“La morte”, um conto fantástico e realista de Guy de Maupassant

Clarissa Navarro Conceição Lima

Resumo


O fantástico tradicional percorreu todo o século XIX e também foi produzido e pensado pela escola realista/naturalista. Maupassant, já nos anos 1880, escreveu vários contos em que trabalhava a questão do insólito na realidade, nos quais cria a ambiguidade e causa a hesitação a partir da linguagem; trabalha motivos, espaços e temas fantásticos tais como cadáveres, tumbas e aparições; noites assombrosas e cemitérios; loucura, alucinação e medo. O escritor normando tem, ainda, mais uma especificidade: consegue ser realista ainda que fantástico, ou talvez, melhor dizendo, fantástico, ainda que realista. Maupassant consegue desnudar a realidade, dissecar a condição mais real do homem por meio de contos em que há a presença do insólito, do mistério e do sobrenatural, ainda que, talvez, sejam apenas fruto da imaginação ou da alucinação das personagens. Este trabalho propõe, pois, fazer uma breve análise do conto A Morta, discutir a literatura fantástica e o fantástico peculiar de Maupassant, tendo por base autores como Todorov, Castex, Camarani, Wellek, Grandadam e o próprio escritor e teórico, Maupassant.

Palavras-chave


Literatura Francesa; Maupassant; Literatura fantástica; Introdução A literatura fantástica na França, de acordo com os estudos de Camarani (2014), teria iniciado com Jacques Cazotte, no século XVIII, e com Charles Nodier, no início do século XIX; O fantás

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E-ISSN: 2526-2955