Normas locais e supralocais no processo de (re)acomodação linguística na migração de retorno
DOI:
https://doi.org/10.1590/1981-5794-e20175Palavras-chave:
Contato dialetal; Migração de retorno; Acomodação dialetal; Alagoas; São Paulo.Resumo
Esta pesquisa analisa os efeitos do retorno a Alagoas na preservação ou abandono de variantes paulistas por alagoanos que residiram no estado de São Paulo. Para tanto, investigam-se correlações entre fatores sociais e três variáveis diferenciadoras de dialetos – (i) /R/ em coda medial (‘po[ɻ,ɾ,h]ta’); (ii) /S/ em coda medial (‘pa[s,ʃ]ta’); e (iii) /t, d/ diante de [i] (‘[dʒ,d]ia’) – em gravações com 32 alagoanos. As análises, com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista (Labov, 2008) e na literatura sobre contato dialetal (Trudgill, 1986; Chambers, 1992) e normas (Milroy, 2002), demonstram que as variantes paulistas persistem após o retorno a Alagoas e exibem dinâmicas próprias que as diferenciam em termos de reconhecimento social, frequência de uso e valores normativos. O Estilo foi a única variável que se correlacionou com as três variáveis resposta: o contexto de leitura desfavorece a variante paulista de (R) e favorece as variantes paulistas de (S) e (TD). Esses resultados apontam que os migrantes se orientam por normas supralocais no estilo mais monitorado, um reflexo de sua experiência multidialetal, diferentemente da fala de não migrantes, que tendem a se orientar pelas normas locais.
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