ESCALAS DE DISPERSÃO ACÚSTICA PARA DITONGOS TÔNICOS EM DUAS VARIEDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA
português de São Tomé e Príncipe e português brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.1590/1981-5794-e19974Palavras-chave:
Dispersão Acústica, Português São Tomé e Príncipe, Português Brasileiro, Ditongos tônicos oraisResumo
O objetivo deste artigo é analisar os ditongos decrescentes orais em duas variedades da língua portuguesa: o português de São Tomé e Príncipe (PSTP) e o português brasileiro (PB). Para tanto, com base em um corpus formado por itens lexicais elicitados a partir de frase-veículo, coletados in loco nas ilhas de São Tomé e de Príncipe, Costa Oeste Africana, extraímos, com auxílio do PRAAT, os valores do primeiro e do segundo formante (F1 e F2) de vocoides tônicos orais. Esse procedimento metodológico foi feito de modo a estabelecermos a dispersão acústica entre a vogal (V) e o glide (G) que constituem ditongos decrescentes em PSTP. Calculada a dispersão acústica entre VG, estabelecemos, em seguida, uma escala de dispersão compreendendo quatro prontos: alta dispersão; média dispersão; baixa dispersão e baixíssima dispersão. Essa escala foi, por fim, comparada à escala proposta por Eberle (2022) para o PB. Por fim, ao contrapor ambas as escalas, foram observadas algumas diferenças em termos de contraste acústico entre V e G de ditongos orais do PSTP e do PB. Essas diferenças parecem decorrer, sobretudo, da inserção de [ə] no sistema tônico oral de vogais do PSTP.
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