A concordância verbal no Português Europeu: variação e preenchimento do sujeito

Autores

  • Gislaine Aparecida Carvalho Universidade do Estado de Mato Grosso

Palavras-chave:

Português europeu, Variação linguística, Sujeito preenchido, Sujeito nulo, Concordância verbal,

Resumo

Este artigo discute a correlação entre sujeito nulo e caráter forte da flexão verbal. À luz dos ensinamentos da Proposta Teórico-metodológica da Variação e Mudança Linguística, de linha laboviana, a análise da realização do sujeito no português europeu, em um corpus de língua falada, mostra que essa correlação existe, mas não é necessária: (i) há significativos percentuais de sujeitos preenchidos em estruturas, cuja morfologia verbal é suficientemente marcada para identificar a pessoa gramatical; (ii) a não concordância afeta negativamente o uso do sujeito nulo, notadamente com a forma pronominal a gente, cuja morfologia verbal apresenta, em algumas localidades do território português, três diferentes flexões: 1ª pessoa do plural, 3ª pessoa do singular e 3ª pessoa do plural. Além do expressivo índice de sujeitos preenchidos, há casos – ainda que não muito expressivos, mas não menos importantes – de não aplicação da regra de concordância com sujeitos antepostos, fato que contraria os contextos de variação previstos para o português europeu.

Biografia do Autor

Gislaine Aparecida Carvalho, Universidade do Estado de Mato Grosso

Professora lotada no Departamento de Letras da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Universitário de Alto Araguaia, Área de Língua Portuguesa.

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Publicado

28/06/2013

Edição

Seção

Artigos Originais