Construções resultativas infinitivas em português brasileiro

Autores

  • Roberlei Bertucci UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Departamento de Comunicação e Expressão. Curitiba – PR – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1409-5

Palavras-chave:

Modificação, Preposição “até”, Resultativas, Semântica de eventos,

Resumo

O objetivo deste trabalho é retomar a discussão sobre construções resultativas em português brasileiro, presentes especialmente nos trabalhos de Lobato (2004) e Barbosa (2008). Argumentamos que, embora do ponto de vista sintático essas construções sejam diferentes em português e inglês (ver MARCELINO, 2007; BARBOSA, 2008), do ponto de vista semântico, é possível que se encontrem similaridades entre elas. Nossa proposta parte da análise sobre o fenômeno apresentada em Parsons (1990): ao traçar um paralelo entre sentenças como “John hammered the metal flat” – chamadas pelo autor de “resultative tags” – e “João martelou a lata até achatar”, concluímos que esta sentença em português tem as mesmas propriedades semânticas e a mesma forma lógica das resultative tags em inglês. Isso nos leva a assumir que o português brasileiro possui, sim, construções resultativas (ao contrário do que afirma Barbosa), mas que essas construções não são aquelas propostas por Lobato (2004), tais como “Maria cortou o cabelo curto”. Nesse caso, entendemos que está correta a observação de Barbosa (2008) de que essas construções se relacionam ao estado resultante e não a construções resultativas como ocorre no inglês.

Biografia do Autor

Roberlei Bertucci, UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Departamento de Comunicação e Expressão. Curitiba – PR – Brasil

Graduou-se em Letras Português-Inglês pela PUCPR (2004); é mestre em Letras (Estudos Lingüísticos) pela UFPR (2007) e doutor em Lingüística pela USP (2011), tendo feito parte de seu doutorado na Université Paris 8 (2009-2010), sob orientação da Profa. Dra. Brenda Laca. Desenvolveu a pesquisa de pós-doutorado na Bar-Ilan University em Israel (2012), sob orientação da Profa. Dra. Susan Rothstein. Atualmente é professor na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Interessa-se especialmente pelas questões relativas a tempo e aspecto das línguas naturais.

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Publicado

02/09/2014

Edição

Seção

Artigos Originais