Observando a crise da zona do euro a partir da "periferia" européia

Autores

  • John Milios NTUA - National Technical University of Athens. School of Applied Mathematics and Physics - Department of Humanities, Social Sciences and Law. Athens – Greece.
  • Dimitris P. Sotiropoulos University of the Aegean - Department of Sociology. Mitilene – Greece. 81100

Palavras-chave:

Euro, Grécia, Crise, Desequilíbrio financeiro,

Resumo

O otimismo inicial mostrou-se injustificado, a evolução após o colapso do Lehman Brothers atingiu diretamente o euro, acarretando a crise das estratégias de poder a ele ligados. As taxas elevadas de crescimento nas economias europeias "periféricas" foram acompanhadas pela redução de custo de empréstimos internos e um fluxo significativo de investimentos estrangeiros (através de várias formas). Isso gerou excedentes das contas financeiras. O déficit concomitante das contas correntes reflete exatamente o aumento da demanda doméstica que ocorre junto com a entrada de investimentos estrangeiros. Os desequilíbrios nas contas públicas na zona do euro e a expansão do sistema bancário interno compensaram as pressões impostas ao trabalho assalariado pelos mecanismos do euro. Isso gerou um contexto de relações instáveis e vulneráveis que não resistiram à recente crise financeira. Neste contexto, as políticas de austeridade fiscal e de recessão são a única opção para consolidar o poder capitalista mantendo intacta a arquitetura neoliberal da Zona do Euro seja mantida intacta.

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Publicado

11/10/2013

Edição

Seção

Artigos