O insólito recriado: “Le Horla” de Maupassant em linguagem HQ

Autores

  • Ana Luiza Ramazzina Ghirardi UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação do Departamento de Letras - Câmpus Guarulhos. São Paulo http://orcid.org/0000-0002-5860-5198

Palavras-chave:

Le Horla, Transposição midiática, Literatura, HQ, Multimodalidade,

Resumo

Malrieu (1992) indica que, no século XIX, o fantástico surge como visceralmente ligado à sensação difusa que a vida não pode ser explicada somente pela racionalidade científica. Se o fantástico tem raízes em um momento tão particular, como transportá-lo para o novo contexto do século XXI? Atualmente o fantástico é objeto de várias formas de re-significação e de releitura através de novas tecnologias. Esse artigo investiga a transposição midiática HQ, examinando os recursos que usa para capturar o suspense criado pelo texto monomodal e recriá-lo em uma linguagem que conjuga múltiplos modos: textual, visual, gestual, sonoro etc. (BOUTIN, 2012). A sequência de imagens HQ repropõe o texto primeiro, desvelando a polissemia do literário. Para ilustrar esse caminho de transposição de linguagens, examina-se a versão HQ Le Horla d’après l’oeuvre de Guy de Maupassant (SOREL, 2014) para entender a articulação que se materializa em uma nova narrativa provocando no leitor uma hesitação que o leva a se questionar se o “que o apavora é imaginário ou real” (CASTEX, 2004, p.274, tradução nossa).

Biografia do Autor

Ana Luiza Ramazzina Ghirardi, UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação do Departamento de Letras - Câmpus Guarulhos. São Paulo

Professora na área de língua e literatura francesa do departamento de letras da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo e credenciada no Programa de Mestrado em Letras da mesma universidade. Possui mestrado e doutorado em Língua e Literatura francesa pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado com pesquisa em estudos da tradução (em sua relação com o ensino) no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), UNICAMP. 

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Publicado

15/05/2017

Edição

Seção

Artigos