Contaminações e galáxias: um diálogo entre o poeta e o cineasta

Luiz Cláudio da Costa

Resumo


Este artigo é uma versão modificada e ampliada de duas comunicações feitas em encontros científicos no ano de 2007 (SOCINE e ABRALIC). O texto analisa os cruzamentos poéticos, as trocas entre dois artistas e as transformações surgidas na tradução intersemiótica do poema Galáxia, de Haroldo de Campos para os vídeos Galáxia Albina e Infernalário: Logodédalo – Galáxia Dark, de Júlio Bressane. O artigo considera os procedimentos e o processo crítico de autoreflexividade nos trabalhos, buscando articular os sentidos sedimentados na passagem. Observamos similaridades e diferenças que conduzem a percepções distintas do processo reflexivo crítico na arte. Galáxias apresenta um processo autocrítico de caráter metalingüístico, mais centrado na própria materialidade dos seus suportes (palavra, papel, escrita), enquanto os vídeos, ainda que focando sobre o seu processo de produção e sobre a tradução que operam terminam por dar um caráter arquivístico à autoreflexividade. As apropriações materiais de outras obras, retiradas dos arquivos da memória audiovisual, refletem sobre a arte e a imagem na era da cultura midíática.

Palavras-chave


Poesia; Vídeo; Poesia audiovisual; Cinema de poesia; Tradução intersemiótica; Arte e Arquivo; Poetry; Video; Audiovisual poetry; Poetic cinema; Semiotic translation; Art and Arcquive

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E-ISSN: 1981-7886
ISSN: 0101-3505