UNASUL e a projeção brasileira

Daniel Campos de Carvalho, Regiane Nitsch Bressan

Resumo


A União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) é marcada por forte conteúdo político, advindo do intento regionalista de iniciativa brasileira da ALCSA. A UNASUL passou a atuar como catalisadora de um projeto de socialização da região, favorecido pela convergência de discursos e ideologias, facilitando a relação entre os países pela sua flexibilidade e pouca exigência no comprometimento comercial e econômico das nações envolvidas. Ao expressar uma iniciativa de integração pluridimensional, a UNASUL exige da política externa brasileira uma abordagem acurada e complexa. O reconhecimento da liderança regional do país e o exercício de um protagonismo legítimo passam a estar condicionados pela habilidade na construção de consensos em um ambiente com múltiplas esferas. Em tal contexto, os atributos econômicos, demográficos e estratégicos do Brasil precisam ser circundados por uma atuação que fomente a concórdia por levar em consideração aspectos diversos das realidades nacionais e regional. Neste sentido, há de se apontar como emblemáticas tanto a ação da UNASUL quanto a posição brasileira no âmbito da instituição no tocante a recentes crises políticas internas de alguns de seus membros. Frente ao exposto, cumpre apontar que o objetivo do trabalho é aclarar quais as vicissitudes e desafios da atuação brasileira no seio da UNASUL, explicitando como a fluidez institucional e temática da organização pode se tornar uma ferramenta útil na afirmação da liderança regional brasileira e nos seus cálculos de ação.


Palavras-chave


UNASUL; Regionalismo Pós-Liberal; Política Externa Brasileira; América do Sul; Integração Regional;

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E-ISSN: 1984-0241
ISSN: 0101-3459