Tradução/desconstrução: um legado de Jacques Derrida

Élida Ferreira

Resumo


Proponho abordar a tradução a partir de uma dimensão desconstrutivista da linguagem evidenciando o que intitulo um legado de Jacques Derrida. Para o fi lósofo, há uma afi nidade imensa entre tradução e desconstrução; a tradução, inexoravelmente, fala mais de uma língua (DERRIDA 1998). Tratase de pensar o contexto da tradução a partir desse cruzamento de línguas e da tarefa do tradutor, o qual se encontra entre a necessidade e a impossibilidade de dizer tudo, de dar conta do sentido pleno do texto a ser traduzido. Vale dizer que não há possibilidade de qualquer intervenção fora da língua, não há a pureza da metalinguagem; o que apenas reforça a sua discussão em torno da escritura, naquilo que esse conceito rompe com o modelo representacional de escrita como simulacro. Rompe, portanto, com uma noção de tradução como cópia e repetição do mesmo.

Palavras-chave: Derrida. Tradução. Simulacro. Legado.

Palavras-chave


Derrida;Tradução;Simulacro;Legado

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E-ISSN: 1981-7886
ISSN: 0101-3505