Revisitar o conceito de comunidade para discutir sua aplicação a contextos telecolaborativos

Autores

  • Laura Rampazzo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Barretos – SP – Brasil
  • Solange Aranha Universidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto – SP – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1909-6

Palavras-chave:

Telecolaboração, Comunidade Discursiva, Comunidade Teletandem, Gêneros,

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir o conceito de comunidade em contextos multimodais de projetos telecolaborativos, especificamente o teletandem (TELLES, 2006). Comunidades discursivas (CD) são agrupamentos de indivíduos que se unem para atingir seus propósitos comunicativos por meio de gêneros (SWALES, 1990). Embora o conceito tenha sido extensivamente discutido em contextos acadêmicos, parece não haver estudos que envolvam o tema e sua importância para a telecolaboração. Uma tentativa nesse sentido é o trabalho de Silva (2012) sobre a comunidade teletandem (CT), no qual a autora investiga os estudantes que participam do projeto Teletandem Brasil: Línguas Estrangeiras para Todos. Partimos dos critérios elaborados por Silva para a definição de CT e nossa análise deriva de nossa observação intensa e criteriosa da prática de teletandem no laboratório de teletandem da UNESP – São José do Rio Preto. Os resultados indicam que os membros de comunidades que eventualmente se agrupam em contextos telecolaborativos tendem a serem regulados por regras locais e externas, engendrarem organizações complexas e compartilharem gêneros para alcançarem seus objetivos.

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Biografia do Autor

Laura Rampazzo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Barretos – SP – Brasil

É doutoranda em Estudos Linguísticos pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", campus de São José do Rio Preto. É mestre em Estudos Linguísticos pela mesma instituição (2017) e licenciada em Letras (habilitação Português/Inglês) pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (2014), campus Assis. Atualmente, é professora de português e inglês no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), câmpus Tupã. Seus interesses são nos seguintes temas: linguística aplicada, telecolaboração, gêneros textuais e comunidades discursivas.

Solange Aranha, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto – SP – Brasil

Possui graduação em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1991), mestrado em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996) e doutorado em Letras Linguistica e Lingua Portuguesa Araraquara pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2004). Atualmente é professora assistente doutora de língua inglesa da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em nível de Graduação. Na Pós-Graduação, ministra cursos de metodologia de pesquisa, gêneros textuais, escrita acadêmica e aprendizagem em teletandem. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente nos seguintes temas: lingüística aplicada, ensino e aprendizagem mediada por computador e análise de gêneros textuais e discursivos. Possui dois pós-doutorados em ensino e aprendizagem em teletandem.

Publicado

16/09/2019

Como Citar

RAMPAZZO, L.; ARANHA, S. Revisitar o conceito de comunidade para discutir sua aplicação a contextos telecolaborativos. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 63, n. 2, 2019. DOI: 10.1590/1981-5794-1909-6. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/11446. Acesso em: 27 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos Originais