignity, we move feelings and we live to resist in the middle
of laziness and continue persisting in our inquiries. May we be examples and not just dead letter
in our writings.
So, we end this article with a scathing and visceral message from the Bolivian
correspondent, who tells us:
Be part of TIERRA PATRIA Y MATRIA (Dom Pedro Casaldáliga), we must
think of people who question political systems, who overcome the culture of
mediocrity and begging by questioning the new rich in a coherent way, not to
expand criticism, but to assume co-responsibilities.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 15
ACKNOWLEDGMENTS: All authors thank CAPES - funding code 001. The first author of
the inquiry at this moment in the midst of the educational process of an unlucky planet knows
the urgency of the turnaround in education; for him he affirms: in your blood I covet beloved
Christ in my suffering country colonized great in your creation that will be reborn like the eagle,
and with your word I rest, feed and I am saved by your great favor on the cross. “He freed us
from the dominion of obscurity and transferred us to the kingdom of his beloved Son, in which
we have redemption, the forgiveness of sins” (COLOSSIANS 1:13-14). Thank you so much
for your love, dear God, I take refuge under your mantle of mercy.
REFERENCES
ALVAREZ, R. M. L. Epistemología de las políticas públicas de educación superior en
Bolivia. Edu. Sup. Rev. Cient. Cepies, La Paz, v. 5, n. 2, p. 9-22, 2018. Available in:
https://www.scielo.org.bo/scielo.php?pid=S2518-82832018000200004&script=sci_arttext.
Access in: 10 Dec. 2022.
DI FRANCO, M. G.; DI FRANCO, N. B.; SIDERAC, S. La formación docente en las
políticas públicas: el campo de las prácticas como posibilidad. Praxis & Saber, v. 7, n. 15, p.
1740, 2016. Available in: https://www.redalyc.org/journal/4772/477250547002/html/.
Access in: 15 Dec. 2022.
DUSSEL, E. Hacia una pedagógica de la cultura popular en cultura popular y filosofía
de la liberación. Buenos Aires: Fernando García Cambeiro, 1975.
GOERGEN, P. Educação & Sociedade e as politicas públicas em educação. Educ. Soc.,
Campinas, v. 40, e0215966, 2019. Available in:
https://www.scielo.br/j/es/a/6LxHxWLNCrMY9BJ8FTZMmqq/?lang=pt. Access in: 17 Dec.
2022.
GOMEZ COLLADO, M. Panorama del sistema educativo mexicano desde la perspectiva de
las políticas públicas. Innov. educ., México, v. 17, n. 74, p. 143-163, 2017. Available in:
https://www.scielo.org.mx/scielo.php?pid=S1665-26732017000200143&script=sci_abstract.
Access in: 13 Dec. 2022.
MENY, I.; THOENIG, J. C. Las políticas públicas. Barcelona: Ariel, 1992.
MOLERO DE CABEZA, L. El enfoque semántico pragmático en el análisis del discurso:
visión teórica actual. Lengua Americana, v. 7, n. 12, p. 5-28, 2003. Available in:
https://www.produccioncientificaluz.org/index.php/lingua/article/view/17104. Access in: 10
Dec. 2022.
MONARCA, H. Políticas, prácticas y trayectorias escolares: dilemas y tensiones en los
procesos de inclusión. Perfiles Educativos, Ciudad de México, v. 37, n. 147, p. 14-27, 2015.
Teacher education and educational public policies in Ibero-America: Transmethodic analysis
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 16
Available in: https://www.scielo.org.mx/pdf/peredu/v37n147/v37n147a2.pdf. Access in: 17
Dec. 2022.
OCDE. Políticas docentes efectivas: Conclusiones del informe PISA. Paris: OECD
Publishing, 2018.
RODRÍGUEZ, M. E. Re-ligar como práctica emergente del pensamiento filosófico
transmoderno. ORINOCO Pensamiento y Praxis, v. 7, n. 11, p. 3-13, 2019a. Available in:
https://orinocopensamientoypraxis.blogspot.com/2019/12/orinoco_28.html#more. Access in:
10 Dec. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E. Deconstrucción: un transmétodo rizomático transcomplejo en la
transmodernidad. Sinergias educativas, Porto, v. 4, n. 2, p. 1-13, 2019b. Available in:
http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/382/3821582003/html/index.html. Access in: 10 Dec.
2022.
RODRÍGUEZ, M. E. El análisis crítico del discurso: un transmétodo rizomático
transcomplejo en la transmodernidad. Visión educativa IUNAES, v. 14, n. 31, p. 117-128,
2020a. Available in: https://zenodo.org/record/6940019. Access in: 10 Dec. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I. Males de la psique en la educación: urgencia en el
re-ligar del pensamiento. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara,
v. 16, n. 3, p. 1754-1773, 2021a. Available in:
https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/15195. Access in: 17 Dec. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; FORTUNATO, I. Paulo Freire en la educación Iberoamericana hoy, a
la luz del análisis crítico del discurso de sus protagonistas. Revista HISTEDBR On-line,
Campinas, SP, v. 21, p. 1-21, 2021b. Available in:
https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8664997. Access in: 19
Dec. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; PELETEIRO, I. Antropolítica en Venezuela: un cuenco de mendigo,
más aún en tiempos de pandemia 2020. SUMMA - Revista Disciplinaria en Ciencias
Económicas y Sociales, v. 2, n. esp., p. 117-139, 2020. Available in:
https://aunarcali.edu.co/revistas/index.php/RDCES/article/view/159. Access in: 19 Dec. 2022.
RODRÍGUEZ, M. E.; LEMUS, J. La educación venezolana en tiempos de pandemia: ¡Yo
sólo sé que no sé nada! Revista Arjé, v. 14, n. 27, p. 705-726, 2020. Available in:
https://arje.bc.uc.edu.ve/arje26/art10.pdf. Access in: 10 Dec. 2022.
ROMERO, J. G.; MINA, J. M.; MELO, M. S. Apuntes de políticas públicas en Colombia:
¡fatalismo o realidad?. In: MONART, L. E. L. (org.). Itinerarios Transdisciplinares:
prácticas artísticas y culturales en Iberoamérica. Cali: Editorial REDIPE, 2021.
SANTANDER, P. Por qué y cómo hacer Análisis de Discurso. Cinta Moebio, Santiago de
Chile, n. 41, p. 207-224, 2011. Available in:
https://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717-
554X2011000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en. Access in: 19 Dec. 2022.
Milagros Elena RODRIGUEZ; Ivan FORTUNATO and Osmar Hélio ARAÚJO
RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. 00, e023103, 2023. e-ISSN: 1982-5587
DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18i00.18020 17
VAN DIJK, T. Análisis Crítico del Discurso. Revista Austral de Ciencias Sociales,
Valdivia, v. 30, p. 203-222, 2016. Available in: http://revistas.uach.cl/pdf/racs/n30/art10.pdf.
Access in: 13 Dec. 2022.
VECCHIONE, C. D. M. Políticas públicas de formación inicial docente en el Perú. Formação
Docente. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores, v. 12, n. 23, p.
83-98, 2020. Available in:
https://revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/282. Access in: 23 Dec.
2022.
CRediT Author Statement
Acknowledgements: Not applicable.
Funding: This work was carried out with the support of the Coordination for the
Improvement of Higher Education Personnel - Brazil (CAPES) - Financing Code 001.
Conflicts of interest: There are no conflicts of interest.
Ethical approval: Not applicable.
Data and material availability: Not applicable.
Authors contributions: The first author was responsible for organizing the questionnaire
and collecting responses. All authors had equal participation in data analysis and writing of
the paper.
Processing and editing: Editora Ibero-Americana de Educação.
Proofreading, formatting, normalization and translation.