A montagem da rede preferencial no texto e suas ligações com o contexto de produção

Autores

  • Maria Helena de Moura Neves CNPq. UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Faculdade de Ciências e Letras. Araraquara - SP UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo - SP
  • Luciana Ribeiro de Souza CAPES. UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo - SP

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-1612-5

Palavras-chave:

Princípios funcionalistas, Referenciação textual, Contexto de produção, Sequências narrativas em romance,

Resumo

A partir de uma orientação funcionalista de análise, este artigo discute aspectos da montagem da cadeia referencial do texto, em sequências narrativas de uma amostra de obras brasileiras do gênero romance, em três épocas subsequentes. O objetivo é verificar a relação que existe entre o modo de preenchimento das casas referenciais (especialmente quanto às personagens centrais da trama) e os diversos processos intervenientes no modo de criação e manutenção da rede referencial textual, nas diferentes situações. Assenta-se como noção básica que os elementos (pro)nominais fóricos (sintagma nominal ou pronome) cumprem diferentemente as duas funções essenciais na referenciação (a de identificação e a de descrição dos referentes), e que o jogo das posições na introdução e na manutenção desses elementos representa diferente escolha na configuração da peça. Confirmando os mais básicos princípios funcionalistas, a análise efetuada destrói a noção de que existe uma fórmula pronta na gramática da língua para a organização referencial do texto, e garante a noção de que as diferenças verificadas estão a serviço do plano coenunciativo do produtor do discurso, inserido no seu contexto de produção e no seu contexto de cultura (HALLIDAY, 2004).

Biografia do Autor

Maria Helena de Moura Neves, CNPq. UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Faculdade de Ciências e Letras. Araraquara - SP UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo - SP

Departamento de Linguística

Área de Letras

Publicado

07/12/2016

Edição

Seção

Artigos Originais