A cidade das Damas: um romance de (anti)tese

Karla Cristiane Pintar

Resumo


A ressignificação das visões constituintes de histórias fossilizadas na sociedade sobre determinados acontecimentos ou grupos sempre foi um trabalho árduo, visto que deve haver a reconstrução da moral advinda de exemplos estipulados como naturais e corretos dentro de um contexto. Não é diferente, portanto, o que ocorre em A Cidade das Damas [Le Livre de la Cité des Dames, 1405], obra de Christine de Pizan, que desconstrói as teses já pré-estabelecidas, respaldadas por renomados autores e pela interpretação bíblica dos homens do Medievo sobre as parábolas, acerca do papel das mulheres na Idade Média. Nesse sentido, observa-se o uso de teses e antíteses, sendo estas as reavaliações dos exemplos e, consequentemente, das morais fundamentadas neles e inalteradas durante séculos, objetivando uma renovação da visão do leitor.


Palavras-chave


Ressignificação; Tese; Antítese; Moral; Exemplo;

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E-ISSN: 2526-2955