O duplo e seus duplos

transtextualidade, polissistemas literários e o mito do duplo

Autores

Palavras-chave:

História da literatura, Mito do duplo, Teoria dos polissistemas, Transtextualidade

Resumo

Dentre as mais variadas formas já exploradas do mito do duplo na literatura, o duplo como representação da consciência é das mais clássicas. Investigaremos neste artigo a jornada de um duplo que tem sua gênese no Século de Ouro espanhol com Pedro Calderón de la Barca, chega à Inglaterra com Percy Shelley e Lord Byron, e aporta nos Estados Unidos com Washington Irving, Edgar Allan Poe e Nathaniel Hawthorne. Este trajeto ao longo de dois séculos será realizado com base nos estudos sobre a Transtextualidade de Gérard Genette e a Teoria dos Polissistemas de Even-Zohar. Por meio da transtextualidade observada em trechos selecionados de diários, cartas, críticas, prefácio, bem como excertos de algumas obras, veremos como ocorrem algumas das dinâmicas nos sistemas literários.

Biografia do Autor

Bruno Ricardo Gessner, Universidade Federal de Santa Catarina

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC – Brasil. Mestre em Estudos da Tradução pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e doutorando pelo mesmo programa e instituição.

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Publicado

28/12/2025

Como Citar

Gessner, B. R. (2025). O duplo e seus duplos: transtextualidade, polissistemas literários e o mito do duplo. Revista De Letras, 64, e025013. Recuperado de https://periodicos.fclar.unesp.br/letras/article/view/20575