Processamento de frases e contexto discursivo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1911-4

Palavras-chave:

Processamento sintático, Efeitos do contexto discursivo, Rastreamento ocular,

Resumo

Investiga-se o curso temporal dos subprocessos da compreensão de frases, procurando-se determinar se o processador é estritamente sintático em sua análise inicial ou se já acessa informações de natureza semântica e discursiva a tempo de influenciar a análise sintática. São reportados dois estudos com falantes de português brasileiro, para aferir efeitos de contexto discursivo no processamento. O primeiro revisita o processamento de Sintagmas Preposicionais ambíguos e encontra efeito do discurso prévio apenas nas medidas finais, que monitoram a interpretação. O segundo usa a técnica de rastreamento ocular (eye-tracking) para aferir a busca de antecedente para o sujeito de oração com verbo no infinitivo flexionado, encontrando efeito do discurso prévio tanto na medida final ou off-line, quanto na medida on-line. Discutem-se possíveis razões para as diferenças entre os efeitos de informações discursivas nos dois experimentos.

Biografia do Autor

Marcus Maia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Faculdade de Letras. Rio de Janeiro - RJ - Brasil. Departamento de Linguística.

MARCUS MAIA é doutor em Linguística pela University of Southern California - USC, (1994). Realizou estágio de pós-doutorado na área de Processamento da Linguagem como pesquisador visitante na City University of New York - CUNY (2003-2004). Foi professor visitante no Departamento de Espanhol e Português e no Language Acquisition Research Center da University of Massachusetts Amherst, no primeiro semestre de 2012 e no Departamento de Linguística da Massey University, Nova Zelândia, no segundo semestre de 2017. Atualmente é professor titular de Linguística do Departamento de Linguística e do Programa de Pós-graduação em Linguística da Faculdade de Letras da UFRJ. É bolsista de Produtividade em Pesquisa, nível 1C (CNPq) e Cientista do Nosso Estado (FAPERJ). Membro fundador da Rede Nacional de Ciência para a Educação. Fundou e coordena o Laboratório de Psicolingüística Experimental (LAPEX). Coordenou o Grupo de Trabalho de Psicolinguística da ANPOLL no biênio 2006-2008. Atua nas áreas de Psicolinguística, Teoria e Análise Linguística e Línguas Indígenas Brasileiras, desenvolvendo pesquisas e orientando projetos sobre processamento sintático e lexical, sintaxe experimental, teoria da gramática, psicolinguística e educação, línguas indígenas. 

Publicado

19/11/2019

Edição

Seção

Artigos Originais