Vogais arredondadas do francês por falantes do português brasileiro

Autores

  • Cíntia da Costa Alcântara Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas – RS - Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8731-1458
  • Carmen Lúcia B. Matzenauer Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas – RS - Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4505-7521
  • Miriam C. Carniato Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Pelotas – RS - Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9781-8284
  • Roberta Quintanilha Azevedo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul). Pelotas – RS - Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e12798

Palavras-chave:

aquisição de vogais do francês, aquisição de LE, Teoria da Otimidade Estocástica

Resumo

O foco do presente estudo está na aquisição das vogais frontais arredondadas do francês por falantes nativos do português do Brasil (PB). Com o suporte da Teoria da Otimidade Estocástica (TO Est) e com o pressuposto de que a aquisição de uma língua estrangeira implica sobretudo a organização de uma nova gramática, este estudo objetiva, com base empírica emprestada de Alcântara (1998), descrever e formalizar a emergência das vogais /y/, /ø/, /oe/ na fonologia do francês como língua estrangeira em falantes nativos do PB, buscando-se explicações para a presença de formas em variação nesse processo. A análise via TO Est foi capaz de explicar e de formalizar a ordenação /y/ > /ø/ > /oe/ na construção do sistema vocálico do francês por aprendizes brasileiros, com uma visão de gramática sustentada na noção de traços distintivos como parte de restrições universais, por meio da conjunção das restrições de altura e de ponto dos segmentos vocálicos. Além disso, permitiu formalizar o diferente papel que o arredondamento vocálico desempenha nas gramáticas fonológicas do português e do francês.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cíntia da Costa Alcântara, Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas – RS - Brasil.

Cíntia da Costa Alcântara é graduada em Letras – hab. em Português e Francês, pela Universidade Federal de Pelotas (1993), possui mestrado em Letras, pela Universidade Católica de Pelotas (1998) e doutorado em Linguística e Letras, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2003). É professora associada da Universidade Federal de Pelotas. Desenvolve pesquisas em fonologia e morfologia do português, bem como em aquisição do francês como segunda língua, com ênfase em fonologia e morfologia.

Carmen Lúcia B. Matzenauer, Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas – RS - Brasil.

Carmen Lúcia Barreto Matzenauer é professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPEL. Tem Mestrado e Doutorado em Letras - Linguística Aplicada, pela PUCRS. É pesquisadora Nível 1A do CNPq, com foco de interesse em Aquisição da Fonologia, Teoria Fonológica, Fonologia do Português e de outras línguas, Fonologia Clínica. É orientadora de Mestrado e de Doutorado. Publicou artigos em periódicos especializados, livros, capítulos de livros e anais de congressos.

Miriam C. Carniato, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Pelotas – RS - Brasil.

Miriam Cristina Carniato, professora adjunta na Universidade Federal do Pampa. Possui Mestrado e Doutorado em Letras, na área de Linguística Aplicada, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas – UCPel. É graduada em Licenciatura plena em Português/Espanhol e suas respectivas literaturas pela Universidade Católical de Pelotas - UCPel. Desenvolve pesquisa em Teoria Fonológica, com foco na Teoria da Otimidade, e em Aquisição da Fonologia.

Roberta Quintanilha Azevedo, Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul). Pelotas – RS - Brasil

Roberta Quintanilha Azevedo, economista do Instituto Federal Sul Rio-Grandense, em exercício na Advocacia Geral da União. Possui Mestrado e Doutorado em Letras, na área de Linguística Aplicada, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Católica de Pelotas – UCPEL, com Bolsa-Sanduíche na Universidade de Lisboa., e Graduação em Economia pela Universidade Federal de Pelotas - UFPEL. Desenvolve pesquisa em Teoria Fonológica, com foco na Teoria da Otimidade, e em Aquisição da Fonologia.

 

Publicado

25/08/2021

Como Citar

ALCÂNTARA, C. da C. .; MATZENAUER, C. L. B. .; CARNIATO, M. C. .; AZEVEDO, R. Q. Vogais arredondadas do francês por falantes do português brasileiro. ALFA: Revista de Linguística, São Paulo, v. 65, 2021. DOI: 10.1590/1981-5794-e12798. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/view/12798. Acesso em: 19 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos Originais