A nasalização das vogais e dos ditongos no ancestral medieval do português brasileiro atual
Palavras-chave:
Nasalização, Vogais, Ditongos, ancestral do português brasileiro atual, cantigas medievais galego-portuguesasResumo
A finalidade deste trabalho é a de analisar a nasalização das vogais e dos ditongos presentes em 250 textos poéticos das vertentes religiosa e profana da lírica trovadoresca. O objetivo da pesquisa consiste em verificar, por meio da análise dos manuscritos remanescentes daquela época, se o til presente na representação gráfica das palavras encontradas no corpus era a abreviatura de uma consoante nasal ou se esse sinal simbolizava a nasalização da vogal e do ditongo. A metodologia se embasa em um estudo voltado à origem de tais palavras e à análise do contexto de ocorrência desses termos. A relevância deste estudo se mostra pela importância de se discutir as mudanças sofridas pelos segmentos, no contexto das palavras analisadas, no que diz respeito à nasalidade na diacronia do português. Essa evolução histórica foi definida por vários processos linguísticos, que nos auxiliam a compreender a trajetória desse fenômeno nesta língua. Os dados coletados demonstraram que a nasalidade presente na língua registrada nas cantigas vinha de períodos anteriores e era representada, na origem, por um elemento nasal n que, ao desaparecer, transferiu seu traço nasal para a vogal das imediações. Logo, mesmo que a nasal não fosse mais realizada foneticamente como uma consoante e sim como a nasalização de uma vogal, sílabas com vogais com marca de til (que já marcava nasalização da vogal na época) ou seguidas por consoante nasal no registro escrito do ancestral medieval do galego e do português se comportam como travadas por elemento consonântico, no nível fonológico.
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