A cadeia produtiva de Terras Raras (TR)

desafios e oportunidades para o Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.64997/2358-5951-19892

Palavras-chave:

Cadeia Produtiva de Terras Raras, Brasil, Verticalização, Taxonomia Setorial de Pavitt, Adensamento Produtivo

Resumo

Este artigo visa descrever e analisar a Cadeia Produtiva de Terras Raras - “TR”, destacando os desafios e oportunidades para o seu desenvolvimento no Brasil. As TR são um conjunto de 17 elementos químicos, classificados como minerais estratégicos de importância para o (em curso) processo de transição energética, sofisticação tecnológica e para a indústria de defesa (segurança nacional). A metodologia adotada será uma revisão bibliográfica a respeito das TR no Brasil, ancorada na perspectiva (neo)schumpeteriana setorial no âmbito da Economia Industrial. Neste sentido, este artigo estrutura-se da seguinte maneira: a seção 1 introduz o tema. A seção 2 descreve o conceito de TR, seus campos de aplicação, sua localização no Brasil, bem como realiza um “paralelo” com outras duas indústrias: a de aço e a de silício. A seção 3 reflete, dentro do arcabouço (neo)schumpeteriano, a relação da Taxonomia Setorial de Pavitt (1984, 1989) com a Taxonomia das TR. A seção 4 descreve, de fato, a cadeia produtiva de TR, ressaltando o caso brasileiro para o seu desenvolvimento. Por fim, a seção 5 corrobora com as considerações finais sobre o tema. Em suma, destaca-se a importância de se desenvolver a cadeia produtiva de TR para o adensamento produtivo da indústria brasileira. Todavia, apesar das vantagens/potencialidades do Brasil enquanto detentor deste recurso natural, o mesmo possui desafios a serem superados para o “desenvolvimento pleno” / “verticalização” desta cadeia, no longo prazo, sendo, o maior deles, a produção/separação dos óxidos individualizados de TR na etapa upstream da referida cadeia.

 

Biografia do Autor

Ryan de Albuquerque da Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro – RJ – Brasil. Doutorando em Programa de Pós-Graduação em Economia da Indústria e da Tecnologia (UFRJ).

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Publicado

23/12/2025