Atopia e aporia: os corpos desmortos na ficção

Marisa Martins Gama-Khalil

Resumo


Os monstros sempre figuraram no rol de personagens da literatura, representando não somente aquilo que se deve temer, como também, em muitos casos, aquilo que é temível e terrível que se instala em nós, escondendo-se por detrás das máscaras sociais. Depois de um período de uma enorme emergência do vampiro na literatura, cinema, novelas gráficas e outros suportes, vemos a irrupção de uma arte na qual o monstro tematizado e problematizado é o zumbi. Algumas questões despontam, como: Que condições favorecem a irrupção das narrativas com desmortos em nossa contemporaneidade? Como podemos pensar a subjetividade do homem contemporâneo tomando como base os corpos desmortos? O que significa não morrer? Faremos nosso percurso analítico com base em alguns filmes, em uma novela gráfica e em algumas narrativas literárias, com foco especial sobre o conto de Murilo Rubião intitulado “O pirotécnico Zacarias”. Nos encaminhamentos teóricos, privilegiaremos o debate sobre algumas noções, como a morte, a biopolítica, o corpo, a subjetividade; bem como sobre conceitos do campo da literatura fantástica.


Palavras-chave


Literatura fantástica; Corpo; Zumbi; Biopolítica; Morte; Atopia;

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E-ISSN: 1981-7886
ISSN: 0101-3505