Levantamento, comparação e análise dos preços dos produtos da cesta básica no município de Alegrete–RS

Alessandro Moura Costa

Resumo


Este artigo tem como objetivo divulgar os resultados de um estudo científico sobre o acompanhamento dos preços dos produtos da cesta básica nacional, no município de Alegrete/RS e sua respectiva comparação com a de outros municípios. Para isto, inicialmente foi elaborada uma pesquisa bibliográfica, através da análise de livros, artigos e legislação específica sobre o assunto. Posteriormente idealizaram-se outras duas pesquisas de campo, a primeira baseada em técnicas estatísticas já conhecidas pela academia, com a finalidade de se obter uma amostra probabilística a fim de traçar o comportamento de compra da população alegretense referente aos locais/estabelecimentos onde adquirem os produtos que compõem a cesta básica. A segunda pesquisa foi realizada nos estabelecimentos indicados como opções obtidas na 1ª pesquisa de campo, com o intuito de se mensurar o valor da Cesta Básica no município de Alegrete/RS, baseando-se na metodologia DIEESE, conforme o Decreto-Lei nº 399. Após análise dos dados, obteve-se um valor médio da Cesta Básica Alegretense no valor de R$ 305,38 (trezentos e cinco reais e trinta e oito centavos), para um nível de confiança de 95% referente ao mês de março/2018. A presente pesquisa nos estabelecimentos foi replicada em maio/2018, em virtude da greve nacional dos caminhoneiros, passando a Cesta Básica Alegretense para um valor médio de R$ 374,21 (trezentos e setenta e quatro reais e vinte e um centavos). Estas informações foram comparadas com o preço de cestas básicas de outros municípios: Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre (as três capitais da Região Sul) e Rio de Janeiro e São Paulo (as duas maiores capitais do país). Os resultados indicaram que o preço da cesta básica no município de Alegrete se encontra em um nível mais acessível que as respectivas capitais estudadas, entretanto, os valores da Cesta Básica Alegretense são mais suscetíveis a aumentos devido a fatores exógenos, como a greve dos caminhoneiros.

Palavras-chave


Salário Mínimo; Precarização do Trabalho; Cesta Básica; Estatística;

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E-ISSN: 2358-5951