O lugar da fonética/fonologia do português em documentos oficiais portugueses do ensino básico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1904-8

Palavras-chave:

Fonética, Fonologia, Ensino de Língua Portuguesa, Currículo, Ensino Básico,

Resumo

A Nomenclatura Gramatical em vigor em Portugal até 2003 datava de 1967. Em 2007, instituiu-se uma nova terminologia linguística, por meio da publicação do Dicionário Terminológico (DT). Tal dicionário resultou da revisão da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, analisada neste estudo. Em 2015, outro importante documento entrou em vigor: o Programa e Metas Curriculares de Português para o Ensino Básico e Secundário (PMCPEB). Considerando a importância da Fonética e da Fonologia para a reflexão sobre a língua e para a ampliação dos saberes linguísticos dos alunos, e levando em conta o fato de, tradicionalmente, essas áreas fazerem-se pouco presentes no currículo escolar português (VELOSO, 2006), os objetivos desta pesquisa foram: analisar o espaço ocupado pela Fonética e pela Fonologia no PMCPEB, no 3º ciclo do Ensino Básico1 e analisar se os verbetes da revisão da TLEBS contemplam os conteúdos desses campos previstos pelo PMCPEB. O estudo fundamentou-se em Cagliari (2009), Veloso (2006), Veloso e Rodrigues (2002) e evidenciou que essas disciplinas têm escasso lugar no PMCPEB; que os verbetes constantes da revisão da TLEBS não abrangem todos os conteúdos previstos pelo PMCPEB para essas áreas e que há erros terminológicos e imprecisão teórica na composição dos verbetes investigados.

Biografia do Autor

Siane Gois Cavalcanti Rodrigues, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Centro de Artes e Comunicação, Recife, PE - Brasil.

É doutora em Letras pela UFPE e professora associada do Departamento de Letras da mesma Universidade, onde atua nos programas de pós-graduação acadêmico e profissional. Orienta dissertações de mestrado e teses de doutorado. Ministra aulas na graduação presencial e a distância, é membro do NUCEPI (Núcleo de Estudos em Compreensão e Produção Interlinguísticas) e do CEEL (Centro de Estudos em Educação e Linguagem). Durante dez anos, foi professora da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco e atuou como Técnica em Educação, na Gerência de Políticas Educacionais, onde planejou, ministrou e supervisionou cursos de formação continuada. Tem experiência na área de Letras (com ênfase em Língua Portuguesa, Leitura e de Produção de Texto e Fonologia, Variação e Ensino), atuando, também, com as Teorias da Enunciação e a Análise Dialógica do Discurso.

Cristina Manuela Sá, Universidade de Aveiro (UA), Departamento de Educação e Psicologia, Aveiro - Portugal.

É doutorada em Didática pela Universidade de Aveiro e cocoordenadora do Laboratório de Investigação em Educação em Português (LEIP), do Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores da Universidade de Aveiro. Interessa-se particularmente pela transversalidade da língua portuguesa e a sua operacionalização, temática que aborda não só no âmbito da investigação, como também na docência.

Publicado

15/04/2019

Edição

Seção

Artigos Originais