A atribuição do acento nos advérbios em –mente no português: discussão de aspectos prosódicos e rítmicos

Autores

  • Thais Holanda de Abreu-Zorzi Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Araraquara, São Paulo
  • Gladis Massini-Cagliari Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Departamento de Linguística, Araraquara, São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1807-7

Palavras-chave:

Advérbios em -mente, Atribuição do acento, Prosódia, Português Arcaico, Português Brasileiro,

Resumo

Este artigo objetiva apresentar uma discussão a respeito do comportamento prosódico dos advérbios em –mente no Português Arcaico (PA) e no Português Brasileiro (PB) sob o viés das Fonologias Prosódica e Métrica. Para a descrição do estatuto prosódico desses advérbios, sobretudo no PA, elegeram-se como corpus as 420 cantigas em louvor à Virgem Maria, conhecidas como Cantigas de Santa Maria (CSM), e as 1251 cantigas profanas (510 de amigo, 431 de escárnio e maldizer e 310 de amor). Por outro lado, elegeu-se como corpus de estudo do PB um recorte do banco de dados do “Corpus Online do Português”, elaborado em conjunto pelos pesquisadores Michael Ferreira, da Universidade de Georgetown, e Mark Davies, da Brigham Young University. A partir da coleta e da análise dos advérbios em -mente nos corpora, concluiu -se que tais advérbios são, do ponto de vista prosódico, compostos (um acento lexical e um secundário), tanto em PA como em PB, visto que podem ser considerados estruturas que são formadas por partes independentes entre si, em que a Regra de Atribuição do Acento atua em domínios distintos: nas bases já flexionadas e no “sufixo” –mente.

Biografia do Autor

Thais Holanda de Abreu-Zorzi, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Araraquara, São Paulo

Doutora (2016) e mestre (2012) em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", UNESP/ Araraquara -Faculdade de Ciências e Letras, sendo bolsista FAPESP de 2010 a 2016. É Licenciada e Bacharel (2009) em Letras (Português-Espanhol) pela mesma instituição. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Linguística e Linguística Histórica, trabalhando com temas relacionados à fonologia da língua portuguesa atual e do período arcaico. Suas investigações focalizam questões de ordem prosódica e processos fonológicos do português. (Fonte: Currículo Lattes)

Gladis Massini-Cagliari, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Departamento de Linguística, Araraquara, São Paulo

É Bacharel e Licenciada em Letras pelo Instituto de Estudos da Linguagem, Unicamp (1987), onde cursou também o Mestrado e o Doutorado em Linguística. Concluiu o Mestrado em 1991 e o Doutorado, em 1995. Fez Pós-Doutorado na University of Oxford, em 2002-2003. Em 2005, obteve a Livre-Docência em Fonologia, no Departamento de Lingüística, Faculdade de Ciências e Letras, UNESP, Campus de Araraquara, onde exerce atualmente a função de Professor Titular (concurso realizado em outubro de 2015). Suas atividades incluem a atuação como: coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Araraquara, de 2004 a 2007; Vice-Presidente do Grupo de Estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo (biênio 2005-2007) e editora da revista Estudos Linguísticos (2005-2007); membro do Comitê de Avaliação da Capes, área de Letras e Lingüística (2005-2010); coordenadora do Grupo de Trabalho em Estudos Medievais da ANPOLL - Associação de Pesquisa e Pós-Graduação em Letras e Linguística, de agosto de 2008 a julho de 2012; co-editora da revista Alfa (A1) (2012-2016). É coordenadora do Grupo de Pesquisa Fonologia do Português: Arcaico & Brasileiro. Atua como membro do Comitê Assessor da área de Letras e Linguística (CA-LL) do CNPq (2016-2019). É autora de 6 livros e organizadora de outros 7, tendo publicado diversos artigos em periódicos, capítulos de livros e textos completos em anais, no Brasil e no exterior, nas áreas de Linguística Histórica, Fonologia, Alfabetização. Sua pesquisa está concentrada principalmente na busca de pistas nos registros das cantigas medievais profanas e religiosas que permitam vislumbrar a história do ritmo e da prosódia do português, de suas origens até os dias de hoje. Atualmente, é Pró-Reitora de Graduação da UNESP (gestão 2017-2021). (Fonte: Currículo Lattes)

Publicado

08/08/2018

Edição

Seção

Artigos Originais