Tempos e enganos em El coronel no tiene quien le escriba de Gabriel García Márquez

Autores

Palavras-chave:

Ninguém escreve ao coronel, Gabriel García Márquez, Tempo, Literatura colombiana, Kierkegaard

Resumo

Neste artigo, o tempo é utilizado como eixo central do romance Ninguém escreve ao coronel, de Gabriel García Márquez. O protagonista aguarda a sua pensão, e outras personagens comentam e avaliam a sua expectativa. As principais decisões e atitudes das personagens dependem da sua compreensão do tempo, que pode ser comprimido ou expandido. Quando o tempo é comprimido ou anulado, o otimismo prevalece e a chegada da pensão torna-se certa. Contudo, quando o tempo se transforma numa espera interminável, o pessimismo instala-se e as personagens questionam o sentido da espera. O leitor encontra-se na posição privilegiada de contemplar ambas as perspectivas sobre o tempo, o que lhe permite avaliar as noções de realidade das personagens.

Biografia do Autor

Pol Popovic Karic, Tecnológico de Monterrey

Tecnológico de Monterrey, Monterrey – Nuevo León – México. Professor pesquisador. Departamento de Estudos Humanísticos, Campus Monterrey.

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Publicado

17/06/2026

Como Citar

Karic, P. P. (2026). Tempos e enganos em El coronel no tiene quien le escriba de Gabriel García Márquez. Revista De Letras, 65(00), e026003. Recuperado de https://periodicos.fclar.unesp.br/letras/article/view/21230