METÁFORA ANIMAL E ESPECISMO: RETÓRICA DO PODER NO CONTEXTO PÓS-MODERNO

Autores

  • Liège Copstein URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
  • Denise Almeida Silva URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

DOI:

https://doi.org/10.21709/casa.v12i1.7123

Palavras-chave:

Especismo, Discurso, Metáfora animal.

Resumo

O objetivo deste artigo é contribuir para a consolidação de uma perspectiva crítica antiespecista no campo literário, relacionando-a com abordagens analíticas que se associam ao olhar sobre as minorias sociológicas no contexto pós-moderno e pós-colonial. Para tanto, tomamos os pressupostos de Aristóteles sobre a retórica, Michel Foucault sobre o discurso e os conceitos de doxas acrática e encrática propostos por Roland Barthes, além da contribuição dos filósofos Peter Singer e Gary Francione na conceituação do especismo, ilustrada, ainda, pela obra The lives of animals, de J. M. Coetzee. A analogia entre as construções discursivas que disseminam o especismo enquanto doxa encrática e outras formas de discriminação de base cartesiana, notadamente aquelas praticadas em circunstâncias colonialistas, reforça nossas conclusões a respeito da legitimidade da crítica antiespecista como ferramenta de compreensão da literatura e dos processos socioculturais que ela representa.

Biografia do Autor

Denise Almeida Silva, URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões

Doutora em Letras pela UFRGS (2000). Docente do Departamento de LLA da URI, Frederico Westphalen - Mestrado em Letras e Graduação.

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Publicado

21/07/2014

Edição

Seção

Artigos